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Impotência

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A partir do momento em que recebemos o diagnóstico da demência, nosso olhar em relação ao ente querido muda totalmente. Sem percebermos já começamos a deixar de vê-los como o provedor da casa, e sim como alguém que daqui para frente, não sabemos como, teremos que cuidar.

O ente querido automaticamente é promovido a paciente e nós enfermeiros, sem contar inúmeras atribuições que nós mesmos nos damos, após o veredito.

O ente querido muitas das vezes, sem entender a razão de tantas mudanças para com ele e na vida dele, ou se fecha ou coloca a casa abaixo, em busca de uma explicação.

Imaginemos que nossos pais passaram anos cuidando de nós, da casa, nos dando uma segurança, eram o nosso apoio financeiro, emocional e quando menos esperamos, os scripts desta cruel peça, são modificados.

A fala agora é nossa. Eles, absortos ficam observando o desenrolar de toda esta balbúrdia, já não podem mais dirigir, não podem mais lidar com o próprio dinheiro, não se sentem mais seguro em sair sozinhos, parece que agora fazem parte da mobília da casa.

Um passa dá um ” oi”, o outro passa direto, e os dias vão passando, a mente já não consegue discernir o real do irreal, vem as “fraldas’, vem as chamadas no diminuitivo, se vê sem nenhuma perspectiva, muitas coisas já não lembra, não sabe onde está, quem é quem, o que está fazendo aqui, ali.

Em seus lapsos de memória o pretérito se manifesta, a saudade o aquece, e ele se vê envolto de lembranças das quais hoje, já não se fazem mais presentes.

Surgem as cobranças internas e a memória volta um pouquinho, e ele lembra que naquele horário ele estava trabalhando ou fazendo qualquer coisa, menos dentro de casa sendo mandado por quem sempre o obedeceu.

As crises surgem, agitação, medo, insegurança, depressão, choro, raiva, tédio…

Total impotência diante de um dragão chamado Alzheimer!

O que está acontecendo comigo? O que vocês estão fazendo com a minha vida?

Por que meus filhos estão agindo assim?

Perguntas internas, dúvidas, incertezas, pavor.

É preciso ter muita paciência para lidar com a incógnita na vida do outro, pessoas que sempre foram a cabeça da casa, que sempre estiveram a frente de tudo, eram a bussola deste navio.

O que foi feito delas? Quem são elas hoje?

É preciso lembrar que antes de mais nada ele continua sendo uma pessoa que deve ser tratado com muito carinho, amor e gratidão.

Se aprofundar nos estudos sobre a doença é um dos caminhos para se entender o que se passa do lado de lá, eles continuam sendo cidadãos comuns, e precisam ser tratados como pessoas, a diferença hoje é que estão doentes, mas nada pode mudar o nosso olhar e respeito para com eles.

A medicação faz parte do processo, agora ele precisa se sentir seguro no ambiente em que ele vive.

Imaginemos um homem de personalidade forte, e de repente a filha dando o banho, colocando fraldas?

Como você se sentiria se estivesse no lugar dele?

– Não, ele tem, demência e não lembra de mais nada, aliás, não sabe de mais nada.

Ledo engano, precisamos ir devagar neste terreno, no sagrado do outro mesmo doentio, adentrar com respeito, com sabedoria, sem bater de frente, falar com brandura, aguardando o momento certo, pois estes ingredientes são extremamente necessários para que a medicação prescrita pelo profissional de saúde, faça efeito.

Berna Almeida

Intestino preso? Sonolento? Apático?

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O que pode ser?

Quando nos propusemos a cuidar do ente querido, muitas das vezes nos mudamos para a casa dele ou ele para a nossa.É aí que precisamos sondar tudo que ocorre ao seu redor, como também e principalmente, em relação a alimentação.É preciso lembrar que o organismo de uma pessoa com demência não é o mesmo do Cuidador, e do restante da parentela.É necessário ter um acompanhamento de um nutricionista, para que se tenha uma base do que se pode ou não.Vejam quantas postagens recebemos com cuidadores reclamando que o ente querido está com prisão de ventre, infecção urinária, só dorme, enfim.Você acha que é só o medicamento? Não. O que se dá para ele conta e muito. A pessoa que não é bem nutrido e toma medicamentos fortes, onde encontrará forças para ao menos abrir os olhos?Organismos debilitados não devem comer frituras, comidas salgadas, gordurosas, e o cardápio deve ser totalmente alterado para uma maior adequação intestinal.A comida do restante da casa não deve ser a mesma para uma pessoa debilitada, precisamos estar atentos quanto a horários, lembrando sempre que o organismo que come as 8,9,10 da noite, é impossível fazer digestão.Nas prisões de ventre se recorre a laxantes mas é necessário fazer um levantamento do que está sendo feito e como é feito a alimentação deste paciente. Fibra é ótimo para soltar o intestino, mas se não der água, nem as fibras saem pelo ralo.Cuidem disto e se cuidem também porque o intestino é o nosso segundo cérebro e se ele não está bem, os demais entrarão em total exaustão.

Berna Almeida

O Cuidador precisa de um Auxílio Financeiro.

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A cada dia a Doença de Alzheimer, tem vitimado milhões de pessoas e tem deixado sequelas irreversíveis no paciente, Cuidadores e seus familiares.
Milhares de Cuidadores Informais por falta de condições em arcar com os honorários de um Cuidador Profissional, largam seus empregos, renunciam sua vida em prol do ente querido, e com isto passam a sobreviverem com 1 salário mínimo do aposentado, sabendo se que este valor não dá nem para arcar com os medicamentos necessários para esta doença.
Observando estes aspectos relevantes como as modificações no estilo de vida do cuidador e família a sobrecarga física e emocional decorrente do cuidado, cansaço e estresse manifestados em irritabilidade, frustração, tristeza, solidão sentimentos frequentemente relatados, estando estes associados ao convívio diário com o doente, falta de recursos financeiros para se manter.
Considerando a necessidade imperiosa de ações práticas a curto e médio prazo no sentido de amenizar a situação drástica em que se encontra os Cuidadores Informais da Doença de Alzheimer, nós, Cuidadores Informais, familiares e profissionais de saúde da área, convocamos e solicitamos as autoridades competentes a estabelecerem, de imediato, seu apoio e ações práticas considerando as seguintes prioridades:
Reconhecimento da doença de Alzheimer e de outras formas de demência como uma prioridade nacional de saúde pública e de política social;
Reconhecimento da urgência da implementação de uma lei de AUXILIO CUIDADOR INFORMAL DA DOENÇA DE ALZHEIMER, no valor de R$ 1.200,00(Hum mil e duzentos ) para tratamento de saúde devidos as sequelas adquiridas pelo tempo oriundas desta doença, já que o mesmo não tem mais nenhum recurso devido ao tempo integral dedicado ao ente querido, sem direitos a uma vida digna e com qualidade.
Realização de uma campanha nacional patrocinada pelo poder público em parceria com a grande mídia para alertar e informar sobre os sintomas e os primeiros sinais da doença com vistas ao seu diagnóstico precoce e consequente retardo da evolução e melhoria da qualidade de vida das pessoas portadoras e de seus familiares;

Realização de um debate nacional que envolva as autoridades executivas e legislativas, cuidadores, profissionais além de formadores de opinião, políticos, sociais e econômicos que instrumentalize e ponha em curso ações emergenciais desta ação de alta e inadiável necessidade.
Realização de um projeto Alzheimer x Escolas com palestras e informativos de como lidar com esta doença, sabendo se que milhares de alunos ainda não tem noção do que ocorre com um ente querido vitimado.
Dentre mais reivindicações nossos idosos portadores de Doenças Degenerativas necessitam
· Transportes
· Convênios Redução nos preços de medicamentos
· Redução nos preços de fraldas
· Qualidade de vida aos Cuidadores e Portadores
· Conscientização Social
· Assistência Social
· Atendimento Domiciliar
Aproveitando as reivindicações acima informamos que necessitamos do apoio mundial, pois esta doença está sendo a bancarrota de nossa família.
Cuidando de nossos entes queridos perdemos a noção de espaço, tempo, perdemos a nossa identidade pois estamos sozinhos, não há quem nos ajude , não há quem nos estenda as mãos.
O mundo precisa saber o que passamos, as nossas necessidades, da dor que é ver nossos pais, avós, familiares indo embora de nossas vidas sem ao menos nos dizer adeus.
Precisamos de ajuda e conscientização mundial…
Olhem por nós!!!

Atenciosamente
GRUPO ” UM SUJEITO CHAMADO ALZHEIMER “

https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR101015

Filhos, perdoem seus filhos

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Milhares de filhos cuidando de seus pais com o ódio, o rancor, a raiva, a tristeza, corroendo-lhe a alma.

Milhares de pais que no pretérito optariam em um aborto, para não ter que se deparar com o filhos indesejado.

Famílias fomentando sentimentos de vingança, desejando que o outro pague pelos erros do passado.

Quiça, houvesse o discernimento necessário de compreensão, amplitude espiritual para que os dois algoz se tornassem irmãos, e juntos encontrassem o lenitivo necessário para todas essas mazelas: Um amigo envolvente e de grande magnitude para nossa alma, chamado Perdão.

Berna Almeida

A DOR DO ABANDONO

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“Era uma manhã de sol quente e céu azul, quando o caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura. De quem se trata? Quase ninguém sabe. Poucas pessoas acompanham o féretro. Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve.

Depois que o corpo desocupou o quarto do asilo, onde aquela mulher passou boa parte da sua vida, a responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, umas anotações. Um diário sobre a dor… Sobre a dor que ela sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos… Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, gravado em algumas frases:

Onde andarão meus filhos? Aquelas crianças sorridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão? Estarão tão ocupadas? Talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe? Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono… A mais deprimente solidão… Se ao menos eu pudesse andar…

Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim… Jardim que já conheço como a palma da minha mão.

Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho…

Os dias passam… E com eles a esperança se vai… No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei… Mas, agora… Como esquecer que fui esquecida? Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia?

Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo. Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima… Queria saber dos meus filhos… Dos meus netos… Será que ao menos se lembram de mim? A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos… Que a arrastam sem misericórdia… para longe de mim.

Às vezes, em sonhos, vejo um lindo jardim… É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria… Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo… Que eu vivo… Que eu sinto… Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso… Que a vida continua após a morte, de uma outra forma… Mas com certeza a minha matéria, a minha mente, o meu eu dessa vida que vivo agora, com o nome que tenho… Nunca mais existirá! E quando a morte chegar, só restará a saudade que com o passar do tempo se ameniza… (se é que alguém vai sentir saudade de mim, já que não sentem enquanto ainda estou viva neste asilo)

Sinto que a minha hora está chegando. Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse. E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam… Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado… Pensai que a cada pai e a cada mãe Deus perguntará: “- O que fizestes do filho confiado a vossa guarda?” e aos filhos: “- O que fizestes aos vossos pais?”.

(Desconheço a autoria)

No compasso da vida

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Vez por outra vou visitá-la…
A cada dia sinto mais forte a tristeza que ela carrega dentro de si. Sinto seus medos, não gosta de ficar sozinha, toda hora me diz: Berna como você é boa para mim!
Essa noite perguntei: – Você está com sono?
– Estou sim, quero ir para o quarto , mas você vai ficar comigo lá, não vai?
A levei para o quarto, ela já não sabe mais como ir.
– Esse travesseiro aqui é para você, está limpinho. Você não vai embora não, né? – Perguntou-me.
– Fica tranquila, eu vou ficar aqui com você.
– Berna você é muito boa para mim. – Ela repetiu e chorou.
Mais uma vez senti pena, mais uma vez lembrei de minha mãe e dei de cara com o mesmo sujeito que invadiu a nossa casa, anos atrás.
Hoje a mulher que meu pai escolheu como esposa, após minha mãe ter nos abandonado, se encontra na mesma batalha contra 1 sujeito chamado Alzheimer.
O que é a vida? O que somos? No que nos tornaremos?
Como foi dura, complicada a minha adolescência, e na fase adulta com está mulher. Nunca demos certo, eu batia de frente todas as vezes que não aceitava certas atitudes. Cresci sabendo que ela não me suportava, mas não havia outro jeito, tínhamos que nos engolir.
Os hematomas internos causados por ela, não me fazem ter raiva, não me sinto feliz por ela ter essa doença, mesmo sabendo a resposta, se a situação fosse contrária.
Mas estou fazendo a minha parte, e ao vê-la sinto o tempo perdido no passado, o tempo perdido na incompreensão, nas brigas, picuinhas desnecessárias, raivas, na falta de perdão.
Hoje ela precisa de cuidados, de carinho, de amor, de paciência, e tenho procurado tornar o mundinho dela, mais ameno.
Gostaria muito de todo o meu coração, que a cura fosse encontrada, que ela voltasse ao normal, que o amor pela vida, por ela, pelos netos, florescesse…
Ao longo desses anos, aprendi tirar lições dos sofrimentos, e vejo que doenças aparecem para burilar nossas almas, e através delas precisamos crescer, precisamos perdoar, precisamos abrir portas, retirar as pedras do caminho. Precisamos crescer com a dor, precisamos crescer com as feridas abertas em nós.
Precisamos ser gratos as pessoas que precisam de nós, porque somos nós quem nos curamos através delas, e só assim conseguiremos cumprir com essa missão nesse nosso maravilhoso palco chamado Vida, conjugando em todos os sentidos, o verbo Amar e Perdoar.
Berna Almeida.

Você sabia que Infecção urinária causa DELÍRIOS?

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Você sabia que Infecção urinária causa DELÍRIOS?

Embora o delírio e a demência sejam freqüentemente discutidos juntos nos livros de medicina, na realidade são dois distúrbios bastante diferentes. O delírio consiste em uma alteração súbita e geralmente reversível do estado mental, a qual é caracterizada pela confusão mental e pela desorientação. A demência é uma doença crônica e lentamente progressiva, que acarreta perda da memória e uma deterioração grave de todos os aspectos da função mental. Ao contrário do delírio, a demência, em geral, é irreversível.

Causas Comuns de Delírio

• Álcool, drogas ilícitas e substâncias tóxicas
• Efeitos tóxicos de medicamentos
• Concentrações sangüíneas anormais de eletrólitos, sais e minerais (p.ex., cálcio, sódio ou magnésio), resultantes de medicações, desidratação ou doença
• Infecção aguda com febre
• Hidrocefalia de pressão normal, um distúrbio no qual o líquido que protege o cérebro não é adequadamente reabsorvido e comprime o cérebro
• Hematoma subdural, um acúmulo de sangue sob o crânio que pode comprimir o cérebro
• Meningite, encefalite, sífilis – infecções que afetam o cérebro
• Deficiências de tiamina e de vitamina B12
• Doença da tireóide devido a uma glândula hipoativa ou hiperativa
• Tumores cerebrais – alguns podem causar confusão mental e alterações da memória
• Fraturas do quadril e de ossos longos
• Função deficiente do coração ou dos pulmões, resultando em concentrações baixas de oxigênio ou elevadas de dióxido de carbono no sangue
• Acidente vascular cerebral

Delírio
O delírio é uma condição potencialmente reversível que habitualmente ocorre de forma súbita. O indivíduo apresenta uma redução na capacidade de prestar atenção, torna-se confuso, desorientado e incapaz de raciocinar com clareza.

Causas

O delírio é um estado mental anormal e não uma doença, com uma gama de sintomas que indicam uma diminuição da atividade mental. Centenas de condições ou distúrbios, variando de uma simples desidratação até a intoxicação por drogas/ medicamentos ou infecções potencialmente letais, podem causar delírio. Ele ocorre mais comumente em indivíduos idosos e em indivíduos que já apresentam comprometimento cerebral, incluindo os indivíduos muito doentes, os usuários de drogas que alteram a mente ou o comportamento e os indivíduos com demência.

Sintomas

O delírio pode começar de várias maneiras e um caso leve pode ser difícil de ser reconhecido. O comportamento dos indivíduos com delírio é muito variável, mas assemelha-se ao de um indivíduo que torna-se cada vez mais intoxicado. A principal característica do delírio é a incapacidade de prestar atenção. Os indivíduos com delírio não conseguem se concentrar e, por essa razão, apresentam problemas para processar novas informações e não conseguem se recordar de eventos recentes. Quase todos os indivíduos com delírio apresentam desorientação temporal e, pelo menos parcialmente, apresentam desorientação em relação ao local onde se encontram. Esses indivíduos apresentam um raciocínio confuso, divagam e inclusive tornam-se incoerentes. Nos casos graves, eles podem não saber quem são. Podem sentir-se assustados devido a alucinações visuais bizarras, nas quais eles vêem coisas ou pessoas que não existem. Alguns podem tornar-se paranóicos, acreditando que estão ocorrendo coisas estranhas (ilusões). Os indivíduos com delírio reagem de várias maneiras: alguns tornam-se tão calados e retraídos que aqueles que os rodeiam podem não perceber que eles encontram-se neste estado. Outros tornam-se muito agitados e tentam combater suas alucinações ou ilusões. Quando o delírio é causado por drogas, o comportamento freqüentemente é alterado de diferentes maneiras de acordo com a droga consumida. Por exemplo, os indivíduos intoxicados com soníferos tendem a ser muito retraídos, enquanto que os intoxicados com anfetaminas podem tornar-se agressivos e hiperativos. O delírio pode durar horas, dias ou muito mais tempo, dependendo da gravidade do mesmo e das condições clínicas do indivíduo. Ele freqüentemente piora à noite (um fenômeno conhecido como crepuscular). Em última instância, o indivíduo com delírio pode cair em um sono agitado e, dependendo da causa, ele pode inclusive evoluir para o coma.

