Déficit Cognitivo

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Sintomas como a falta de atenção, a perda de memória e mesmo algumas dificuldades no raciocínio lógico são característicos do declínio cognitivo.
De acordo com o dicionário, a cognição é uma função da inteligência ao adquirir conhecimento. Em termos ilustrativos, é o que nos ajuda a conectar as ideias relacionadas à memória, raciocínio, juízo, linguagem, percepção e mais. Portanto, o déficit cognitivo é um termo usado para definir quem possui dificuldade em realizar o processo cognitivo.

Isso significa que a pessoa com déficit cognitivo passa por obstáculos maiores. Ações como sustentar atenção em um único assunto ou momento, resolver problemas simples do dia a dia, desenvolver senso de localização espacial e ainda deve lidar com impedimentos para fazer o raciocínio lógico faz parte de um cenário complexo de quem sofre com essa condição.

Uma condição de déficit cognitivo persistente e progressiva é chamada de demência, por exemplo. Entre as demências, posso citar a Doença de Alzheimer, a Demência com Corpos de Lewy, a Demência Frototemporal e a Demência Vascular.

Como as características da doença podem ser confundidas com a simples falta de atenção ou ainda pode evoluir com uma frequência lenta, é possível que não nos atentemos a quem está à nossa volta precisando de ajuda.
Para identificar o déficit cognitivo são aplicados testes neuropsicológicos com a intenção de avaliar o nível da limitação da pessoa e, em quais áreas esta é mais ou menos predominante. Esta avaliação mede também as áreas do cérebro que estão comprometidas e que não funcionam do modo como deveriam.

Na fase infantil, por exemplo, é importante que as situações características da situação sejam observadas com atenção. Por exemplo, no lugar de chamar a criança de “preguiçosa”, prefira consultar um especialista para entender o que está realmente acontecendo. Caso não seja identificado e tratado cedo, o déficit cognitivo pode agravar quadros de déficit de atenção, hiperatividade (TDAH), dislexia, depressão, transtorno bipolar do humor e outros.

Os pais ou responsáveis devem ficar atentos ao que está acontecendo com a criança. Um estudo publicado na revista científica “The Lancet Child & Adolescent Health” aponta que o uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode prejudicar o desenvolvimento cognitivo de crianças. Isso inclui mais de duas horas diárias em computadores, tablets e mais. Porém, não se esqueça de que cada caso é um caso. Caso esteja com dúvidas, consulte um profissional da medicina para ajudar.

Vale ressaltar que as escolas têm um papel muito importante que é o de incluir estes alunos e de estar preparada para receber todos os tipos de pessoas. Isso é essencial para eliminar os preconceitos com as diferenças e, fazer deste espaço de transformação e aprendizado, verdadeiramente um ambiente com igualdade, onde todos podem receber uma educação adequada.

Na fase adulta, é mais difícil de diagnosticar os casos, porém não é impossível. Além do diagnóstico assertivo de um profissional de medicina e da execução do tratamento e acompanhamento dele, a pessoa com déficit cognitivo deve receber muito apoio da família e amigos. Esse sistema de suporte é essencial para que o tratamento tenha efeito positivo.

O problema não tem cura, mas sim tratamento, que é feito de forma multidisciplinar com o apoio de médicos, psicopedagogos, fisioterapeutas e psicólogos, que atuam ajudando crianças, adolescentes e adultos, dentro de suas possibilidades, a desenvolver-se e ter mais qualidade de vida mesmo com suas limitações.

Hábitos mais saudáveis podem contribuir para evitar algum tipo de problema neurológico. De acordo com uma pesquisa publicada na revista “JAMA”, que tem 4 ou 5 costumes saudáveis têm 60% menos risco de desenvolver esse tipo de obstáculo. Caso você conheça alguém que esteja em tratamento para déficit cognitivo, recomende perguntar a respeito uma mudança de rotina.

A intenção é que assim, a pessoa com déficit cognitivo possa receber os estímulos certos, da maneira certa, e tenha a chance de desenvolver determinadas habilidades, independentemente de sua condição. Ao ser estimulado constantemente, o indivíduo tem o espaço que precisa para desenvolver seus recursos e ir ganhando maior confiança em si mesmo.

Também é importante ressaltar que outros problemas podem levar uma pessoa ater déficit cognitivo. Um exemplo disso é uma pesquisa da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, publicada na revista “Neurology”. Ela mostra que o aumento na pressão arterial pode prejudicar diversas capacidades, tais como de memória, foco e atenção.
Tiago Curcio

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