Minha casa rosa

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MINHA CASA ROSA
BALAKER, Courtney Moorehead. 2017. Little Pink House. EUA: \u200bKorchula
Productions.
Trata-se de uma produção cinematográfica com viés biográfico cujo objetivo é
narrar à história da paramédica Susette Kelo, que ao ter a sua casa ameaçada por um projeto do Poder Público subordinando-se a iniciativa privada, se une a vizinhança local para tentar legalmente proteger a sua moradia, tornando-se uma liderança comunitária para aquele bairro da pequena cidade onde morava.
O filme conta a história de Susette, mulher que para superar o divórcio adquire
um pequeno imóvel com vista para o rio e faz desse local o seu lar. Uma iniciativa privada, com o apoio do poder público da cidade, inicia um projeto de urbanização no bairro para valorizá-lo, com a proposta de movimentar a economia da pequena cidade onde ela reside e impulsionar o turismo, com isso promover arrecadações tributárias que, teoricamente, trariam benefícios para a população em geral. Porém, para este projeto ser efetivado precisará da remoção de todos moradores do bairro e da demolição de suas residências. Se recusando a vender a sua casa, Susette acaba tornando-se uma espécie de líder comunitária encabeçando um processo contra a cidade para proteger seu direito a propriedade, e simultaneamente o dos demais moradores da vizinhança.
O filme se propõe a mostrar de forma simples e objetiva a luta da protagonista e
dos residentes do bairro contra o sistema que quer tirá-los de suas casas. Demonstra ainda a fé de pessoas humildes e esperança com relação à proteção de seus lares. Por isso, é possível identificar a proposta dos produtores e do próprio elenco em ser fiel a história real, passando para o público a ideia do desequilíbrio processual na batalha judicial entre os moradores da cidade e a iniciativa privada, principalmente porque esta última conta com apoio do Estado.
Cabe refletir no caso em tela sobre a responsabilidade dos governantes em
garantir os direitos da população respeitando os limites entre o bem coletivo e o direito à propriedade, pensando até onde a garantia do benefício comum pode ultrapassar o direito individual e como o judiciário se comporta diante de demandas nessa seara.
Por fim, é possível perceber a importância da história narrada, pois apresenta a
força dos personagens, em destaque à protagonista, indicando que mesmo perdendo a
batalha judicial, a iniciativa deles de requerer os seus direitos e demonstrar a
insatisfação diante daquela situação levantou questões nas perspectivas de defesa dos direitos individuais perante os públicos, que repercutiu internacionalmente, a ponto de 
merecer um filme a respeito.
O filme conta a história de Susette, mulher que para superar o divórcio adquire
um pequeno imóvel com vista para o rio e faz desse local o seu lar.

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