Diagnóstico

O médico pode identificar facilmente o delírio que ultrapassou o estágio moderado. Como o distúrbio pode ser um sinal de muitas enfermidades graves (algumas das quais são rapidamente fatais), o médico tenta determinar a sua causa o mais rapidamente possível. Primeiramente, ele tenta diferenciar o delírio da doença mental. Nos indivíduos idosos, o médico tenta diferenciar o delírio da demência através da determinação da função mental normal do indivíduo. No entanto, os indivíduos com demência também podem apresentar delírios. O médico coleta o máximo possível de informações sobre o histórico médico do indivíduo. Ele interroga amigos, familiares ou outros observadores sobre o início do estado confusional, a rapidez de sua evolução e o estado de saúde física e mental do indivíduo afetado (incluindo o uso de medicamentos, drogas ilícitas e álcool). A informação pode ser proveniente da polícia, da equipe médica de emergência ou de evidências como, por exemplo, frascos de comprimidos. Em seguida, o médico realiza um exame físico completo, dando uma especial atenção às respostas neurológicas do paciente. Ele também solicita exames de sangue, radiografias e, freqüentemente, uma punção lombar para obter líquido cefalorraquidiano para análise laboratorial.

Síndrome do por do sol

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A Síndrome do Pôr do Sol afeta pessoas que possuem algum tipo de demência, causando episódios de confusão e agitação.

Por ser basicamente um grupo de sintomas, essa síndrome não é considerada uma doença e portanto é frequentemente associada à demência pois afeta a memória, personalidade e capacidade de raciocínio do idoso. Apesar de não ser ainda muito conhecida, a Síndrome do Pôr do Sol pode estar relacionada a um conjunto de células nervosas que mantêm o corpo ligado durante todo o tempo, podendo afetar o relógio biológico do corpo humano, desorganizando a noção temporal de dia e noite, e consequentemente, afetando os horários de sono.  Com o passar dos anos, menor disposição temos e atividades do dia a dia tornam-se ainda mais cansativas para portadores de demência. Por exemplo, no período da manhã, os idosos estão mais cansados e isso faz com que eles descansem durante o dia, o que aumenta o despertar prolongado durante o período noturno.

Importante enfatizar que a segurança é um aspecto significativo na vida dos idosos. Por isso, é sempre indicado nesses casos que os idosos se desenvolvam somente em um ambiente, não havendo nenhuma mudança drástica no local e na rotina. A quebra do cotidiano pode afetar e ser a causa para o desenvolvimento da síndrome, portanto é interessante definir horários para acordar, comer e deitar. Outras questões como alimentação de baixa qualidade em nutrientes e vitaminas, quadros de infecções ou até mesmo a fadiga ao anoitecer, podem ser fatores que contribuam para a ocorrência de tal episódio. O médico deve ser procurado para detectar problemas clínicos como dores, infecções  que aumentam os riscos de confusões e agitação noturnas. Ele também deve analisar regularmente as prescrições dos medicamentos para assegurar que ainda são necessários ou que necessitam de novas dosagens.

Atualmente, as pessoas têm se preocupado mais com a saúde uma vez que perceberam o quanto o bem-estar do corpo e da alma influenciam em uma vida próspera. Com o passar dos anos, a fragilidade será um aspecto presente em nossas vidas, partindo do ponto que sabemos que quando idosos estamos mais propensos a certas doenças. A exemplo disto, há um mal que atinge portadores de algum tipo de demência: a Síndrome do Pôr do Sol. O portador desta síndrome apresenta sintomas como alteração de comportamento, personalidade e agitação, fazendo com que o indivíduo demonstre mudanças significativas em seu modo de agir. Talvez você se questione sobre o nome, que se dá pelo fato de os sintomas acontecerem sempre ao entardecer do dia. Sendo que, em casos como esses, é essencial a ajuda de um profissional que entenda como lidar com a situação, para não agravar a situação dos pacientes.

Com os devidos cuidados tomados, as chances de o idoso apresentar uma piora nos quadros da Síndrome do Pôr do Sol tendem a diminuir. Recomenda-se certificar sobre as possíveis causas físicas que possam contribuir, a fim de não ocorrer o comportamento indesejado mais vezes. Existem algumas formas de amenizar esses efeitos da síndrome, tais como: Manter o idoso ativo durante o dia, evitar cochilos na parte da tarde, para que tenha uma noite de sono melhor, sem que haja interrupções. Reduzir o consumo alimentos que geram energia no período da tarde como de cafeína e açúcar, é necessário seguir uma alimentação saudável e balanceada. Proporcionar ao idoso um ambiente confortável para dormir é essencial, em que ele se sinta confortável, e manter esse local parcialmente iluminado ajudará a reduzir o risco de confusão. Orientar em relação ao tempo e espaço também é um feito que contribuirá para a melhoria do paciente, lembrando o idoso de onde ele está e que horas são.

Fonte: cuidebem.com.br

A Proposta

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A Proposta é um filme americano de comédia romântica lançado em 2009, dirigido por Anne Fletcher e protagonizado por Sandra Bullock e Ryan Reynolds. Margaret Tate (Sandra Bullock) é uma executiva linha dura, uma mulher poderosa, estilo general, que mantém todos os seus empregados na rédea curta e não mede esforços para conseguir o que quer.

https://www.netflix.com/watch/70112727?trackId=13752289&tctx=0%2C0%2Ccc5579598596714b13c9f61900d977521e1f3f03%3Af99d6ee78f5f10ec3091e69941c35c23ae891449%2C%2C%2C

Terapia assistida por animais para idosos com Alzheimer

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A terapia assistida por animais é uma intervenção na qual um animal é incorporado como parte do processo terapêutico para promover uma melhora nas funções físicas, psicossociais e cognitivas dos pacientes.

Segundo alguns estudos, a terapia assistida por animais é um dos tratamentos não farmacológicos mais benéficos para as pessoas que sofrem de Alzheimer. Devido a sua alta efetividade, ela é utilizada em conjunto com outras atividades de estimulação cognitiva que são desenvolvidas diariamente nas instituições. Entre elas, temos a musicoterapia, a arte e o exercício físico.

Além disso, devemos ter em mente que o contato controlado entre uma pessoa com Alzheimer e um animal é muito benéfico a nível cognitivo, social, emocional e de autonomia. Na verdade, ao ser a memória afetiva a última a desaparecer em uma pessoa com Alzheimer, é possível a criação de um vínculo emocional positivo para ambos. Vejamos mais a seguir.

Eficácia da terapia assistida por animais no tratamento do Alzheimer

São muitos os estudos que confirmam os benefícios da terapia assistida por animais para pessoas idosas com Alzheimer ou outras doenças degenerativas. O principal objetivo desse tipo de tratamento não farmacológico é melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Isso é alcançado incidindo em quatro áreas fundamentais da vida humana: física, cognitiva, emocional e social.

Os animais podem se converter no melhor remédio para os pacientes. Seu humor melhora de forma notável com o simples contato diário com um bicho de estimação.

O uso desse tipo de terapia é uma das opções mais procuradas tanto por instituições públicas quanto privadas. Isso se deve ao fato de que proporciona benefícios de forma imediata para os pacientes. Especialmente se estamos falando dos estágios iniciais desse tipo de demência tão comum.

Os animais mais comuns nesse tipo de terapia são os cachorros, mas também podemos usar gatos e até cavalos, ainda que estes sejam usados em menores proporções. A princípio, qualquer raça canina será ótima para esse tipo de trabalho terapêutico.

O único requisito é que o animal tenha sido devidamente adestrado. Por isso, geralmente, o trabalho é feito com raças como labrador ou golden retriever, o yorkshire terrier ou o pastor alemão.

A seleção dos animais utilizados na terapia assistida por animais deve ser muito rigorosa. Dessa forma, devem cumprir os critérios de controle, adaptabilidade, previsibilidade e confiabilidade. Além disso, devem também inspirar confiança em toda a equipe terapêutica.

Benefícios da terapia assistida por animais para pessoas com Alzheimer

1- Melhora de habilidades

Os animais de estimação ajudam as pessoas que sofrem de Alzheimer a melhorar aspectos como a motricidade e o equilíbrio. Atividades como passear com o animal, penteá-lo, dar comida e interagir com ele de qualquer forma facilitam a capacidade motora e a sensorial. Dessa forma, os terapeutas podem usar esses animais para ajudar os pacientes a desenvolver a autonomia.

Além disso, um animal de estimação serve de apoio e é um incentivo novo, que estimula a comunicação, desperta o interesse e chama atenção, favorecendo dessa forma a concentração, por exemplo.

2- Melhor qualidade de vida

A relação com os animais proporciona aos pacientes uma melhora na qualidade de vida. Além disso, também ajuda a melhorar a atenção e a capacidade de comunicação.

Os bichos de estimação utilizados na terapia assistida por animais são adestrados previamente de maneira específica para interagir com os idosos. Por isso, apenas sua presença e companhia já trazem um maior bem-estar e felicidade. Eles trazem serenidade e também ajudam a criar um senso de responsabilidade, já que ter animais em casa exige o desempenho de determinadas tarefas, de forma que os idosos se sentem mais úteis.

3- Fortalecimento da memória

Como esse tipo de terapia também é possível fazer com que as pessoas que sofrem de Alzheimer não se esqueçam das atividades básicas da vida diária, como pentear-se ou dobrar as roupas. Isso se deve ao fato de que eles se tornam responsáveis pela vida de outro ser vivo. Desse modo, a maioria deles associa as responsabilidades que possuem para com os animais com alguma responsabilidade que possuem em relação a si mesmos.

4- Melhora do humor

Esse tipo de terapia também é usada para diminuir a agitação e a agressividade em pessoas com demência. Um animal constitui um forte estímulo motivador nas mãos de um profissional. Dessa forma, gera emoções positivas e facilita e melhora as relações pessoais e a comunicação dentro de um grupo.

Por outro lado, a atenção que um animal requer pode favorecer a prática de atividades físicas, cognitivas e sociais, além de fortalecer a autoestima e melhorar o bem-estar geral.

Conclusões

Os resultados alcançados com a terapia assistida por animais são uma novidade bastante interessante para os pesquisadores que se dedicam a entender a doença de Alzheimer. Um bichinho de estimação pode mudar a vida de uma pessoa com demência. Isso se deve ao fato de que ele pode oferecer uma motivação para se manter ocupado, favorecer a atividade física e manter um equilíbrio emocional.

Hoje em dia, ainda não temos uma cura para as demências. No entanto, as terapias buscam pelo menos diminuir o impacto desse tipo de doença na vida dos idosos. Desse modo, buscar-se frear o progresso da deterioração cognitiva e atrasar a aparição das complicações no dia a dia. A terapia assistida por animais pode servir para controlar os transtornos de comportamento e abordar os problemas específicos de saúde que se apresentam nesses casos.

“Até que tenhamos a oportunidade de amar um animal, uma parte da nossa alma permanecerá esquecida”.
-Anatole France-

Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/terapia-assistida-por-animais-alzheimer/

Fases da Doença

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FASES DFA DOENÇA DE ALZHEIMER

Geralmente, as características da Demência são classificadas em três etapas ou fases. É importante salientar que algumas pessoas não apresentam todas as características ou passam por todas as fases. De qualquer forma, esta continua a ser uma descrição útil da progressão geral da demência.

Demência Inicial
De um modo geral, esta fase só é evidente através de uma análise retrospetiva. Na altura pode ter sido impercetível, ou achar-se que era devida à velhice, ou ao excesso de trabalho. A Demência inicia-se, geralmente, de forma muito gradual e é frequentemente impossível identificar o exato momento em que começou.

A pessoa pode:

  • Parecer mais apática, ter menor vivacidade;
  • Perder o interesse em passatempos e atividades;
  • Apresentar relutância em fazer coisas novas;
  • Ser incapaz de adaptar-se à mudança;
  • Apresentar discernimento reduzido e tomar más decisões;
  • Demorar mais tempo na compreensão de ideias complexas e na realização de trabalhos de rotina;
  • Acusar outras pessoas de “roubarem” coisas perdidas;
  • Tornar-se mais egocêntrica e menos preocupada com os outros e com os sentimentos destes;
  • Tornar-se mais esquecida dos detalhes de acontecimentos recentes;
  • Ser mais propensa a repetir-se ou a perder o ?fio? da conversa;
  • Ficar mais irritada ou aborrecida se falhar em alguma coisa;
  • Ter dificuldade em lidar com dinheiro

Demência Moderada
Nesta fase, os problemas são mais evidentes e incapacitantes.

A pessoa pode:

  • Esquecer-se facilmente de acontecimentos recentes. A memória do passado distante é geralmente melhor, mas alguns detalhes podem ser esquecidos ou confundidos;
  • Ficar confusa em relação ao tempo e ao espaço;
  • Perder-se, se estiver afastada de ambientes familiares;
  • Esquecer-se de nomes da família ou amigos, ou confundir um familiar com outro;
  • Esquecer-se de panelas e cafeteiras no fogão ou deixar o gás ligado;
  • Deambular pelas ruas, possivelmente durante a noite e, às vezes, perder-se;
  • Comportar-se inadequadamente, por exemplo, ir de pijama para a rua;
  • Ver ou ouvir coisas que não existem;
  • Tornar-se muito repetitiva;
  • Negligenciar a higiene ou a alimentação;
  • Ficar zangada, aborrecida ou angustiada devido a um sentimento de frustração

Demência avançada
Nesta terceira e última fase, a pessoa fica gravemente incapacitada e necessita de cuidado total.

A pessoa pode:

  • Ser incapaz de lembrar-se de situações ocorridas poucos minutos antes, por exemplo, esquecer-se que acabou de comer;
  • Perder a capacidade de compreensão ou de utilizar a linguagem;
  • Ficar incontinente;
  • Não reconhecer amigos e família;
  • Precisar de ajuda para comer, lavar-se, tomar banho, arranjar-se e vestir-se;
  • Ser incapaz de reconhecer objetos que fazem parte do seu quotidiano;
  • Ficar perturbada durante a noite;
  • Ficar inquieta procurando, por exemplo, um parente falecido há muito tempo;
  • Ficar agressiva, especialmente quando se sente ameaçada;
  • Ter dificuldade em andar e ficar dependente de uma cadeira de rodas para deslocar-se;
  • Ter movimentos incontrolados

A imobilidade tornar-se-á permanente e nas semanas ou meses finais a pessoa vai muito provavelmente ficar acamada.

Lembre-se que
Embora à medida que a doença progride, muitas capacidades se percam, algumas conseguem manter-se. A pessoa ainda preserva a sensação do toque e a audição, bem como a capacidade de responder à emoção.

Alzheimer Austrália

Violência contra idosos é crime; saiba como denunciar

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Muitas pessoas idosas que são maltratadas não pedem ajuda por vários motivos. Elas podem se sentir envergonhadas e ficarem relutantes em contar sobre os maus tratos. Elas podem ser incapazes de contar aos outros porque o agressor limita as ligações telefônicas ou o acesso aos visitantes e aos profissionais da área de saúde. Se o agressor é o cuidador, o idoso pode se sentir muito dependente ou querer proteger o agressor que também pode ser um filho adulto. Elas podem ter medo de serem ainda mais machucadas, ou de serem abandonadas ou de serem colocadas em uma casa de repouso.

Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que um em cada seis idosos é vítima de algum tipo de violência. Este dado faz parte de um relatório publicado na revista Lancet Global Health, que alerta que quase 16% das pessoas com mais de 60 anos sofreram algum tipo de abuso.

Ambas as pesquisas mostram que este tipo de violência vem aumentando e podem, por isso, gerar custos não só para saúde do idoso como também um grande problema social, já que a população mundial (inclusive a brasileira) está ficando cada vez mais velha.

Violência contra idosos

A violência contra idosos pode ser definida como qualquer ato, ou ainda a ausência de uma ação, que cause dano ou incômodo à pessoa idosa. Para ser considerada como violência contra o idoso o ato pode ser único ou repetitivo e deve acontecer em uma relação em que haja expectativa de confiança.

Estão entre os casos mais comuns os abusos psicológicos, abusos financeiros, negligência, abusos físicos e os abusos sexuais.cuidadora maltratando senhor idosoCrédito: IStock/@Highwaystarz-PhotographyEm pesquisa, a OMS descobriu que quase 16% das pessoas com 60 anos ou mais foram submetidas a abusos psicológicos (11,6%), abusos financeiros (6,8%), negligência (4,2%), abusos físicos (2,6%) ou abusos sexuais (0,9%)

O abuso psicológico é o mais sutil e inclui comportamentos que prejudicam a autoestima ou o bem-estar do idoso, entre eles xingamentos, sustos, constrangimento, destruição de propriedades ou impedimento de que vejam amigos e familiares.

O abuso financeiro inclui o uso ilegal de dinheiro, propriedade ou ativos de uma pessoa idosa, enquanto a negligência envolve a falha no atendimento de suas necessidades básicas, como alimentação, habitação, vestimentas e cuidados médicos.

Entre os efeitos do abuso à saúde estão lesões traumáticas e dor, assim como depressão, estresse e ansiedade. A violência contra idosos pode levar a um risco aumentado de colocação em institutos de longa permanência para idosos, uso de serviços de emergência, hospitalização e morte.

Estatuto do idoso

No Brasil, conforme a o Estatuto do Idoso (Lei 10.741), a violência contra idosos é crime e, portanto, não deve ser encarada como algo normal. Discriminar pessoa idosa pode levar o agressor à prisão por até cinco anos e ainda pagar multa. A pena pode ser aumentada se houver agressão física, se o agressor for responsável pelo idoso.

Os idosos nunca devem pensar que os maus tratos são parte de ser idoso e dependente. Ser maltratado ameaça sua própria dignidade e senso de bem-estar e pode até mesmo custar sua vida. Familiares e amigos podem ajudar mantendo laços estreitos com o idoso.

Os idosos que estão preocupados com os maus tratos podem tomar providências, como as que seguem, para fazer com que isso seja menos provável de acontecer:

  • Não viver com alguém que tenha um histórico de comportamento violento ou abuso de substâncias
  • Manter contato com amigos e antigos vizinhos, especialmente se eles tiveram que mudar-se para uma casa de repouso
  • Ficar conectado com organizações comunitárias e sociais (aumentando as chances de que os maus tratos, se acontecerem, sejam vistos)
  • Insistir no aconselhamento legal antes de assinar qualquer documento relacionado sobre onde vão viver ou quem irá controlar suas finanças.

Se o idoso acreditar que está em perigo, eles podem ligar para uma linha direta de abuso de idosos para ajuda imediata. Essas linhas diretas estão listadas no catálogo telefônico local, ou podem ser fornecidas por uma operadora telefônica. Se os idosos não se sentem em perigo, mas ainda assim querem ajuda, eles podem tentar falar sobre isso com seu médico, assistente social ou outro profissional da área de saúde.

