“Viver Duas Vezes”

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Quando Emilio (Oscar Martínez) é diagnosticado com Alzheimer, ele e sua família resolvem partir em busca do seu amor de infância.

Dirigido com extrema sensibilidade pela espanhola Maria Ripoll, “Viver Duas Vezes” é daqueles filmes que sobrevivem na mente dias após a sessão, apoiado no talento do grande Oscar Martínez, de “O Cidadão Ilustre” e “Relatos Selvagens”, aborda um tema complicado com leveza e muito humor, sem ser superficial, desaguando num oceano de lágrimas ao final.

Emilio é uma pessoa orgulhosa, a reação dele, logo no início, ao ser flagrado tentando pagar pela segunda vez à garçonete, ou a agressividade no trato com a médica, que piora exatamente quando ele, um professor de matemática (de universidade, como ele enfatiza), precisa responder simples questões numéricas, sintetizam a angústia de quem descobre, no crepúsculo da existência, que desperdiçou tempo precioso na busca por reconhecimento intelectual, deixando se apagar a chama do primeiro amor, a doce Margarita.

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