Parentes, amigos e conhecidos têm a responsabilidade de ajudar se souberem ou tiverem fortes suspeitas de maus tratos, assim como os profissionais da área de saúde. Enfrentar diretamente o agressor não é recomendado porque isso pode piorar os maus tratos. Em vez disso, a situação deve ser relatada. Se os maus tratos ocorrem em uma instituição, é obrigatório denunciar a negligência ou o abuso confirmado ou suspeito em todos os estados e, na maior parte dos estados, se este ocorrer em casa. Cada estado tem leis que protegem e fornecem serviços para pessoas vulneráveis, incapacitadas ou incapazes. Cada estado tem leis que protegem as pessoas de serem processadas por denunciarem suspeita de maus tratos. Para denunciar maus tratos, as pessoas podem entrar em contato com o número 180.

Uma vez que os maus tratos e seus efeitos podem variar bastante, as intervenções precisam ser personalizadas para a situação de cada pessoa. As intervenções podem incluir o seguinte:

  • Assistência médica
  • Educação, como informações sobre os maus tratos e opções disponíveis, assim como ajuda com a concepção dos planos de segurança
  • Apoio psicológico, como psicoterapia e grupos de apoio
  • Intervenção legal e aplicação da lei, como detenção do agressor, ordens de proteção e defesa legal
  • Arranjo para alojamento alternativo, como residências que fornecem abrigo de segurança com proteção contra o agressor.

Como denunciar

  • Disque 100

As denúncias de violência contra idosos podem ser feitas pelo Disque 100, que funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel (celular), bastando discar 100.

O serviço pode ser considerado como “pronto socorro” dos direitos humanos pois atende também graves situações de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes, possibilitando o flagrante.

Para registrar a denúncia, é necessário informar quem sofre a violência (vítima), qual tipo violência (violência física, psicológica, maus tratos, abandono, etc.), quem pratica a violência (suspeito), como chegar ou localizar a vítima/suspeito, endereço (estado, município, zona, rua, quadra, bairro, número da casa e ao menos um ponto de referência), há quanto tempo ocorreu ou ocorre a violência (frequência), qual o horário, em qual local, como a violência é praticada?, qual a situação atual da vítima e se algum órgão foi acionado.

  • Aplicativo Proteja Brasil

Proteja Brasil é um aplicativo gratuito que permite a toda pessoa se engajar na proteção dos direitos humanos. É possível fazer denúncias direto pelo aplicativo, localizar os órgãos de proteção nas principais capitais e ainda se informar sobre as diferentes violações.

Para fazer a denúncia, o usuário vai à loja de aplicativos do seu celular e faz o download, gratuitamente, do aplicativo Proteja Brasil, disponível para iOS e Android. Após a instalação, basta responder um formulário simples para registrar a queixa, a qual será recebida pela mesma central de atendimento do Disque 100.

  • #HumanizaRedes

Humaniza Redes – Pacto Nacional de Enfrentamento às Violações de Direitos Humanos na internet é uma iniciativa do Governo Federal de ocupar esse espaço usado, hoje, amplamente pelos brasileiros para garantir mais segurança na rede e fazer o enfrentamento às violações de Direitos Humanos que acontecem online.

Dentro do site, o usuário preenche o formulário disponível aqui e registra a denúncia, a qual também será recebida pela mesma central de atendimento do Disque 100.

  • 190

O 190 é o número de telefone de utilidade pública para atendimento aos cidadãos pela polícia militar de qualquer lugar do Brasil.

Fonte: https://catracalivre.com.br/cidadania/violencia-contra-idosos/

Desospitalização

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Quando o paciente tiver se recuperado suficientemente ou puder ser adequadamente tratado em algum outro lugar, ele receberá alta do hospital.

Para determinar quando as pessoas devem ter alta, o médico avalia o risco de desenvolver um problema devido à hospitalização (como contrair uma infecção) em relação aos benefícios de ser tratado no hospital.

Se as pessoas podem ser tratadas apropriadamente fora do hospital, normalmente, é melhor para elas estar em casa, mesmo que a doença que as tenha trazido ao hospital não tenha sido solucionada completamente.

O paciente pode concluir o tratamento fora do hospital se

  • Elas forem capazes de receber alimentos, água e medicamentos pela boca.
  • Elas puderem obter os medicamentos receitados.
  • Sua dor for reduzida a níveis toleráveis (mas não necessariamente completamente aliviada) por medicamentos.
  • Elas puderem se mover pela residência e cuidar de si próprias ou de obter ajuda necessária.
  • Seu quadro não necessitar de monitoramento diário avançado com equipamento hospitalar.
  • Consultas de acompanhamento com seus médicos tiverem sido agendadas.

Antes da alta hospitalar, os membros da equipe podem avaliar a capacidade do paciente de se mover com segurança e fazer perguntas para determinar se haverá probabilidade de o paciente precisar de mais ajuda após a alta. Um planejador da alta ou um assistente social no hospital podem prever quais problemas são prováveis e fazer sugestões sobre eles e providenciar os serviços necessários de assistência médica domiciliar, que podem incluir um enfermeiro domiciliar, um fisioterapeuta domiciliar e equipamento, como cadeira de rodas ou banco de chuveiro. No entanto, as pessoas e os familiares deverão ser envolvidos nos planos para se certificar de que eles sejam adequados.

Se tratamento adicional for necessário temporária ou permanentemente depois de uma internação, o paciente geralmente será enviado para outra instalação. O paciente poderá ir para uma instalação de reabilitação ou para uma casa de repouso (uma casa de cuidados especializados).

Antes de sair do hospital, as pessoas ou os familiares deverão se certificar de que recebam instruções detalhadas de tratamento de acompanhamento e de que entendam as instruções. Eles deverão obter uma programação por escrito para o uso de todos os seus medicamentos e para as consultas de acompanhamento. A menos que esse tipo de providência tenha sido tomada antes da alta, o paciente deve ligar para seu médico habitual para marcar uma consulta de acompanhamento assim que chegar em casa. É importante que o paciente informe ao enfermeiro ou atendente que está marcando o horário que ele acabou de receber alta do hospital e que precisa marcar a consulta para os próximos três a dez dias, para garantir o recebimento de cuidados de acompanhamento adequados.

Se o paciente estiver recebendo alta para outra instalação, um resumo por escrito de sua avaliação hospitalar e seu plano de tratamento (chamado registro de cuidado de transição) deverá ser enviado com ele e outra cópia deverá ser enviada por fax para a instalação.

Independentemente de as pessoas receberem alta para outra unidade ou para casa, elas devem receber documentos que incluam as seguintes informações:

  • O motivo para a hospitalização
  • Os principais procedimentos ou testes realizados
  • O principal diagnóstico na alta
  • Quaisquer restrições ou modificações nutricionais recomendadas
  • Quaisquer restrições de atividade (como caminhar, exercitar-se ou dirigir) ou de movimento
  • A necessidade de dispositivos de assistência, como cadeira de roda, um andador, muletas, uma máquina de CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas) ou oxigênio
  • Instruções para cuidados de incisões cirúrgicas ou feridas
  • Se aplicável, as instruções sobre como e quando medir sua temperatura, pressão arterial, nível de açúcar no sangue ou peso em casa
  • Uma lista de todos os sintomas que demandam contato com seu médico ou retorno ao setor de emergência
  • Datas e horas de consultas de acompanhamento com seus médicos
  • Uma lista de medicamentos atuais, incluindo quais doses devem ser administradas, quantas vezes por dia as doses são administradas e por quanto tempo os medicamentos devem ser administrados

Às vezes, depois que as pessoas recebem alta, seu quadro clínico piora, e elas precisam retornar ao hospital para obter cuidado adicional.

Obter medicamentos

A maioria das pessoas recebe receitas médicas para novos medicamentos quando recebe alta do hospital. Às vezes, as pessoas têm dificuldade para obter esses medicamentos. Por exemplo, sua farmácia preferida pode não ter o medicamento em estoque ou seu seguro pode não cobrir os custos e não conseguem comprar os medicamentos.

Às vezes, as pessoas obtêm seus medicamentos por meio de envio por correspondência pela farmácia, e pode demorar vários dias ou uma semana até que os medicamentos cheguem. Esse atraso pode ser perigoso porque a administração de alguns medicamentos (como antibióticos ou anticoagulantes, que impedem que o sangue coagule) deve ser iniciada imediatamente após a alta; e, para evitar complicações sérias, as pessoas não devem perder uma dose. Para evitar qualquer atraso, as pessoas devem pedir que seu médico encaminhe eletronicamente ou por fax a receita médica a uma farmácia local, e devem ligar para a farmácia antes de sair do hospital para confirmar que podem obter o medicamento imediatamente. Um assistente social pode ajudá-las com esse processo e podem ajudar as pessoas a encontrarem soluções caso o pagamento dos medicamentos seja um problema.

Por Oren Traub

, MD, PhD, Pacific Medical Centers Última revisão/alteração completa mar 2018| Última modificação do conteúdo mar 2018

Fibromialgia

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A fibromialgia é caracterizada por sono inadequado, fadiga, névoa mental, dor e rigidez generalizada nos tecidos moles, incluindo músculos, tendões e ligamentos.

  • Sono inadequado, estresse, distensões, lesões e, possivelmente, certas características da personalidade podem aumentar o risco da fibromialgia.
  • A dor é generalizada e algumas partes do corpo ficam sensíveis ao toque.
  • O diagnóstico de fibromialgia se baseia em critérios e sintomas definidos como dor generalizada e fadiga.
  • Melhorar a qualidade do sono, tomar analgésicos, praticar exercícios, compressas quentes e massagens podem ajudar.

A doença pode ser chamada de síndrome de fibrosite ou fibromiosite. Porém, como a inflamação (indicada pelo sufixo “ite”) não está presente, o sufixo é descartado e o nome se torna fibromialgia.

Fibromialgia é comum. Ela é cerca de sete vezes mais comum em mulheres. Ela geralmente ocorre em mulheres jovens ou de meia-idade, mas também pode ocorrer em homens, crianças e adolescentes.

A fibromialgia não é perigosa nem representa risco à vida. No entanto, os sintomas persistentes podem ser muito perturbadores.

Causas

Pessoas com fibromialgia parecem ter uma sensibilidade maior à dor. Isto é, as áreas do cérebro que processam a dor interpretam as sensações dolorosas com maior intensidade do que pessoas que não têm fibromialgia. A causa da fibromialgia geralmente é desconhecida. Porém, certos quadros clínicos podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Eles incluem sono de má qualidade, entorses repetidas ou uma lesão. O estresse mental também pode contribuir. Porém, o estresse em si pode não ser o problema. A forma como as pessoas reagem ao estresse parece ser mais relevante.

Algumas pessoas afetadas também podem ter um distúrbio do tecido conjuntivo, como artrite reumatoide ou lúpus eritematoso sistêmico (lúpus). Em alguns casos, uma infecção viral ou outra (como a doença de Lyme) ou um evento traumático podem desencadear a fibromialgia.

Sintomas

A maioria das pessoas sentem rigidez, dor e desconforto generalizados. Os sintomas podem ocorrer por todo o corpo. Qualquer tecido mole (músculos, tendões e ligamentos) pode ser afetado. Entretanto, os tecidos moles do pescoço, região superior do ombro, tórax, caixa torácica, região lombar, coxas, braços e áreas ao redor de algumas articulações são especialmente suscetíveis a ficarem doloridos. Menos frequentemente, a parte inferior das pernas, mãos e pés ficam doloridos e rígidos. Os sintomas podem ocorrer periodicamente (em crises) ou a maior parte do tempo (cronicamente).

A dor pode ser intensa. Geralmente, ela piora quando há fadiga, estresse ou uso excessivo. Frequentemente, algumas áreas específicas do músculo são sensíveis quando é aplicada uma pressão firme de um dedo sobre a região. Essas áreas são chamadas pontos sensíveis. Durante as crises, os músculos podem ficar rígidos ou podem ocorrer espasmos.

Muitas pessoas afetadas não dormem bem e se sentem ansiosas e, às vezes, deprimidas ou tensas. Fadiga é comum, assim como problemas mentais como dificuldade de concentração e uma sensação geral de névoa mental. Muitas pessoas afetadas são perfeccionistas ou têm personalidade tipo A. Elas também podem ter enxaqueca ou dor de cabeça tensional, cistite intersticial (um tipo de inflamação da bexiga que causa dor ao urinar) e síndrome do intestino irritável (com uma combinação de constipação, diarreia, desconforto e distensão abdominal). As pessoas podem apresentar sensações de formigamento, normalmente dos dois lados do corpo.

Os mesmos quadros clínicos que podem contribuir para o desenvolvimento da fibromialgia também podem fazer os sintomas piorarem. Eles incluem estresse emocional, sono inadequado, lesão e fadiga. O medo de que os sintomas representem uma doença grave também pode agravá-los. Ouvir um médico, parente ou amigo insinuar que o problema está “todo na cabeça” também pode piorar os sintomas. As pessoas podem se sentir frustradas porque frequentemente lhes dizem que “estão ótimas” embora não se sintam bem.

Diagnóstico

  • Critérios estabelecidos
  • Exames e testes médicos para excluir outras doenças

Médicos suspeitam de fibromialgia em pessoas apresentando o seguinte:

  • Dor e sensibilidade generalizada
  • Resultados negativos de testes laboratoriais a despeito de sintomas generalizados
  • Fadiga como sintoma principal

Os médicos consideram o diagnóstico de fibromialgia em pessoas com dor generalizada por, pelo menos, três meses, particularmente quando estiver acompanhada de diversos outros sintomas físicos, como fadiga. A dor é considerada generalizada quando as pessoas sentem dor do lado direito e esquerdo do corpo, acima e abaixo da cintura, e na parte superior da coluna, parede torácica ou meio da coluna ou região lombar.

No passado, os médicos baseavam o diagnóstico parcialmente na presença de sensibilidade em alguns dos 18 pontos sensíveis designados. Atualmente, no entanto, o número de pontos sensíveis não é considerado tão importante quanto a presença de sintomas típicos, especialmente dor generalizada.

Os médicos querem se certificar de que outra doença (como o hipotireoidismo, polimialgia reumática ou outra doença muscular) não esteja causando os sintomas, frequentemente por meio de exames de sangue. Mas nenhum exame pode confirmar o diagnóstico da fibromialgia.

A fibromialgia pode não ser facilmente reconhecida em pessoas que também tenham artrite reumatoide ou lúpus, pois essas doenças apresentam sintomas similares, como fadiga e dor nos músculos, articulações ou ambos.

Prognóstico

A fibromialgia tende a ser crônica, mas pode se resolver espontaneamente se o estresse diminuir. Mesmo com o tratamento apropriado, a maioria das pessoas continua apresentando sintomas em certo grau.

Tratamento

  • Alongamento, tratamento com calor e massagem
  • Manejo do stress
  • Medicamentos para melhorar o sono
  • Medicamentos para alívio da dor

As pessoas sentem-se melhor quando recebem tratamento adequado. Geralmente, a abordagem mais útil inclui o seguinte:

  • Reduzir o estresse, incluindo o reconhecimento de que não há nenhuma doença subjacente que represente risco à vida causando a dor
  • Exercícios com respiração profunda, meditação, terapia cognitiva baseada em mindfulness (mindfulness-based cognitive therapy, MBCT), apoio à saúde mental e, se necessário, aconselhamento
  • Alongar os músculos afetados suavemente (mantendo os alongamentos por 30 segundos e repetindo o processo cinco vezes)
  • Fazer exercícios para melhorar o condicionamento físico (exercícios aeróbicos) e aumentar sua intensidade muito gradualmente (por exemplo, exercícios na esteira, bicicleta ergométrica ou máquina elíptica ou com natação)
  • Aplicar compressa quente ou massagear suavemente a área afetada
  • Manter a região aquecida
  • Dormir o tempo necessário

Melhora do sono

Melhorar o sono é essencial. Por exemplo, as pessoas devem evitar cafeína e outros estimulantes durante a noite e precisam dormir em um ambiente tranquilo e escuro em uma cama confortável. Elas não devem comer ou assistir à televisão na cama.

Os médicos podem receitar doses baixas de antidepressivos tricíclicos. Esses medicamentos são tomados uma ou duas horas antes de a pessoa se deitar para dormir e são utilizados apenas para melhorar o sono, não para diminuir a depressão. Eles incluem trazodona, amitriptilina e nortriptilina. A ciclobenzaprina, um relaxante muscular, também pode facilitar o sono. Como os antidepressivos tricíclicos, a ciclobenzaprina é tomada apenas antes de a pessoa deitar-se para dormir. Esses medicamentos geralmente são mais seguros do que sedativos, cuja maioria pode causar dependência. No entanto, os antidepressivos tricíclicos e a ciclobenzaprina podem causar efeitos colaterais, como sonolência e boca seca, especialmente em pessoas idosas. Tomar esses medicamentos fora do horário pode resultar em sonolência no período diurno.

Alívio da dor

Analgésicos, como paracetamol, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou, ocasionalmente, tramadol podem ajudar. No tratamento da fibromialgia, opioides, que podem causar dependência e ficar menos eficientes com o tempo, devem ser evitados.

Pregabalina (um anticonvulsivo utilizado para aliviar a dor em algumas situações), duloxetina e milnaciprana são utilizados em alguns casos para tratar a fibromialgia. Esses medicamentos podem ajudar quando tomados como parte de um programa de tratamento que inclui melhora do sono, exercícios e controle de estresse.

Ocasionalmente, anestésicos locais (como a lidocaína) são injetados diretamente em uma área sensível específica, mas essas injeções não devem ser utilizadas repetidamente.

Por Joseph J. Biundo

MD, Tulane Medical Center

Doença de Parkinson (DP)

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A doença de Parkinson é uma doença cerebral que faz a pessoa perder lentamente o controle dos movimentos. Pode causar tremores, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e problemas de equilíbrio. Em muitas pessoas, também causa problemas de raciocínio ou demência (a memória e a capacidade de aprender pioram com o tempo).

  • A doença de Parkinson surge devido a danos na parte do cérebro onde estão localizados os gânglios basais, os quais ajudam a controlar o movimento e o equilíbrio
  • O sintoma mais comum costuma ser tremor (tremor incontrolável de uma parte do corpo)
  • Não há cura para a doença de Parkinson, mas os tratamentos podem ajudar a controlar os sintomas
  • Uma a cada 100 pessoas com mais de 65 anos e cerca de 1 a cada 10 pessoas com mais de 80 anos têm doença de Parkinson

O que causa a doença de Parkinson?

Quando movemos um músculo, o sinal se move pelos gânglios basais no cérebro. Os gânglios basais fabricam uma substância denominada dopamina. A dopamina suaviza os movimentos. A doença de Parkinson danifica os gânglios basais; assim, eles deixam de fabricar tanta dopamina. Sem dopamina suficiente, os movimentos podem ficar lentos, descoordenados ou rígidos.

Os médicos não sabem ao certo o que causa a doença de Parkinson. Ela tende a ser uma característica familiar; por isso, é provável que exista uma causa genética.

Outras doenças cerebrais e certos medicamentos às vezes causam sintomas semelhantes aos da doença de Parkinson (parkinsonismo).

Quais são os sintomas da doença de Parkinson?

Os primeiros sintomas da doença de Parkinson são geralmente:

  • Tremores dos dedos e das mãos quando os músculos estão relaxados e em repouso — este é primeiro sintoma mais comum
  • Problemas para se mover — os movimentos ficam lentos e difíceis de iniciar
  • Diminuição do olfato

Outros sintomas da doença de Parkinson incluem:

  • Os músculos ficam rígidos, tornando o movimento difícil
  • Problemas para se equilibrar e andar, ficar de pé ou sentar
  • Problemas para piscar ou engolir
  • Fala monótona e mal articulada
  • Problemas para dormir
  • Problemas para raciocinar (demência)

Como os médicos sabem se eu tenho doença de Parkinson?

Os médicos diagnosticam a doença de Parkinson baseados em:

  • Sintomas e exame físico
  • Exames como tomografia computadorizada (TC) ou imagem por ressonância magnética (RM)

A TC ou RM pode ajudar o médico a ver se algum outro distúrbio cerebral está causando os sintomas.

Como os médicos tratam a doença de Parkinson?

Não há cura para a doença de Parkinson.

Os médicos tratam você com:

  • Fisioterapia e terapia ocupacional
  • Medicamentos, como levodopa e carbidopa
  • Às vezes, cirurgia para inserir eletrodos diminutos no cérebro para estimular os gânglios basais (uma cirurgia denominada estimulação profunda do cérebro)

A fisioterapia e terapia ocupacional podem ajudá-lo a se mover e a ser o mais independente possível em suas atividades diárias e ao caminhar.

Os médicos consideram realizar a estimulação profunda do cérebro somente se os sintomas forem graves e os medicamentos não estiverem ajudando. Para a estimulação profunda do cérebro, os médicos inserem um fio fino através de uma pequena abertura no crânio e o introduzem na área do cérebro que apresenta problemas. A outra extremidade do fio vai por baixo da pele e se conecta a um conjunto de baterias sob a clavícula. O dispositivo envia sinais elétricos para as áreas do cérebro que apresentam problemas.

Algumas medidas simples também podem ajudar:

  • Continuar realizando tantas atividades diárias quanto possível
  • Manter-se regularmente ativo
  • Simplificar as tarefas diárias – por exemplo, substituir os botões da roupa por fechos de velcro ou comprar calçados com fechos de velcro
  • Usar dispositivos de assistência, como puxadores de zíper e ganchos para botões
  • Retirar tapetes para prevenir tropeços
  • Instalar barras de apoio em banheiros e corrimões em corredores para evitar quedas

Prestador de cuidados e problemas do fim da vida

Por fim, a pessoa precisará de ajuda com atividades diárias normais, tais como:

  • Comer
  • Tomar banho
  • Vestir-se
  • Usar o banheiro

Pode ser muito útil os cuidadores aprenderem sobre a doença de Parkinson e as formas de ajudar a pessoa. A função de cuidador é cansativa e estressante e muitos cuidadores consideram os grupos de apoio úteis.

A maioria das pessoas com doença de Parkinson se torna incapaz de realizar tarefas básicas, e muitas pessoas (cerca de 1 em 3) adquire demência. Antes que isso aconteça, pode ser útil escrever as instruções prévias. Uma instrução prévia é um plano por escrito que informa os entes queridos e médicos sobre os tipos de cuidados médicos que se deseja ao chegar ao fim da vida.

Onde é possível encontrar mais informações sobre a doença de Parkinson?

Por The Manual’s Editorial StaffÚltima revisão/alteração completa ago 2018| Última modificação do conteúdo ago 2018

Pedras nos rins ou no trato urinário (Cálculos Renais)

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O que é o trato urinário?

O trato urinário inclui:

  • Rins, órgãos com formato de feijão que produzem urina
  • Ureteres, tubos que drenam a urina de cada rim para a bexiga
  • Bexiga, um órgão oco que armazena a urina até que você urine
  • Uretra, um tubo fixado na bexiga que permite a vazão da urina pra fora do corpo

O trato urinário

O trato urinário

O que são cálculos renais?

Cálculos renais são pedras pequenas e duras que se formam nos rins. Os cálculos podem ser pequenos demais para serem vistos ou terem mais de uma polegada de diâmetro. Algumas vezes os cálculos ficam nos rins e não causam problemas. Algumas vezes os cálculos saem dos rins e descem pelo trato urinário. Se um cálculo sair do rim, ele ficará preso em algum ponto do trato urinário ou será expelido na urina.

Quando os cálculos viajam pelo trato urinário, geralmente causam dor e sangramento. Se ficarem presos, também podem causar uma infecção ou bloquear o fluxo de urina. Se o fluxo de urina for bloqueado por um longo período, o rim pode inchar o suficiente para ser lesado.Cálculos renais

Cálculos renais

Os cálculos viajam pelo trato urinário e podem receber nomes diferentes dependendo da sua localização:

  • Um cálculo em um dos ureteres pode ser chamado cálculo ureteral
  • Um cálculo na bexiga pode ser chamado cálculo vesical

O que causa cálculos renais?

Existem muitos diferentes tipos de cálculos com muitas causas diferentes. É mais provável que você tenha cálculos se você:

  • Tiver cálcio (um mineral) ou outras substâncias em excesso na urina
  • Tiver certos problemas médicos, incluindo certos cânceres
  • Tiver pessoas na sua família que tiveram cálculos renais
  • Comer determinados alimentos
  • For uma pessoa de meia idade ou mais velha
  • For homem

Quais são os sintomas de cálculos renais?

Cálculos muito pequenos não causam sintomas.

Cálculos na bexiga podem causar dor no baixo-ventre (área da barriga).

Cálculos no rim ou ureter podem causar dor lombar, geralmente na região entre as costelas e o quadril. A dor também pode atravessar o abdômen e descer entre as pernas. A dor é muito intensa e ela vem e vai.

Outros sintomas incluem:

  • Náuseas (enjoo) e vômitos
  • Urina marrom-avermelhada ou com sangue
  • Sentir necessidade de urinar com maior frequência
  • Sentir dor ou queimação ao urinar

Se o cálculo causar uma infecção, sua urina poderá estar turva ou com mau cheiro e você pode ter febre.

Como os médicos sabem se eu tenho um cálculo renal?

  • Seu médico irá suspeitar de cálculo com base nos seus sintomas
  • Será feito um exame da sua urina em busca de sangue
  • Seu médico também pode solicitar um exame de imagem chamado TC
  • A TC é usada para localizar o cálculo e ver se ele está bloqueando o trato urinário

Como os médicos tratam cálculos reais?

Cálculos pequenos que não estejam causando bloqueio nem infecção não precisam ser tratados Frequentemente o cálculo sai sozinho. Pode ser que você precise tomar remédio para dor.

Cálculos maiores geralmente não saem espontaneamente. Você precisará tomar remédio para dor. Se o cálculo não for eliminado, geralmente os médicos precisarão removê-lo. Para remover o cálculo, os médicos podem:

  • Usar ondas sonoras poderosas para quebrar o cálculo em pedaços pequenos (um procedimento chamado litotripsia)
  • Usar um endoscópio para remover o cálculo

Litotripsia por ondas de choque

Litotripsia por ondas de choque

Ao tentar usar o endoscópio para remover um cálculo, os médicos podem

  • Inserir o endoscópio pela sua uretra
  • Inserir o endoscópio no seu rim através de um pequeno corte (incisão) nas suas costas

Assim que o endoscópio estiver inserido, os médicos podem puxar o cálculo para fora usando o endoscópio. Ou podem precisar quebrar os cálculos usando um laser ou outros métodos como litotripsia por onda de choque. Um cálculo que foi quebrado em pedaços pequenos sairá quando você urinar.

Geralmente os médicos precisam ver do que é feito o cálculo depois de ele ser quebrado em pedaços. Eles pedirão que você urine em uma peneira para coletar os pedaços do cálculo. Então você entregará os pedaços para que seu médico examine.

Como posso prevenir a formação de mais cálculos renais?

Isso depende do que o cálculo era formado (cálcio ou outra substância). Veja aqui algumas coisas que podem ajudar a prevenir a formação de cálculos:

  • Evitar determinados alimentos
  • Beber mais água
  • Tomar determinados medicamentos

Os alimentos a serem evitados dependem do tipo de cálculo que você teve.

Por The Manual’s Editorial StaffÚltima revisão/alteração completa ago 2019

SEPSE: diagnóstico precoce é fundamental para tratar a doença

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Uma doença grave, que pode matar, mas é pouco conhecida pela população. Estamos falando da sepse, uma infecção que se espalha rapidamente pelo corpo se não for tratada de forma rápida. O Blog da Saúde conversou com a médica Flávia Machado, coordenadora Geral do Instituto Latino Americano de Sepse. Na entrevista, ela explica o que é a doença, como uma boa higiene pode evitá-la e quais os tratamentos adequados.

“Estima-se que haja 400 mil novos casos por ano de SEPSE no Brasil. Por isso, é fundamental reconhecimento precoce da doença e o tratamento adequado para evitar mortes” afirma.

Segundo ela, o risco de sepse pode ser diminuído, principalmente em crianças, quando os responsáveis seguem o calendário de vacinação. Além disso, cuidados básicos de saúde são também importantes. “Uma higiene adequada das mãos e cuidados com o equipamento médico podem ajudar a prevenir infecções hospitalares”, explicou Flávia.

E a doença não acontece só dentro dos hospitais. Por isso, bons hábitos de saúde e evitar a automedicação e o uso desnecessário de antibióticos, podem ajudar. Confira a entrevista.

O que é Sepse?

Antigamente conhecida como infecção generalizada ou ainda como septicemia, a sepse trata-se de uma resposta inadequada do próprio organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. Essa resposta inadequada pode levar ao mau funcionamento de um ou mais órgãos, com risco de morte quando não descoberta e tratada rapidamente. Essa infecção pode ser bacteriana, fúngica, viral, parasitária ou por protozoários.

Quais são as partes do corpo onde aparecerem focos infecciosos?

Os focos infecciosos mais comumente relacionados à sepse são a pneumonia, a infecção urinária e a infecção abdominal, mas a sepse pode ser originada a partir de qualquer outro foco.

Qual é a população que mais é infectada e fatores de risco?

Qualquer pessoa pode desenvolver sepse. No entanto, há grupos de risco, que são os prematuros e crianças abaixo de um ano, idosos acima de 65 anos, pacientes com câncer, AIDS ou que fizeram uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo, pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal, diabetes; usuários de álcool e drogas e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

Quais são os sintomas?

A sepse é uma síndrome complexa, podendo se apresentar de diversas maneiras e com sintomas decorrentes do mau funcionamento de diferentes partes do corpo. Caso um paciente apresente febre muito alta, aumento da frequência cardíaca, respiração acelerada ou sinais de alerta como confusão, agitação, alteração do nível de consciência, dificuldades para respirar, diminuição da quantidade de urina, pressão baixa o médico deve ser acionado. Uma equipe médica bem treinada é fundamental para que o tratamento seja adequado.

E o diagnóstico?

O diagnóstico da sepse é feito com base na identificação do foco infeccioso e na presença de sinais de mau funcionamento de órgãos. Não há exames específicos, mas sim aqueles voltados para a identificação da presença de infecção, um hemograma e para a identificação do foco, como radiografia de tórax, e exames de urina. É também importante a identificação do agente infeccioso, com coleta de culturas de todos os sítios sob suspeita de infecção, mas principalmente do sangue. São também importantes os exames para identificar a presença de mau funcionamento dos órgãos, principalmente um exame chamado lactato, que mostra se a oferta de oxigênio aos tecidos está adequada.

Temos tratamento?

O principal tratamento da sepse é a administração de antibióticos pela veia o mais rápido possível. Pode ser necessário ainda outros tratamentos dependendo da gravidade do paciente, como por exemplo, oxigênio, soro e outros medicamentos para manter a pressão arterial ou diálise se os rins pararem de funcionar. Um aparelho de respiração artificial pode ser utilizado em caso de dificuldade respiratória grave.

Luíza Tiné, para Blog da Saúde 

Infecção Urinária: Tratamento, sintomas e fatores de risco

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A infecção urinária não escolhe suas vítimas segundo a idade. O mal pode afetar desde crianças até idosos, passando no meio desse percurso, por adolescentes, adultos e grávidas.

A infecção urinária é causada por bactérias que vivem entre a vagina e o ânus. Na verdade, o problema não são as bactérias, comuns nessa região. A complicação acontece quando essas bactérias migram para a bexiga, podendo até chegar aos rins. Quando isso acontece, muito provavelmente irá surgir uma infecção. Se as bactérias não alcançarem os rins, o problema, conhecido como cistite, fica apenas concentrado na bexiga. Mas se seguirem para os rins, a infecção, nomeada de pielonefrite, se torna mais grave. Nesse estágio é comum vir acompanhada por febre alta (acima de 37.8°), calafrios e dor na região lombar.

No entanto, para evitar complicações sérias, basta começar o tratamento o mais cedo possível. Caso contrário, há risco da infecção avançar pelo organismo, podendo até matar.

Cerca de 30% das mulheres vão apresentar na vida infecção urinária leve ou grave. A mulher tem 50 vezes mais chance de ter o problema do que o homem. Entre os principais sintomas estão: ardência ao urinar, urgência miccional, ou seja, a mulher vai várias vezes ao banheiro fazer xixi, urina avermelhada (com sangue) e dores no “pé da barriga”.

Para diferenciar a dor lombar comum de uma dor nos rins é preciso observar os sinais que acompanham o problema: A pielonefrite vem acompanhada ainda de calafrios e apatia, cansaço e prostração.

Cistite de Repetição

Uma parcela das mulheres que tem infecção urinária vão apresentar os quadros da doença com maior frequência. “Elas vão ter uma agora, vão ter que tratar e mesmo assim, daqui a quatro meses terão novamente. Essas mulheres vão ter três, quatro, cinco ou mais por ano. Isso quer dizer que ela tem uma predisposição, um fator de risco que leva ela a ter a infecção com mais frequência do que as outras pessoas”, explica o chefe do Serviço de Urologista do Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, Pedro Vasconcellos Saraiva.

Se isso acontecer, certamente a paciente terá que tratar o problema, mas nesse caso, o tratamento vem por meio de uma medida preventiva. “Muitas vezes teremos que entrar com a profilaxia para essa paciente. Eu explico para as minhas pacientes que é como colocar cloro numa piscina. A gente não coloca um cloro lá para deixar a piscina mais limpa? Essas pacientes terão que tomar uma medicação diária, por mais cuidados que elas tenham e por mais que façam a higiene correta”, explica o médico. A medicação limpará a urina com infecção.

Doença Multifatorial

Segundo o urologista Pedro Saraiva, alguns fatores poderão contribuir para que a mulher tenha infecção urinária:

Anatomia feminina – A uretra da mulher é curta (de quatro a cinco centímetros) e próxima à região onde as bactérias costumam ficar. Esse curto caminho favorece que as bactérias cheguem à bexiga.

Menopausa – Nesse período da vida da mulher, a diminuição do estrogênio tem como uma de suas consequências a predisposição à infecção urinaria, isso porque altera a flora vaginal, a qualidade do tecido da vagina e da uretra, deixando a entrada das bactérias na região mais fácil e o ambiente mais propício para a colonização.

Relações sexuais – Por mais convencional que seja o ato sexual, ele é um fator de risco. Tanto é verdade que a “cistite da lua de mel”, conhecida popularmente, é a infecção urinaria que pode acontecer depois da relação sexual, já que o pênis pode ajudar a levar bactérias para dentro da vagina.

De Mãe para Filha – Se há um histórico materno de infecções urinárias frequentes, é possível que a filha tenha alguns episódios do problema durante a vida também.

Uso de Fraldas – Os idosos, devido à incontinência urinaria, precisam usar as fraldas geriátricas com frequência. A fralda é abafada, úmida, se tiver com urina, esse ambiente é favorável para o aumento das bactérias na região vaginal. Além disso, o idoso tem mais predisposição ao problema já que a imunidade pode estar mais baixa com o avanço da idade.

Outros maus hábitos como beber pouca água, sentir vontade de urinar e não ir ao banheiro e falta de cuidados com a higiene pessoal também podem ser uma porta aberta para o problema.

Diagnóstico

Quando a paciente tem infecção urinária, o primeiro passo antes de tratar é reconhecer qual é a bactéria responsável pelo problema. “Colher uma cultura de urina é fundamental. Se o paciente estiver tomando um remédio antes de realizar a cultura, o exame já dará negativo e se for assim, não vai ser possível determinar qual é a causa do problema”, alerta o médico.

Caso seja a primeira vez que a paciente faz a queixa dos sintomas da infecção urinária, o ideal é que um exame de imagem também esteja associado para o diagnóstico. “Sem os exames e conhecer o histórico da paciente, fica difícil definir se aqueles sintomas não estão ligados ao cálculo renal. Essa pode ser uma possibilidade. O cálculo obstrui a urina que já está infectada com as bactérias”, explica. Sendo assim, o paciente continuará com todos os sintomas da doença.

É importante que quem sofre com essa complicação busque assistência médica e evite a automedicação. Quem toma remédio por conta própria pode, ao invés de se livrar logo das dores ao urinar, fortalecer uma bactéria que não deveria  permanecer no organismo.

O médico alerta: “Não adianta tomar antibiótico sem identificar a causa”. O ideal para a identificação urinária, em resumo, é os exames de urina (EAS e cultura) e ainda os testes necessários de imagens.

Caso o paciente esteja em estado crítico, onde seja observada a possibilidade da doença evoluir para uma infecção generalizada, com falência de órgãos, outras medidas poderão ser tomadas. Cabe aos profissionais de saúde envolvidos com o problema a gestão da melhor maneira para tratar e cuidar de cada paciente.

Prevenção

Se você já teve uma crise de infecção urinária ou, só de ouvir a descrição dos sintomas, já quer evitar que o incômodo chegue até você, duas medidas simples podem ajudar:

Beba bastante água diariamente e não deixe de ir ao banheiro quando sentir vontade de urinar. “A ingestão de água faz você ir mais vez ao banheiro e assim você vai evitar que a bactéria permaneça mais tempo dentro do organismo. Quanto mais urina parada, mais chances de infecção”, explica o chefe do Serviço de Urologista do Hospital Federal de Bonsucesso (RJ), Pedro Vasconcellos Saraiva.

Evite usar ainda as duchas vaginas e procure sempre quando for ao banheiro, limpar a região do períneo com o papel higiênico no sentido frente para trás. Do contrário poderá trazer as bactérias que estão na região intestinal para dentro da vagina causando a infecção da mesma forma. O sentido da ducha também é sempre de cima para baixo.

Urinar logo depois da relação sexual também pode ajudar aquelas pacientes com cistite de repetição. O xixi lava a uretra ajudando a eliminar bactérias que possam ter entrado durante o ato.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Febre em adultos

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Febre em Idosos

A febre é uma temperatura corporal elevada. A temperatura é considerada elevada quando é superior aos 38 °C, conforme medida com um termômetro na boca ou mais alta que 38,2 °C, se medida por um termômetro no reto. Muitas pessoas usam o termo “febre” livremente, muitas vezes significando que elas se sentem quentes, com muito frio ou suadas, mas na verdade elas não mediram suas temperaturas.

Ainda que uma temperatura de 37 °C seja considerada normal, a temperatura corporal varia de acordo com a hora do dia. Ela é mais baixa de manhã cedo e mais alta ao final da tarde, às vezes atingindo 37,7 °C. Da mesma forma, a febre não permanece em constante temperatura. Por vezes a temperatura atinge um pico máximo todos os dias, voltando logo em seguida à normalidade. Esse processo é chamado de febre intermitente. Alternativamente, a temperatura varia, mas não retorna ao normal. Esse processo é chamado de febre remitente. Os médicos não acham mais que o padrão de elevação e queda da febre seja muito importante no diagnóstico de certos distúrbios.

Consequências da febre

Os sintomas que as pessoas têm são devido, principalmente, ao estado que causa a febre, não à febre em si.

Embora muitas pessoas se preocupem achando que a febre possa ser prejudicial, as típicas elevações temporárias da temperatura corporal para 38 °C a 40 °C causadas por doenças praticamente de curta duração são bem toleradas por adultos saudáveis. Porém, uma febre moderada pode ser ligeiramente perigosa para adultos com doença cardíaca ou pulmonar, porque a febre causa o aumento da frequência cardíaca e respiratória. A febre pode também piorar o estado mental em pessoas com demência.

A elevação extrema da temperatura (geralmente mais de 41 °C) pode ser prejudicial. Uma temperatura corporal alta assim pode causar o mau funcionamento da maioria dos órgãos e, por fim, a insuficiência destes. Tal elevação extrema às vezes resulta de infecção muito grave (tal como sepsemalária ou meningite), mas é mais comum ser causada por insolação ou pelo uso de certas drogas.

Causas

As substâncias que causam febre denominam-se pirógenos. Estes podem ser provenientes do interior ou do exterior do corpo. Os micro-organismos e as substâncias que eles produzem (como as toxinas) são exemplos de pirógenos formados no exterior do corpo. Os pirógenos formados dentro do corpo são geralmente produzidos pelos monócitos e macrófagos (dois tipos de glóbulos brancos do sangue). Os pirógenos de fora do corpo podem causar febre ao estimular o corpo a liberar seus próprios pirógenos ou afetando diretamente a área do cérebro que controla a temperatura.

Infecção não é a única causa de febre. A febre pode também resultar de inflamação, de reação a um medicamento, de uma reação alérgica, de distúrbios autoimunes (quando o corpo produz anticorpos anormais que atacam seus próprios tecidos) e câncer não detectado (especialmente leucemialinfoma ou câncer no rim).

Muitos distúrbios podem causar febre. Eles são amplamente categorizados como

  • Infecciosos (mais comuns)
  • Neoplásicos (câncer)
  • Inflamatórias

Uma causa infecciosa é altamente provável em adultos com febre que dure 4 dias ou menos. Uma causa não infecciosa tende mais a provocar febre que dure por muito tempo ou que retorne.

Muitos cânceres causam febre.

Os distúrbios inflamatórios que causam febre incluem distúrbios das articulações, do tecido conjuntivo e dos vasos sanguíneos, tais como artrite reumatoidelúpus eritematoso sistêmico (lúpus) e arterite de células gigantes.

Além disso, uma febre isolada de curta duração (aguda) em pessoas com câncer ou com uma doença inflamatória conhecida é mais provável que tenha uma causa infecciosa. Em pessoas saudáveis, é improvável que uma febre aguda seja o primeiro sinal de uma doença crônica.

Os medicamentos às vezes causam febre. Por exemplo, antibióticos betalactâmicos (como penicilina) e medicamentos com sulfa podem desencadear febre. As drogas que podem causar uma temperatura extremamente alta incluem determinadas drogas ilícitas (tal como cocaínaanfetaminas ou fenciclidina), anestésicos e antipsicóticos.

Causas mais frequentes

Praticamente todos os distúrbios infecciosos podem causar febre. No geral, as causas mais prováveis são

As infecções mais agudas do trato respiratório e gastrointestinal são virais.

Fatores de risco

Certas condições (fatores de risco) tornam as pessoas mais vulneráveis a febre. Esses fatores de risco incluem os seguintes:

  • O estado de saúde da pessoa
  • A idade da pessoa
  • Certas profissões
  • Uso de certos medicamentos e procedimentos médicos
  • Exposição a infecções (por exemplo, por viagem ou contato com insetos ou pessoas infectadas)

Sinais de alerta

Em pessoas com febre aguda, certos sinais e características são causa para preocupação. Incluem

  • Mudança na função mental, tal como confusão
  • Dor de cabeça, pescoço duro ou ambos
  • Pequenas manchas vermelhas arroxeadas lisas na pele (petéquias), o que indica sangramento sob a pele
  • Pressão arterial baixa
  • Frequência cardíaca rápida ou respiração acelerada
  • Falta de ar (dispneia)
  • Temperatura superior a 40 °C (104 °F) ou inferior a 35 °C (95 °F)
  • Viagem recente para uma área em que uma doença infecciosa, como malária, seja comum (endêmica)
  • Utilização recente de medicamentos que inibem o sistema imunológico (imunossupressores)

Quando consultar um médico

As pessoas que tiverem quaisquer sinais de alerta devem consultar um médico imediatamente. Tais pessoas geralmente precisam de testes imediatos e muitas vezes de admissão a um hospital.

Pessoas sem esses sinais de alerta devem ligar para o médico se a febre durar mais de 24 a 48 horas. Dependendo da idade da pessoa, de outros sintomas e de estados clínicos conhecidos, o médico pode pedir para a pessoa ir para avaliação ou recomendar tratamento em casa. Geralmente, as pessoas devem consultar um médico se a febre durar mais de 3 ou 4 dias, independente de outros sintomas.

Por Larry M. Bush 

, MD, FACP, Charles E. Schmidt College of Medicine, Florida Atlantic UniversityÚltima revisão/alteração completa fev 2019| Última modificação do conteúdo fev 2019

Perguntas Repetitivas

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Too many question marks on striped paper

PERGUNTAS REPETITIVAS

Para os cuidadores de Alzheimer, existem dois mundos para comunicação: o mundo real e o mundo do Alzheimer.

No mundo real nós nos comunicamos da mesma maneira de sempre, perguntamos uma vez, alguém responde e pronto. No mundo de quem vive a doença de Alzheimer em fases mais avançadas é diferente, há a pergunta, mas a resposta “não chega”. A resposta que não é processada, embora saibamos que tenha sido dada, pode vir acompanhada de uma reação de raiva, frustração e estresse pelos comportamentos e perguntas repetitivas. Não é fácil a comunicação entre esses dois mundos, o nosso e o deles.

Bem, o que os doentes escolheriam era permanecer no nosso mundo, usar da nossa comunicação, mas eles não conseguem mais em certa fase. O que fazer? Tentar entrar no mundo deles.

No mundo deles a memória de curto prazo está desaparecida. Como a doença de Alzheimer progride, a memória de curto prazo desaparece, não existe mais. Nestas circunstâncias, seria insensato esperar que o doente se lembre do que o familiar ou cuidador respondeu.

Depois de aceitar e compreender que a memória de curto prazo já se foi, não motivos para se surpreender quando uma pessoa com doença de Alzheimer pergunta a mesma coisa repetidamente.

Eles não me lembram nem se fizeram uma pergunta, imagine só se vai lembrar se fez uma ou dez vezes. Você pode se lembrar porque você ainda pode funcionar no mundo real. Sua memória de curto prazo ainda está trabalhando.

Para os familiares e cuidadores que vivem entre esses os dois mundos é necessário aprender a se comunicar de forma eficaz.

A primeira lição é: quanto menos palavras, melhor. Quando o doente pergunta: “Que dia é hoje?” a resposta é “Quinta”, e não nada do tipo: “Eu já lhe disse que é quinta-feira” ou “Há 5 minutos eu respondi, hoje é quinta”. Claro que isto não vai garantir que as perguntas cessem, mas pode favorecer seu humor, nada de irritação!! Além disso, vamos exercitar colocar-se no lugar do outro, deve ser bem desconcertante não saber o dia, o mês ou que ano é.

Uma dica que pode ajudar é colocar lembretes, como calendários que sejam compreensíveis aos doentes. Quem pode te ajudar nessa adaptação é um terapeuta ocupacional.

Pense também em todas as outras coisas que o doente já não sabe ou lembra. Coisas que não consideramos durante essa comunicação entre os 2 mundos. Quando nossa resposta a pergunta “que dia é hoje?” é “olhe no calendário ao seu lado”, além de ser longa, é uma resposta que envolve o significado de conceitos que não sabemos se a pessoa ainda tem, ou seja, será que ele liga o nome “calendário” ao objeto, ou ainda, será que ele ainda tem preservadas as questões especiais que permite ele se orientar no espaço e compreender o que está ao lado dele??

Perguntas repetitivas também podem ser um alerta, uma forma de querer comunicar algo. Diante de perguntas repetitivas, observe:

Será que a repetição ocorre em torno de certas pessoas ? O doente pode estar querendo interagir com aquela pessoa que está perto. Incentive quem estiver no mesmo ambiente que o doente a tocá-lo, falar com ele, talvez ele queira atenção.

Será que a repetição ocorrer em determinados ambientes ? Algo no ambiente pode estar incomodando o doente, fique atento ao som, a posição do cliente do assento ou às condições de higiene. Investigue!

Será que a repetição ocorrer em um determinado momento do dia? Alguns períodos podem ser confusos, como o pôr do sol. E, também pode sinalizar fome, se sempre ocorre perto da hora das refeições.

A partir dessa nova forma de entender as perguntas frequentes, vem a melhor parte. Os dois, doente e cuidador, podem se sentir melhor. O cuidador vai ter formas de reagir e de ajudar, vai se sentir mais útil e eficaz.

Em vez de começar uma situação desagradável de impaciência, a resposta será diferente, será algo do tipo: “Eu me importo , eu estou aqui com e para você”.

Fonte: Alzheimer’s Reading Room

Gente Grande 2

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Lenny (Adam Sandler), Eric (Kevin James), Kurt (Chris Rock) e Marcus (David Spade) voltam a morar na mesma cidade. Lá, suas vidas seguem o curso natural dos adultos, seja pela existência dos problemas com as esposas para uns, com os filhos para outros, ou tudo junto e misturado. A coisa dá uma complicada quando os marmanjos pretendiam matar a saudade num dia de folga e acabam encarando os jovens da região, que agora dominam o lugar. É quando eles acabam tendo que enfrentar alguns fantasmas do passado, entre eles a covardia diante de valentões e o famigerado bullyng na escola. Mas algumas surpresas estão para acontecer, como a chegada de um filho rebelde para Marcus domar, uma possível gravidez e uma festa de arromba, que não vai deixar pedra sobre pedra.

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A Missy Errada

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A história do filme gira em torno de Tim (Spade), administrador em um banco que precisa impressionar seu chefe após a fusão de duas grandes empresas. Desacreditado no amor, ele tem um encontro acidental no aeroporto com Melissa (Molly Sims) e, após semanas conversando por mensagens, a chama para um retiro organizado pelo chefe no Havaí. Para a surpresa de Tim, ele estava enviando textos para o número errado e quem aparece na viagem é Missy (Lauren Lapkus), uma garota instável com quem saiu apenas uma vez três meses antes e cujo nome completo é o mesmo que o da “mulher ideal”.

https://www.netflix.com/watch/81033865?trackId=13752289&tctx=0%2C0%2C5c65528cb59bc22b3e0066cc01a67c78d079fba6%3Ab9823050fa331c7f12003794f00abdf9fb7330c8%2C%2C%2C

Mãos Talentosas

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O filme narra a história real do Dr Benjamin Carson, um dos mais respeitados neurocirurgiões do mundo. Cresceu em um lar desfeito e em meio à pobreza e ao preconceito, suas notas eram baixas e seu temperamento inflamado. Sua trajetória descreve o papel vital que sua mãe, uma senhora analfabeta, mas muito inteligente que insistiu para que ele seguisse as oportunidades que ela nunca teve, ajudou-o a expandir sua imaginação, sua inteligência e sua crença em si mesmo. Em 1987, o Dr. Carson alcançou renome mundial por seu desempenho na bem-sucedida separação de dois gêmeos siameses, unidos pela parte posterior da cabeça – uma operação complexa e delicada que exigiu cinco meses de preparativos e vinte e duas horas de cirurgia.

https://www.netflix.com/watch/70114497?trackId=253739162&tctx=9%2C1%2Ce24402fd-f928-47d6-98b3-56d8b378c782-38383897%2C99e802a2-810e-4214-9e4f-68d6e560b1e5_40092102X28X920X1591534833512%2C99e802a2-810e-4214-9e4f-68d6e560b1e5_ROOT%2C

Sociedade dos Poetas Mortos

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O novo professor de Inglês John Keating é introduzido a uma escola preparatória de meninos que é conhecida por suas antigas tradições e alto padrão. Ele usa métodos pouco ortodoxos para atingir seus alunos, que enfrentam enormes pressões de seus pais e da escola. Com a ajuda de Keating, os alunos Neil Perry, Todd Anderson e outros aprendem como não serem tão tímidos, seguir seus sonhos e aproveitar cada dia.

https://www.netflix.com/watch/426589?trackId=250326522&tctx=2%2C19%2C55bf7d4a-2783-4c85-95ee-5df1206c1548-50773350%2C99e802a2-810e-4214-9e4f-68d6e560b1e5_40092095X54XX1591534833512%2C99e802a2-810e-4214-9e4f-68d6e560b1e5_ROOT%2C

Melhorando o cheiro da casa da pessoa idosa

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Vamos enfrentar os fatos. Às vezes, a casa onde a pessoa idosa mora, pode ficar um pouco. . . malcheirosa. A gente chega para visitar a família e o idoso e logo na sala já sente aquele odor desagradável de urina. Ou na visita a uma casa de repouso… Problemas de incontinência do idoso, efeitos colaterais dos medicamentos, janelas fechadas, falta de higiene, tudo isso pode conspirar para deixar a casa exalando cheiros duvidosos, onde outrora fora acolhedora, alegre e com cheirinho de limpeza!
Algumas dicas para refrescar o ambiente, trazendo novos e agradáveis ares-
1. Comece o dia com rotinas limpas:
Alguns familiares e cuidadores percebem claramente que um boa limpeza logo pela manhã, ajuda a não deixar o quarto do idoso com cheiro ruim. Por exemplo, desfazer a cama logo após o idoso acordar, levando-o para tomar seu café da manhã e seus medicamentos. Enquanto isso, já temos alguém limpando seu quarto e sua cama. Além disso, evita que o idoso fique mais tempo na cama do que o necessário, prevenindo a imobilidade e o problema com escaras de decúbito.
2. Abra as janelas:
Grande parte do mau cheiro que pode permear uma casa vem do hábito de manter as janelas e portas fechadas. É comum sentir-se relutante em abrir janelas no calor ou no frio, com uma pessoa idosa e frágil no ambiente, mas o ar fresco é bom para todos. Mesmo no inverno, alguns minutos de janelas e portas mais abertas, deixam o ambiente mais fresco e pode ajudar a dissipar odores. Outra dica, no frio, é abrir as janelas dos quartos, aonde o idoso não fica normalmente.
3. Encha a casa com cheiros naturais e doces:
Combata o mal cheiro com flores que desprendam um aroma mais forte. Deixe pela casa pequenas trouxinhas de aromas e perfumes de ambientes, que você pode mudar regularmente (tendo o cuidado para que o idoso com Alzheimer não vá ingerir ou comer). Corte limões e deixe-os abertos, esprema-os para liberar um pouco de suco e espalhe-os pela casa.
4. Evite expor roupas com urina no ambiente da casa:
Até mesmo pequenas manchas de urina podem causar cheiros desagradáveis na casa. Use um cesto de roupa coberto para guardar roupas sujas, com urinas e fezes e esvazie-o regularmente, lavando-as sempre que possível. Outra dica é guardar roupas sujas com urina em sacos plásticos, até poder lavá-las. Isso evita que o cheiro se espalhe.
5. Casa de idoso com incontinência é casa com faxinas frequentes
Todas as mulheres cuidadoras sabem do que estou falando.
6. Evite deixar o idoso com fraldas e roupas urinadas por muito tempo:
Sabemos do cansaço e da pouca ajuda que nossas mulheres cuidadoras, familiares ou não, recebem. Porém, uma das melhores maneiras de deixar a casa com cheiro agradável e sempre limpa é justamente incrementar a higiene do idoso com incontinência. Urinou na roupa ou na fralda geriátrica? Não só trocar a roupa e a fralda, mas também fazer uma boa higiene no idoso – muitas vezes, dando mais banhos. E nunca se esquecer de manter a pele do idoso sempre hidratada e cheirosa.

Ansiedade

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Ansiedade é a reação natural do corpo ao stress. É um estado emocional caracterizado por sentimentos de tensão, preocupação e pensamentos ruins. É importante ressaltar que nem sempre a ansiedade é uma doença. A ansiedade em seu estado normal é saudável para o indivíduo, pois ela o impulsiona para realizar projetos, prosperar e planejar o futuro. O que se torna alarmante é o excesso desse sentimento.

Dependendo da frequência e intensidade dos sintomas, a ansiedade pode se tornar uma patologia de diversas formas: transtorno depressivo maior ou com certos transtornos de personalidade; transtorno de ansiedade generalizada; transtornos mentais; transtorno alimentar; transtorno de pânico, transtorno obsessivo compulsivo, dentre outros desdobramentos que vamos abordar neste texto.

As pessoas tendem a usar as definições de preocupação e ansiedade de forma errônea, mesmo sendo estados psicológicos muito distintos. Apesar de estarem associados com o conceito geral de preocupação e inquietação, a maneira que convivemos, no cotidiano, com esses sentimentos são extremamente diferentes, bem como suas implicações em nossa saúde emocional, física e psicológica.

O que é transtorno de ansiedade?

Transtorno de ansiedade é uma doença causada pelo excesso de a ansiedade ou medo – estados emocionais comuns do ser humano. O transtorno interfere no dia a dia da pessoa e também afeta diretamente o seu comportamento.

Este transtorno mental faz com que ela tenha pensamentos negativos e uma série de desencadeamentos de sintomas fisiológicos e emocionais que podem prejudicar a vida social e rotina. Os transtornos de ansiedade Além disso, podem aumentar a chance de desencadear doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes, além de ganho de peso, gordura abdominal e aumento da pressão arterial.

Geralmente a intensidade do sintoma físico pode variar dependendo do grau e do estado de cada pessoa. Esses sintomas podem ser tão intensos que, muitas vezes, as pessoas buscam ajuda médica acreditando estar com problemas no coração ou em algum outro órgão.

Causas da ansiedade

Existem várias teorias e até mesmo crenças sobre onde e como surgiu a ansiedade. Predisposição genética, fatores ambientais e até mesmo histórico familiar são algumas das centenas possibilidades de origem da ansiedade. Apesar de não ser a mesma causa para todas as pessoas, alguns fatores são bem comuns:O enorme tabu sobre saúde mental no ambiente de trabalhoPrecisamos quebrar esse tabu e isso não será feito de uma hora para a outra.

Fatores ambientais como pressão no trabalho e situações familiares. Esses fatores podem gerar uma preocupação constante a ponto de evoluir de uma ansiedade comum e natural para um quadro mais sério de transtorno;

Fatores emocionais gerados por crenças adquiridas durante a vida. Pensamentos disfuncionais e que normalmente as pessoas não conseguem avaliar se são verdadeiros ou não devido ao tempo em que esses pensamentos negativos são interiorizados na mente.

Cada indivíduo é único, tem suas experiências e gatilhos, isso nos leva à conclusão que não podemos generalizar ou então colocar em uma prateleira todas as pessoas taxá-las. Por isso a importância da investigação e entender o que desperta a ansiedade em cada pessoa.

Sintomas de ansiedade

Geralmente os sintomas físicos da ansiedade são os que mais assustam e que despertam a atenção da pessoa para buscar por tratamento. Mas a ansiedade afeta o nosso corpo, mente e desempenho de várias formas:

  • Sintomas emocionais: tristeza, nervosismo, irritabilidade,
  • Sintomas fisiológicos: coração acelerado, sensação de formigamento, falta de ar, sudorese, tontura, dor de cabeça, dores musculares, insônia
  • Sintomas comportamentais: impulsividade, agressividade, fala acelerada;
  • Sintomas cognitivos: dificuldade de concentração e tomada de decisão, preocupações excessivas.

Um sentimento pertinente que faz parte da crise de ansiedade é a preocupação. Conforme os sintomas físicos vão aumentando, o psicológico entra em estado de alerta e tensão. Nessa hora, o fluxo de pensamentos é bem maior e o conteúdo desses pensamentos é sempre negativo.

As principais consequências da ansiedade na sua vida

O transtorno de ansiedade pode acabar afetando a vida das pessoas em muitos aspectos, trazendo consequências no trabalho, nas relações conjugais e até mesmo no corpo – tudo isso contribuindo muito para a piora do quadro de ansiedade.

Relações familiares e conjugais

O desgaste nas relações familiares ocorre em função da maneira como a pessoa ansiosa demonstra suas emoções e comportamentos. Como ele vê as coisas de forma negativa, ele tem dificuldade de buscar novas evidências sobre os fatos gerando brigas e conflitos. Eles se sentem menos felizes, brigam com mais frequência pois não conseguem se fazer entender pelo parceiro além de os impedir de participar em atividades normais do dia a dia.

Os que convivem com o ansioso se sentem sobrecarregados, exaustos e estressados por terem que assumir tarefas que eram do outro.

Relações sociais

Para uma pessoa com transtorno de ansiedade social, situações sociais comuns e cotidianas causam tanta ansiedade, medo e autoconsciência que o isolamento parece ser um alívio. A pessoa pode ir muito longe e inventar desculpas para evitar eventos públicos ou apresentações. Ela pode nem mesmo ser capaz de comer com amigos ou fazer compras no supermercado, muito menos ir a uma festa e estar cercada por estranhos. Isso pode levar a sentimentos de isolamento e desconexão e desencadear um distúrbio ainda mais grave.

Transtorno de ansiedade social também pode causar uma pessoa a temer que ela vai envergonhar ou humilhar-se. A intensidade desses sentimentos para uma pessoa com transtorno de ansiedade social difere marcadamente dos sentimentos normais de nervosismo e desconforto que a maioria sente em algumas situações sociais.

Uma crescente retirada do isolamento social afetará adversamente os relacionamentos em todas as esferas da vida de uma pessoa, incluindo a família, a escola e o trabalho. Sofredores de transtorno de ansiedade social também podem tentar reduzir o impacto de seus sintomas através do uso de álcool, medicamentos prescritos ou outras substâncias que causam dependência.

Desempenho acadêmico

A ansiedade também pode afetar muito o desempenho acadêmico. Ela afeta a capacidade de atenção, interpretação, concentração e a memória de uma pessoa, dificultando o aprendizado e a retenção de informações. A pessoa ansiosa trabalha e pensa com menos eficiência, o que afeta significativamente sua capacidade de aprendizado.

A pessoa ansiosa está constantemente procurando e focando sua atenção nas possíveis ameaças. Isso afeta não só o desempenho escolar, como também as relações sociais no ambiente acadêmico, o que pode levar ao estresse e à depressão.

Desempenho profissional

Ter um transtorno de ansiedade pode causar um grande impacto no local de trabalho. Pessoas com transtornos de ansiedade comumente citam estas como situações difíceis: lidar com problemas; definição e cumprimento de prazos; manter relações pessoais; gerenciamento de pessoal; participar de reuniões e fazer apresentações.

Como já foi dito, a pessoa ansiosa busca focar sua atenção em possíveis ameaças, o que torna difícil manter o foco no trabalho. Isso leva a uma queda de desempenho na entrega de resultados.

A estreita relação entre ansiedade e o desempenho profissional

Infelizmente tenho uma notícia não muito boa para te dar: você provavelmente subestima o quanto a sofre de ansiedade e stress.

Um dos maiores impulsionadores do desempenho no trabalho é o relacionamento interpessoal. Infelizmente, aqueles que experimentam ansiedade são mais propensos a evitar seus colegas de trabalho, na esperança de evitar conflitos interpessoais.

Além disso, as pessoas podem até recusar uma promoção ou outra oportunidade porque envolve viagens ou falar em público; dar desculpas para sair de festas no escritório, almoços de funcionários e outros eventos ou reuniões com colegas de trabalho.

Os sintomas de ansiedade podem ser tão graves que dificultam a pessoa arrumar ou manter emprego, o que pode causar problemas financeiros e sérias dificuldades econômicas.

Corporais – desordem alimentar

Um transtorno alimentar acontece quando uma pessoa experimenta alterações graves no comportamento alimentar, como extrema redução da ingestão de alimentos ou excessos excessivos, ou sentimentos de extrema angústia ou preocupação com o peso ou a forma do corpo. Uma pessoa com um transtorno alimentar pode fazer dieta, fazer exercícios ou comer excessivamente, o que pode ter consequências fatais ou fatais.

O transtorno de ansiedade traz consequências no trabalho, nas relações conjugais e até mesmo no corpo – tudo isso acaba gerando mais ansiedade

Elas podem restringir rapidamente ou severamente suas calorias, exercitar-se por horas a fio todos os dias ou tomar outras ações para evitar qualquer ganho de peso. Mesmo que muitas vezes estejam abaixo do peso, eles têm um medo intenso de engordar.

Ao lutar com a ansiedade severa, por exemplo, ser capaz de controlar aspectos de sua vida, como comida, peso e exercício, indiretamente dá à pessoa uma falsa sensação de controle, que pode aliviar temporariamente os sintomas experimentados devido à ansiedade. Esses comportamentos aprendidos, no entanto, podem, inadvertidamente, levar ao desenvolvimento de um distúrbio alimentar, como anorexia nervosa ou bulimia nervosa.

Disfunção erétil

A disfunção erétil é absolutamente um sintoma de ansiedade. Ansiedade – especialmente uma grave – pode causar uma série de problemas diferentes que afetam sua libido, e a impotência é uma delas.

A relação que a ansiedade tem com a impotência é complicada, porque cada pessoa experimenta os efeitos da ansiedade de maneira diferente. Algumas pessoas experimentam o oposto: a ejaculação precoce, em que o homem chega ao clímax muito rapidamente, como resultado da ansiedade.

Alguns homens experimentam ambos. Outros não são afetados. De fato, a ansiedade pode causar muitas mudanças diferentes que podem induzir a impotência, como:

  • Sobrecarregar o cérebro: Estudos mostram que, quando uma pessoa tem ansiedade severa, as partes “menos importantes” do seu cérebro diminuem a velocidade, já que elas não são tão importantes quanto as partes do cérebro que lidam com a ansiedade. Para alguns, uma das áreas do cérebro que pode sofrer essa interrupção é a área usada na atração sexual.
  • Emoções negativas: A ansiedade também cria algumas emoções negativas profundas. Infelizmente, essas emoções podem se tornar problemáticas quando se trata de energia sexual. É mais difícil para muitos homens sentirem estímulo sexual (uma emoção positiva) quando também estão sentindo emoções negativas.
  • Mente Distraída: Se a pessoa está muito preocupada com a ansiedade e com os sintomas, torna-se muito mais difícil manter o foco no momento presente, o que é necessário se você deseja também obter excitação física durante momentos íntimos. Mesmo que pareça que você está prestando atenção na pessoa à sua frente, você pode estar distraído em seu subconsciente.

Corporais – insônia

Os distúrbios do sono são caracterizados por padrões anormais de sono que interferem no funcionamento físico, mental e emocional. Estresse ou ansiedade podem causar uma noite sem dormir, assim como uma variedade de outros problemas.

Insônia é o termo clínico para pessoas que têm dificuldade em adormecer, dificuldade em permanecer dormindo, acordar cedo demais ou acordar sem se sentir bem.

A maioria dos adultos já teve problemas para dormir porque se sentem preocupados ou nervosos, mas para alguns é um padrão que interfere com o sono regularmente. Sintomas de ansiedade que podem levar à insônia incluem:

  • Tensão
  • Ficando preso em pensamentos sobre eventos passados
  • Preocupação excessiva com eventos futuros
  • Sentindo-se sobrecarregado por responsabilidades
  • Um sentimento geral de ser acelerado ou superestimulado

Não é difícil perceber por que esses sintomas de ansiedade geral podem dificultar o sono. A ansiedade pode estar associada ao início da insônia (dificuldade para dormir) ou à insônia de manutenção (acordar durante a noite e não conseguir voltar a dormir).

Em ambos os casos, a quietude e a inatividade da noite geralmente trazem pensamentos estressantes ou mesmo medos que mantêm a pessoa acordada.

Quando isso acontece por muitas noites (ou muitos meses), você pode começar a sentir ansiedade, medo ou pânico apenas com a perspectiva de não dormir. É assim que a ansiedade e a insônia podem se alimentar mutuamente e se tornar um ciclo que deve ser interrompido por meio do tratamento.

Como ocorre a ansiedade?

A ansiedade quase sempre envolve um sentimento de medo, pavor ou apreensão, que coloca o indivíduo em alerta e elevado nível de consciência, como se estivesse planejando uma maneira de se livrar de uma situação perigosa, de possíveis ameaças e situações de risco da forma mais rápida possível. Funciona como uma forma de estimular o corpo para a luta ou para a fuga.

Uma parte do cérebro, chamada de sistema límbico, é a principal responsável por iniciar a cadeia química de mensagens que informa o resto do corpo sobre uma situação de perigo. Medo e ansiedade são emoções. O sistema límbico representa o sistema emocional do cérebro. Entre as muitas estruturas do sistema límbico estão o hipocampo e a amígdala.

O hipocampo é primariamente responsável por funções de memória. Durante a excitação ansiosa, o hipocampo é ativado. O envolvimento do hipocampo sugere que experiências anteriores e memórias dessas experiências podem iniciar ou aumentar os sintomas de ansiedade. De uma perspectiva de sobrevivência, isso faz sentido. Seria útil lembrarmos que ser perseguido por um urso não resultou em uma experiência agradável e deve ser evitado. De fato, certos transtornos de ansiedade estão relacionados a memórias de experiências passadas.

A amígdala é responsável principalmente por regular as emoções, como o medo. Além de regular as emoções, acredita-se que a amígdala seja responsável por detectar ameaças potenciais no ambiente e soar o “alarme” de perigo.

A amígdala leva a outra estrutura chamada hipotálamo. O hipotálamo é extremamente importante em relação à ansiedade. Serve para controlar o sistema nervoso autônomo e vários tipos de mensageiros químicos, incluindo muitos hormônios e neurotransmissores. O sistema nervoso autônomo, juntamente com esses hormônios e neurotransmissores, têm papéis fundamentais na produção de sintomas de ansiedade à medida que o corpo se prepara para a ação. Assim, quando nossos corpos sentem algum tipo de perigo ou ameaça, a amígdala, através do hipotálamo, envia uma mensagem ao sistema nervoso autônomo para se preparar para a ação (luta ou fuga).

O sistema nervoso autônomo (SNA) consiste em dois subsistemas opostos. Estes são o sistema nervoso simpático (SNS) e o sistema nervoso parassimpático (SNP). O sistema nervoso autônomo é como um interruptor – ele tem uma posição “ligada” e “desligada”. Não pode estar em posições diferentes ao mesmo tempo. O SNS é o equivalente da posição “ligado” do interruptor, enquanto o PNS é o equivalente da posição “desligada”. O SNS é responsável pela resposta de luta ou fuga e prepara o corpo para ação. A ativação do SNS é semelhante a um comandante militar, gritando “aos seus postos”. Por outro lado, o PNS é como se o comandante militar ordenasse “descansar”. O PNS inicia a resposta de descanso e relaxamento. Ele traz o seu sistema de volta ao estado normal.

O SNS tem uma resposta de tudo ou nada. Isso significa que, como nos dominós, se você derrubar um deles, uma cascata começa. Quando o SNS é ativado, faz com que as glândulas adrenais liberem os químicos adrenalina e noradrenalina. Estes também são conhecidos como epinefrina e norepinefrina. Esses produtos químicos agem como o combustível do corpo. Quando os motores do corpo são acelerados, isso produz muitos dos sintomas físicos desagradáveis ​​da ansiedade. Assim como um carro, seu corpo acaba ficando sem combustível. Em outras palavras, não pode estar no modo de luta ou fuga para sempre. Seu corpo pode ficar sem esses combustíveis de duas maneiras diferentes. Primeiro, uma equipe de limpeza química pode ser despachada para livrar o corpo de adrenalina e noradrenalina não utilizadas. Segundo, o corpo pode ser colocado na posição “desligada” do interruptor, significando que o PNS começa a fazer o seu trabalho de trazer descanso e relaxamento. No entanto, assim como um carro, o corpo não pode parar imediatamente. Deve desacelerar, às vezes mais lentamente do que gostaríamos. Essa desaceleração gradual na verdade tem uma função de proteção. Imagine o homem da caverna novamente. Se um animal selvagem atacá-lo, esse animal pode retornar, ou pode retornar com reforços! Portanto, é melhor que o corpo permaneça um pouco preparado e pronto para o caso de a ameaça retornar, em vez de retornar a um estado completamente normal muito rapidamente.

Portanto, enquanto o PNS está fazendo seu trabalho para trazer um estado gradual de relaxamento, pode demorar um pouco para que alguns desses sentimentos ansiosos e sensações físicas desapareçam. Essas sensações podem incluir: tontura, dor no peito, coração acelerado, sensação de formigamento, dificuldade para respirar, náusea, dor de estômago ou estômago, boca seca, constipação e transpiração. Esses sintomas de ansiedade são criados pela ativação do sistema nervoso simpático em preparação para a luta ou fuga. Esses sintomas ocorrem quando o sistema nervoso ativa os outros sistemas do corpo para um bom desempenho durante uma situação de luta ou fuga.

Os tipos de transtorno de ansiedade

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é um transtorno psiquiátrico caracterizado por um constante sentimento de preocupação e medo que interfere na vida diária. Pessoas com Transtorno de Ansiedade Generalizada podem experimentar sentimentos de pavor, angústia ou agitação por nenhuma razão discernível – psiquiatras referem-se a essa ansiedade inexplicável, sem desencadeantes, como “ansiedade flutuante livre”.

Aqueles com TAG podem esperar constantemente o pior, e se preocupar com coisas como trabalho, dinheiro, família e amigos, ou com sua saúde, mesmo quando não há motivos reais para se preocupar. A ansiedade sentida com esse distúrbio pode ocorrer por uma razão específica ou ser desencadeada por um evento, mas pode ser desproporcionalmente grande ou irrealista para a situação.

O Transtorno de Ansiedade Geral pode se transformar em um ciclo de preocupação excessiva. Embora muitas pessoas com TAG percebam que sua preocupação é irreal ou injustificada, os sentimentos de ansiedade persistem e parecem incontroláveis, deixando os pacientes descontrolados. Alguns dos aflitos ainda podem levar uma vida normal com empregos produtivos e vidas sociais ativas, mas estão constantemente lutando internamente com preocupação e angústia.

O TAG é acompanhada por três ou mais dos seguintes sintomas:

  • Preocupações e medos excessivos;
  • Visão irreal de problemas;
  • Inquietação ou sensação de estar sempre “nervoso”;
  • Irritabilidade;
  • Tensão muscular;
  • Dores de cabeça;
  • Sudorese;
  • Dificuldade em manter a concentração;
  • Náuseas ou queimação no estômago;
  • Necessidade de ir ao banheiro com frequência;
  • Fadiga e sensação de cansaço constante;
  • Dificuldade para dormir ou manter-se acordado;
  • Surgimento de tremores e espasmos;
  • Ficar facilmente assustado.

O transtorno de ansiedade generalizada é o transtorno de ansiedade mais comum que afeta adultos mais velhos. Pode prejudicar a vida social, saúde, trabalho e vários outros setores do paciente.

Em qualquer nível ou intensidade da TAG se faz necessário o acompanhamento clínico multidisciplinar: psiquiatra e psicólogo. Em alguns casos da TAG são indicados o uso de remédios alopáticos que só podem ser prescritos por um médico psiquiatra.

Agorafobia

Agorafobia é a ansiedade específica sobre estar em um lugar ou situação onde a fuga é difícil ou embaraçosa ou onde a ajuda pode estar indisponível. Agorafobia está fortemente ligada ao transtorno do pânico e é muitas vezes precipitada pelo medo de ter um ataque de pânico. Uma manifestação comum envolve a necessidade de estar em visão constante de uma porta ou outra rota de fuga.

A agorafobia tem características bem marcantes que ajudam no diagnóstico, como o medo de usar transporte público, estar em espaços abertos e fechados, ficar sozinho em uma multidão e até de estar fora de casa sozinho.

Além dos próprios medos, o termo agorafobia é frequentemente usado para se referir aos comportamentos de evitação que os sofredores, geralmente, desenvolvem. O indivíduo evita ativamente a situação, requer um companheiro ou persiste com medo ou ansiedade intensos. Um exemplo: Após um ataque de pânico durante a condução de um veículo, alguém que sofre de agorafobia pode desenvolver ansiedade ao dirigir e, portanto, evitar dirigir. Esses comportamentos de evitação, muitas vezes, podem levar à sérias consequências e, em sua maioria, reforçam o medo pelo qual são causados.

O medo é desproporcional em relação à situação real e dura, no mínimo, seis meses. A agorafobia não tratada pode se tornar tão grave que uma pessoa pode ser incapaz até de sair de casa. Uma pessoa só pode ser diagnosticada com agorafobia se o medo for intensamente perturbador ou se interferir significativamente nas atividades diárias normais.

É por isso que esse tipo de ansiedade requer bastante observação e apoio familiar, visto em conta que ela prejudica o indivíduo de realizar atividades comuns do cotidiano como trabalhar e estudar, ou seja interfere na qualidade de vida como um todo.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

O transtorno obsessivo compulsivo se enquadra nas variações de ansiedade por ser um distúrbio psiquiátrico. É uma condição em que a pessoa tem obsessões (pensamentos ou imagens angustiantes, persistentes e intrusivas) ou compulsões (vontade de realizar repetidamente atos ou rituais específicos), que não são causados ​​por drogas ou ordem física e que causam sofrimento ou disfunção social.

Os rituais compulsivos são regras pessoais seguidas para aliviar a ansiedade que podem incluir pensamentos, impulsos, imagens, memórias e atos repetitivos e padronizados, como por exemplo, ações de checagem de situações ou atividades concluídas com êxito, limpeza extrema de partes do corpo ou objetos, além de ações que envolvam contagem, verificação, precisão e armazenamento.

Pesquisas mostram que o TOC afeta mais adultos, dentre eles as mulheres, em relação a crianças e adolescentes. Uma pessoa com TOC sabe que os sintomas são irracionais e, por isso, tenta constantemente lutar contra os pensamentos e esse tipo de comportamento.

Seus sintomas podem estar relacionados a eventos externos que eles temem (como a cozinha em chamas porque se esqueceram de desligar o gás do fogão ou o arrombamento da casa porque se esqueceram de trancar a casa) ou a se preocupar que eles se comportaram de maneira inadequada.

Não é certo porque algumas pessoas têm o TOC, mas fatores comportamentais, cognitivos, genéticos e neurobiológicos podem estar envolvidos. Os fatores de risco incluem história familiar, ser solteiro (embora isso, muitas vezes, possa resultar da gravidade do transtorno) e classe socioeconômica mais alta ou não ter um emprego remunerado.

Apesar de crônico, é possível superar o TOC e ter os sintomas reduzidos com o tempo para a maioria das pessoas que desenvolvem o transtorno.

Transtorno Dismórfico Corporal (TDC)

O transtorno dismórfico corporal (TDC), conhecido também como dismorfofobia, é um transtorno mental caracterizado pela ideia obsessiva, com controle limitado do indivíduo, de que algum aspecto da própria aparência é gravemente defeituoso e merece medidas severas para escondê-lo ou corrigi-lo.

Na maioria das vezes, a falha percebida é imaginada e qualquer tentativa de explicação sobre a falsa impressão é inútil. Quando real, a importância em relação ao defeito é severamente exagerada. De qualquer forma, os pensamentos a respeito são confusos, intrusivos e compulsivos, ocupando várias horas por dia do indivíduo.

As áreas comuns de imperfeições percebidas envolvem a pele (acne, oleosidade, rugas), face (excesso de pelos faciais), nariz, boca, dentes, calvície, seios ou genitais.

Os principais sintomas são:

  • Preocupações e medos excessivos;
  • Visão irreal de problemas;
  • Inquietação ou sensação de estar sempre “nervoso”;
  • Irritabilidade;
  • Tensão muscular;
  • Dores de cabeça;
  • Sudorese;
  • Dificuldade em manter a concentração;
  • Náuseas ou queimação no estômago;
  • Necessidade de ir ao banheiro com frequência;
  • Fadiga e sensação de cansaço constante;
  • Dificuldade para dormir ou manter-se acordado;
  • Surgimento de tremores e espasmos;
  • Ficar facilmente assustado.

As pesquisas em relação ao TDC são bem limitadas. No entanto, a medicação antidepressiva e a terapia cognitivo-comportamental (TCC) são consideradas formas de tratamento eficazes.

Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT)

O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um transtorno mental que pode se desenvolver depois que uma pessoa ou terceiros são expostos a um evento traumático, como casos de violência e agressão, guerra, terrorismo, tortura, acidentes de trânsito, catástrofes naturais ou qualquer outro fato que represente ameaça à vida.

Os sintomas desse tipo de distúrbio podem se manifestar em qualquer faixa de idade e levar meses ou anos para surgirem.

Trata-se de um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais que inclui pensamentos e lembranças perturbadoras, sentimentos ou sonhos relacionados ao evento; sofrimento mental ou físico a sinais relacionados ao trauma; tentativas de evitar sinais, contatos e atividades que se relacionem ao trauma, causando isolamento social; alterações na maneira como uma pessoa pensa e sente, além de sintomas como taquicardia, sudorese, tonturas, dor de cabeça, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, hipervigilância.

Os indivíduos com TEPT quando se recordam do fato traumático, revivem o episódio, como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento que o agente estressor provocou.

Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais e aumenta os riscos de suicídio e automutilação intencional.

O tratamento para a TEPT, a terapia cognitiva comportamental é essencial, quando necessários, a indicação de medicamentos ansiolíticos por psiquiatras, além do acompanhamento e apoio da família e amigos.

Estes citados acima são os mais comuns, porém existem muitos outros transtornos de ansiedade, como Transtorno Afetivo Bipolar, Tricotilomania, Ansiedade induzida, Ansiedade Social, Acumulação, etc.

Como tratar a ansiedade

Existem diferentes formas e maneiras de tratar a ansiedade. Dentre elas, podemos listar terapias, medicamentos e outras técnicas mais naturais.

Terapias

Terapia Cognitivo-Comportamental

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma terapia de curto prazo e a mais amplamente utilizada para transtornos de ansiedade. As pesquisas mostram que a TCC é eficaz no tratamento do transtorno do pânico, fobias, transtorno de ansiedade social e transtorno de ansiedade generalizada, entre muitas outras condições.

A TCC aborda padrões negativos e distorções na forma como olhamos para o mundo e para nós mesmos. Como o nome sugere, isso envolve dois componentes principais:

  • terapia cognitiva examina como os pensamentos negativos e as cognições contribuem para a ansiedade;
  • terapia comportamental examina como você se comporta e reage em situações que provocam ansiedade;

A premissa básica da TCC é que nossos pensamentos afetam a maneira como nos sentimos. Em outras palavras, não é a situação em que você está, que determina como você se sente, mas a sua percepção da situação.

Um mesmo evento, por exemplo, pode levar a emoções completamente diferentes em pessoas diferentes. Tudo depende das nossas expectativas individuais, atitudes e crenças. Para as pessoas com transtornos de ansiedade, as formas negativas de pensar estimulam as emoções negativas da ansiedade e do medo.

O objetivo da terapia cognitivo-comportamental para a ansiedade é identificar e corrigir esses pensamentos e crenças negativas.

A ideia é que, se você mudar a maneira como pensa, pode mudar a maneira como se sente. Trata-se do pensamento desafiador – também conhecido como reestruturação cognitiva – que é o processo no qual você desafia os padrões de pensamento negativo que contribuem para sua ansiedade, substituindo-os por pensamentos mais positivos e realistas.

Terapia de Exposição Prolongada (EP)

A terapia de exposição prolongada é um tipo específico de TCC usada para tratar o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) e fobias. O objetivo dessa terapia é ajudar os pacientes a superar a angústia que sentem quando lembram traumas do passado ​​ou quando ficam cara a cara com seus medos. Com a orientação de um terapeuta licenciado, o paciente é cuidadosamente reintroduzido às memórias ou lembranças do trauma. Durante o processo, o terapeuta orienta o paciente a usar técnicas de enfrentamento, como mindfulness ou terapia de relaxamento/imagética. O objetivo desta terapia é ajudar os pacientes a perceber que as memórias relacionadas ao trauma (ou fobias) não mais são perigosas e não precisam ser evitadas. Este tipo de tratamento geralmente dura de 8 a 16 sessões, uma por semana.

Remédios para ansiedade

Diferentes medicamentos são usados ​​no tratamento de transtornos de ansiedade, incluindo os tradicionais medicamentos ansiolíticos (normalmente prescritos para uso em curto prazo) e antidepressivos (geralmente como uma solução de ansiedade de longo prazo). Essas drogas podem proporcionar alívio temporário, mas possuem efeitos colaterais e trazem algumas preocupações relevantes com a segurança.

Elas também não são uma cura. Na verdade, há muitas dúvidas sobre sua eficácia a longo prazo. Além disso, pode ser muito difícil abandonar os medicamentos de ansiedade sem períodos difíceis de abstinência, que incluem a ansiedade de rebote que pode ser pior do que o problema original.

Então, como fazer se você está sofrendo? Mesmo quando o alívio da ansiedade vem com efeitos colaterais e perigos, isso pode parecer uma troca justa quando o pânico e o medo estão dominando sua vida.

A verdade é que há um tempo e lugar para a medicação de ansiedade. Se você tem ansiedade grave que está interferindo na sua capacidade de funcionar, a medicação pode ser útil, especialmente como tratamento de curto prazo. No entanto, muitas pessoas usam medicação anti-ansiedade quando a terapia, o exercício ou outras estratégias de autoajuda funcionam tão bem quanto ou melhor, e anda não teriam as desvantagens.

Medicamentos para ansiedade podem aliviar os sintomas, mas eles não são a melhor e nem a única solução. O uso de remédios só é recomendado quando prescritos e indicados por médicos e especialistas, pois podem causar dependência e efeitos colaterais.

Os principais remédios para ansiedade são:

  • Bupropiona
  • Paroxetina
  • Fluoxetina
  • Centralia
  • Rivotril – especialmente para quem tem dificuldade de dormir
  • Ritalina – especialmente para quem tem dificuldade de concentração

Fitoterápicos

Como alternativa ao uso de remédios alopáticos (ansiolíticos e antidepressivos), que podem causar efeitos colaterais e até dependência, muitos especialistas já indicam os remédios fitoterápicos, que são feitos com plantas e tem o mecanismo de ação semelhante às drogas sintéticas.

No entanto, vale esclarecer uma confusão corriqueira. “Os fitoterápicos, como todo medicamento, passam por uma série de pesquisas para comprovar sua eficácia. Já as plantas medicinais podem ser usadas de outras maneiras, no preparo de chás”, diferencia o professor de farmacologia Hudson Canabrava, da Universidade Federal de Uberlândia.

As 5 plantas atualmente reconhecidas cientificamente:

  1. Melissa, ou Melissa officinalis – Também conhecida como erva-cidreira, tem óleos essenciais que acalmam levemente. Formas de consumo: seu chá é a mais popular.
  2. Camomila, ou Matricaria recutita – Esse tipo de camomila tem efeito calmante. Formas de consumo: suas folhas e flores são empregadas em infusões.
  3. Erva-de-são-joão, ou Hypericum perforatum – É a mais eficiente para combater a depressão. Formas de consumo: usada na produção de medicamentos, ela só pode ser comprada com receita médica.
  4. Passiflora, ou Passiflora incarnata – Essa espécie de maracujá ajuda a controlar crises de ansiedade e depressão. Formas de consumo: além de chás, seu princípio ativo entra na fórmula de alguns medicamentos.
  5. Valeriana, ou Valeriana officinalis – Suas propriedades são extraídas da raiz. Melhora o sono. Formas de consumo: é usada na produção de fitoterápicos e em chás e infusões, apesar do gosto amargo.

Terapias Alternativas

Terapias complementares e alternativas podem ser usadas em conjunto com terapias convencionais para reduzir os sintomas de ansiedade. Há um interesse crescente nesses tipos de terapias alternativas, já que elas não são invasivas e podem ser úteis para os pacientes. Elas normalmente não buscam a substituir terapias convencionais, mas podem ser uma terapia adjunta que pode melhorar a qualidade de vida geral dos pacientes.

Gerenciamento de Estresse

Um conjunto de atividades direcionadas para que o próprio indivíduo crie conscientemente uma resposta de relaxamento em seu corpo. Essa resposta consiste em uma respiração mais lenta, que resulta em uma pressão arterial mais baixa e sensação geral de bem-estar. Essas atividades incluem: relaxamento progressivo, visualizações guiadas, biofeedback e exercícios de auto-hipnose e respiração profunda.

Meditação

Uma prática de mente e corpo na qual os indivíduos são instruídos a ficar atentos a pensamentos, sentimentos e sensações de maneira não julgadora. Mostrou-se eficiente na redução dos sintomas de estresse psicológico em pacientes com ansiedade.

Ioga

Uma prática de mindfulness que combina meditação, posturas físicas, exercícios respiratórios e uma filosofia própria. Mostrou-se útil na redução de alguns sintomas de ansiedade e depressão.

Como controlar a ansiedade

Todos os seres humanos sentem ansiedade. Em muitos casos ela pode ser benéfica, como quando faz uma pessoa a estudar para uma prova difícil ou força alguém a fugir do perigo. Embora seja normal sentir um pouco de ansiedade com situações difíceis e preocupações com a vida, às vezes pode ser difícil lidar com ela, gerando aquela sensação de estar sobrecarregado. Abaixo, fornecemos uma lista de dicas e estratégias te ajudar a evitar que sua ansiedade atinja um nível prejudicial. Mesmo que nem todos lutem contra um distúrbio de ansiedade alto, estratégias para ajudar a aliviá-la e lidar com a ansiedade “normal” do dia a dia podem te ajudar a viver a vida que você deseja.

Estratégias de Relaxamento

Estratégias de relaxamento, como a respiração profunda diafragmática, demonstraram diminuir a pressão arterial, desacelerar a freqüência cardíaca e reduzir a tensão comumente associada ao estresse. Praticar estratégias de relaxamento regularmente pode te dar as ferramentas necessárias para reduzir a ansiedade, permitindo que seu corpo mude do estado ansioso para um estado mais relaxado e calmo em resposta a estressores.

A visualização guiada é outra estratégia de relaxamento que pode ajudar a reduzir ou prevenir uma ansiedade destrutiva. A visualização guiada utiliza uma mentalização direcionada para criar o relaxamento. Isso pode envolver imaginar a sua praia favorita ou um jardim tranquilo que irão distraí-lo do seu estado ansioso e permitir que sua mente e corpo se concentrem nos pensamentos e sensações positivas do exercício imagético.

Aprender a utilizar estratégias de relaxamento como uma estratégia de lidar com a ansiedade pode aumentar sua confiança de que você será capaz de lidar com a ansiedade durante situações angustiantes. As estratégias de relaxamento são uma ótima ferramenta para a prevenção da ansiedade porque são gratuitas, simples e geram resultados instantaneamente.

Mindfulness, Meditação e Yoga

Uma definição simples de mindfulness inclui a prática de estar consciente, sem julgamento, no momento presente. Quando se sente ansioso, muitas vezes você pode sentir que você não tem controle sobre sua mente ou sobre a reação do seu corpo ao estresse. Você também pode sentir que a ansiedade faz com que você fique remoendo os erros do passado ou tenha medo dos erros do futuro.

A prática de mindfulness, meditação e yoga pode aumentar sua consciência do mundo ao redor e aumentar seu controle sobre as situações que você vivencia e sua reação a elas. A sensação de falta de controle é geralmente um sintoma de ansiedade quando uma pessoa está se sentindo sobrecarregada e estressada. Praticar essas estratégias pode ajudá-lo a viver a vida no presente e desfrutar das coisas em sua vida que lhe trazem alegria.

Exercício, dieta saudável e descanso

Outra importante estratégia de prevenção da ansiedade é incorporar o exercício em suas atividades diárias. É comprovado que a prática de exercícios reduz os hormônios do estresse que influenciam a ansiedade e também melhora o humor como um todo. O exercício também pode ajudá-lo a se desvencilhar da preocupação e do estresse e a focar na tarefa de se exercitar. Exercícios como corridas leves ou caminhadas rápidas que podem ser incorporadas em suas atividades diárias podem ajudar a reduzir o impacto da ansiedade quando ela ocorre.

Uma dieta saudável também é importante para reduzir e prevenir a ansiedade. Parece contraintuitivo que você pode “comer até se acalmar”, mas manter uma dieta saudável pode realmente ajudá-lo a se sentir mais tranquilo no dia a dia, apesar dos estressores. Alguns alimentos que são particularmente úteis para reduzir a ansiedade incluem alimentos com ômega 3 (ou seja, salmão, nozes e linhaça) e probióticos. Evite alimentos oleosos, açucarados, com alto teor de gordura e processados. Além disso, evitar cafeína e substâncias pouco saudáveis (como, álcool) em momentos de ansiedade pode ser benéfico. Beber álcool parece uma boa maneira de se acalmar, mas pode levar a sintomas mais persistentes de ansiedade. Incorporar uma dieta saudável em seu estilo de vida é fundamental para prevenir e reduzir a ansiedade.

Não dormir o suficiente pode desencadear ansiedade. Estresse e ansiedade também podem interferir no sono e fazer com que você fique acordado à noite. Pode ser um ciclo frustrante quando os estressores do dia e as preocupações com o futuro o fazem ficar acordado à noite. Tire algum tempo para relaxar antes de dormir com algumas das estratégias de relaxamento e meditação acima. Além disso, em vez de deixar que sua mente fique solta à noite, tente colocar seus pensamentos, preocupações e planos para o dia seguinte no papel antes de dormir. Isso aliviará sua preocupação de esquecer algo que precise fazer no futuro e permitirá que você relaxe e descanse.

Conscientização e Identificação de Gatilhos

Um componente chave para a prevenção da ansiedade é a conscientização. Aprender a reconhecer seus padrões de pensamento ansiosos quando eles surgirem pode te ajudar a gerenciá-los e reduzi-los rapidamente. A conscientização da ansiedade começa com a tentativa de identificar a causa e/ou gatilho de ansiedade e ganhar uma compreensão de como isso afeta seu humor e comportamento.

Seu chefe recentemente te deu feedback negativo no trabalho e você está preocupado que não é bom o suficiente para o que é esperado pela empresa? Você esperou até o último minuto para estudar para um teste e está se sentindo ansioso por achar que não irá bem? Identificar a fonte de sua ansiedade é o primeiro passo para descobrir a melhor maneira de aliviá-la.

Às vezes há coisas em sua vida que você já sabe que geram ansiedade. Pode ser um teste importante, ter que fazer um discurso,, se apresentar para outras pessoas e/ou o estresse e a ansiedade da paternidade. Depois de identificar seus gatilhos, você pode começar a praticar estratégias de enfrentamento que ajudam a acalmar sua ansiedade antes e durante o acontecimento.

Por exemplo, se você sabe que costuma procrastinar quando precisa estudar para um teste e fica nervoso enquanto tenta resolvê-lo, tente estratégias de estudo que o levem a começar a estudar mais cedo e a definir cronogramas de estudo realistas.

Se depois de um longo dia cuidando dos filhos você se sente exausto e ansioso pelas coisas que ainda precisa fazer, pode colocar na sua agenda um “tempo para mim”. Com ele, você garantirá que terá tempo para relaxar, exercitar ou participar de uma atividade prazerosa que você sabe que ajudará a reduzir sua ansiedade. Cuidar de si é importante para poder cuidar dos outros.

Ter um diário para você registrar seus gatilhos, humor, pensamentos e comportamentos que são afetados pela ansiedade pode ajudar. Isso será ainda mais útil para identificar a causa da sua ansiedade e perceber quando pensamentos nocivos que aumentam a ansiedade começam a aparecer.

Amigos que apóiam e família

Algumas pesquisas mostram que pessoas que têm amigos próximos e solidários têm maior capacidade de combater doenças mentais e físicas do que pessoas reclusas. A mente pode ser o nosso pior inimigo quando estamos ansiosos e ter uma rede de apoio que você pode conversar sobre suas preocupações mais profundas e desabafar evita que a ansiedade consuma sua vida. Encontre amigos confiáveis com os quais você possa se abrir que eles serão um ouvido atento e darão apoio em momentos de ansiedade.

Encontrar a estratégia certa que funciona para você controlar sua ansiedade é importante. Talvez você ache que não tem tempo para programar seu “tempo para mim” em sua agenda ocupada e precisa encontrar outra maneira de reduzir sua ansiedade. Um amigo ou terapeuta pode ser um ótimo recurso para procurar se você acredita que precisa de ajuda para encontrar as estratégias certas para lidar com sua ansiedade.

Como buscar ajuda profissional? A diferença entre psicólogo e psiquiatra

Como os psicólogos e psiquiatras geralmente trabalham juntos para o bem-estar dos pacientes, suas descrições de trabalho sempre geram dúvidas. No entanto, existem várias diferenças cruciais entre um psicólogo e um psiquiatra, sendo a mais crítica a natureza do tratamento nas duas profissões.

Psicologia x Tratamento Psiquiátrico

Como os psiquiatras são médicos formados, eles podem prescrever medicamentos e passam grande parte do tempo com pacientes sob acompanhamento com o uso de remédios, como forma de tratamento. Já os psicólogos dão enfoque extensivamente na psicoterapia e tratam o sofrimento emocional e mental em pacientes com intervenção comportamental. Os psicólogos também são qualificados para realizar testes psicológicos, o que é fundamental para avaliar o estado mental de uma pessoa e determinar o caminho mais eficaz do tratamento.

Psicólogo x Educação Psiquiátrica

As profissões de Psiquiatria e Psicologia também diferem muito em termos de educação. Psiquiatras frequentam o curso de Medicina e se formam em Clínica Geral, só depois é que praticam quatro anos de treinamento em residência em Psiquiatria. Sua experiência tipicamente envolve o trabalho na unidade psiquiátrica de um hospital com uma variedade de pacientes, desde crianças e adolescentes com distúrbios de comportamento até adultos com casos graves de doença mental.

Ao longo de sua formação, os psicólogos estudam o desenvolvimento da personalidade, a história dos problemas psicológicos e a ciência da pesquisa psicológica. As diversas opções de pós-graduação oferecem uma preparação rigorosa para uma carreira em psicologia, ensinando os alunos a diagnosticar distúrbios mentais e emocionais em diferentes situações.

Psicologia x Psiquiatria

Depois de consultar um médico clínico-geral para uma referência, o paciente pode ser encaminhado para iniciar o tratamento regular com um psicólogo, que aborda padrões comportamentais. Esse psicólogo pode encaminhar o paciente a um psiquiatra, que pode prescrever e monitorar a medicação. O psicólogo e o psiquiatra vão trabalhar em conjunto para tratar os sintomas do paciente, tanto do ponto de vista comportamental como clínico.

Os campos da Psicologia e da Psiquiatria são essenciais na pesquisa e no desenvolvimento de tratamentos para melhorar a saúde mental e emocional, como no caso da ansiedade. Diferenças à parte, psicólogos e psiquiatras compartilham um objetivo comum no tratamento à ansiedade: ajudar as pessoas a se sentirem melhor.

Referências

SENTIMENTOS QUE PODERÃO SURGIR NOS CUIDADORES DE ALZHEIMER

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– A Depressão é a doença mais frequente nos cuidadores e deve procurar um psicólogo ou terapias alternativas, dentre elas o SHIATSU, YOGA, AROMATERAPIA e não achar que é só tristeza.
A sobrecarga de tarefas é grande. É preciso dividir as tarefas e revezar turnos com outro cuidador
– A Frustração também é comum, pois tudo que irá fazer pouco progresso terá no portador.
– A Agressividade e indiferença com o idoso, se acontecer, deve ser denunciada conforme estatuto do idoso e trocar de cuidador.
– A Culpa também aparece, mas lembre-se que ninguém tem culpa pela doença do portador.
– Aumento da revolta pode acontecer, pois familiares não aceitam que uma pessoa que era tão ativa e participativa ficar agora nessa situação.
– A Solidão pode ocorrer. Alguns amigos irão “sumir”, só os verdadeiros amigos irão apoiar e fazer companhia.
– O Isolamento pode acontecer porque você vai estar tão cansado que nem vai querer ver ninguém ou sair para passear
– A Vergonha de admitir que têm um caso de Alzheimer na família, acontece com alguns cuidadores que vão preferir se afastar dos amigos.
– O Desespero quando se instalar no cuidador, precisará ser trocado imediatamente, e não terá mais condições de continuar como cuidador

**É preciso cuidar de si mesmo, cuidar do corpo e da mente. Ter amigos, sair e na medida do possível manter suas atividades físicas e sociais com regularidade para aliviar a pressão e o stress causado pelo volume de atividades e responsabilidades como cuidador de um portador de Alzheimer.

Uma doença típica dos cuidadores é a SÍNDROME BURNOUT que se caracteriza pelo esgotamento, pois é uma tarefa muito pesada e cansativa e, para os cuidadores familiares ainda é pior pois acaba envolvendo toda família nesse processo. O cuidar se estende por 24 horas e isso afeta as emoções podendo levar ao Stress e a Depressão.

Doenças Psicossomáticas

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As doenças psicossomáticas são causadas por problemas emocionais do indivíduo e representam a ligação direta entre a saúde emocional e a física. Ou seja, quando o sofrimento psicológico, de alguma forma, acaba causando ou agravando uma doença física.

Esse processo não é consciente e a confirmação do diagnóstico não costuma ser simples, principalmente por se tratar de um diagnóstico de exclusão. Ou seja, todas as outras possíveis causas devem ser investigadas e excluídas antes.  Também chamado de transtorno de somatização, nesse processo a pessoa costuma apresentar múltiplas queixas físicas, em diferentes locais do corpo e que não são explicadas por nenhuma doença ou alteração orgânica. Geralmente os sintomas intensificam quando a pessoa se encontra em situações de estresse e/ou pressão emocional.

As causas

Não existe uma causa única para o desenvolvimento de uma doença psicossomática. Seu desenvolvimento depende de uma predisposição pessoal e orgânica, em como o corpo e o psicológico interagem e reagem frente a certas condições e/ou situações de vida. 

Algumas outras doenças psiquiátricas facilitam o desenvolvimento da somatização, como depressão, ansiedade e estresse e as situações que geralmente estão associadas ao seu desenvolvimento incluem:

  • Sobrecarga profissional;
  • Eventos traumáticos prévios (seja na infância ou na vida adulta);
  • Vítimas de violência psicológica, física ou sexual;
  • Sofrimento psicológico de qualquer tipo associado à dificuldade de falar sobre o assunto ou à tendência de se isolar socialmente.

ATENÇÃO: Negligenciar essas situações – seja por dificuldade de buscar ajuda ou por achar que é normal – pode agravar os sintomas ou causar outras doenças físicas.

Sintomas

São múltiplas as formas que uma doença psicossomática pode se manifestar, através de sintomas físicos e psicológicos.

Os sintomas psicológicos mais frequentes incluem:

  • Ansiedade;
  • Irritabilidade;
  • Impaciência;
  • Tristeza;
  • Falta de interesse nas atividades diárias;
  • Exaustão.

Os sintomas físicos mais frequentes incluem:

  • Dor e queimação no estômago, associado ou não à náuseas e vômitos;
  • Constipação e/ou diarréia;
  • Sensação de falta de ar e/ou dor torácica;
  • Dores musculares;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Aceleração dos batimentos cardíacos;
  • Dores de cabeça;
  • Alterações na visão ;
  • Coceira, ardência ou formigamento com aparecimento ou não de lesões de pele;
  • Queda excessiva de cabelo;
  • Insônia;
  • Dor ou dificuldade para urinar;
  • Mudanças na libido;
  • Dificuldade de engravidar ou alterações do ciclo menstrual.

Lista de Doenças Psicossomáticas

Como é possível perceber através dos sintomas listados acima, são muitas as formas e apresentações das doenças psicossomáticas. Aqui citaremos algumas doenças que podem surgir ou se agravar a partir de um trauma psicológico:

  • Enxaqueca;
  • Síndrome do Intestino Irritado;
  • Alergias alimentares, respiratórias e/ou de pele;
  • Gastrite;
  • Impotência sexual;
  • Infertilidade.

Uma vez feito, ou suspeito o diagnóstico de uma doença psicossomática, é importante que se busque ajuda, para evitar consequências ou agravamentos irreversíveis. O tratamento pode envolver medicações para o alívio de sintomas, no entanto é importante o acompanhamento psicológico ou psiquiátrico associado para o controle do impacto que as emoções causam nos sintomas e para tratar a causa, de fato.

Como prevenir doenças psicossomáticas?

A prevenção de doenças psicossomáticas envolve toda forma que nos ajuda a lidar com os problemas emocionais, seja através da psicoterapia ou de medidas naturais, como meditação e fitoterápicos. A prática regular de atividades físicas, aliada a uma alimentação saudável também é fundamental para a promoção do bem estar e controle emocional. 

Se você se identifica com algum desses sintomas e está sob estresse ou sofrimento emocional, não hesite em pedir ajuda. Seja avaliado por um profissional especialista e descubra como tratar esses sintomas o quanto antes. 

Fonte: Instituto Psiquiatria Paulista

Cuidados Paliativos

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Inicialmente, os cuidados paliativos foram pensados apenas para o tratamento oncológico, mas hoje englobam qualquer doença que ameace a vida por ser progressiva ou até mesmo incurável.

Importante! É preciso desmistificar a ideia que, cuidados paliativos só devem ser empregados quando não há mais possibilidade de tratamento e o paciente estiver em condição de terminalidade. Seu principal conceito é promover a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares por meio de prevenção e alívio do sofrimento.

Seus princípios são:

1. Promover o alívio da dor e de outros sintomas.

2. Afirmar a vida e considerar a morte como um processo natural.

3. Não acelerar nem adiar a morte.

4. Integrar os aspectos psicológicos e espirituais no cuidado ao paciente.

5. Oferecer um sistema de suporte que possibilite ao paciente viver tão ativamente quanto possível, até o momento da sua morte.

6. Oferecer sistema de suporte para auxiliar os familiares durante a doença do paciente e a enfrentar o luto.

7. Promover a abordagem multiprofissional para focar nas necessidades dos pacientes e de seus familiares, incluindo acompanhamento no luto.

8. Melhorar a qualidade de vida e influenciar positivamente o curso de vida.

9. Ser iniciado o mais precocemente possível, juntamente com outras medidas de prolongamento da vida, como a quimioterapia e a radioterapia, e incluir todas as investigações necessárias para melhor compreender e controlar situações clínicas estressantes.

São várias as formas de tornar essa situação o mais confortável possível ao paciente e aos seus entes queridos. A humanização no tratamento está justamente na maneira como a equipe avalia e aplica o plano terapêutico nos campos emocional, físico, social e até mesmo espiritual, afinal, todas essas áreas devem estar em harmonia para que o paciente se sinta bem.

Os cuidados paliativos são oferecidos em hospitais ou em casa. Para cada etapa da doença e do tratamento, a equipe irá avaliar o melhor local para a assistência acontecer.

· O suporte deve ser fornecido à família, para que todos possam se sentir melhor e mais confortáveis com a nova situação estabelecida.

· É muito importante que os sintomas do paciente sejam avaliados rotineiramente, além de possibilitar que ele tenha o mínimo de impacto possível em seu dia a dia e preparar a família para o acompanhamento dessa nova rotina.

· Esses cuidados acontecem de maneira integrada, e toda a equipe médica e multiprofissional exerce funções de extrema importância. Médico, enfermeiro, assistente social, farmacêutico, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, psicólogo, nutricionista, educador físico e assistente espiritual devem trabalhar juntos na busca de melhorias no dia a dia do paciente e de sua família.

Fonte: Abrale

7 ESTÁGIOS DA DOENÇA DE ALZHEIMER

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Dr. Kevin O’Neil, um geriatra e diretor médico certificado para Brookdale Senior Living, afirma, “alterações de memória podem estar relacionados a uma série de condições diferentes que não a doença de Alzheimer, tais como efeitos adversos de medicamentos, um sob ativo tireóide, e até mesmo depressão ou ansiedade. Portanto, uma avaliação por um médico é um primeiro passo necessário para determinar a causa subjacente de dificuldades de memória. “

Associação de Alzheimer identifica os sete estágios da doença de Alzheimer, tais como:

Fase 1: Sem redução: A pessoa não sente nenhum problema de memória. Uma entrevista com um profissional médico não mostra qualquer evidência de sintomas.
Fase 2: Muito leve declínio: A pessoa pode sentir como se ele ou ela está a ter lapsos de memória esquecendo palavras familiares ou a localização de objetos do cotidiano. Mas não os sintomas podem ser detectados durante um exame médico ou por amigos, familiares ou colegas de trabalho.
Fase 3: queda leve: amigos, familiares ou colegas de trabalho começam a notar dificuldades. Durante uma entrevista médica detalhada, os médicos podem ser capazes de detectar problemas na memória ou concentração.
Estágio 4: declínio moderado (estágio leve ou precoce): Neste ponto, uma entrevista médica cuidadosa deve ser capaz de detectar claros problemas, tais como o esquecimento de acontecimentos recentes.
Etapa 5: declínio moderadamente grave (moderada ou meados de-estágio): lacunas na memória e pensamento são perceptíveis, e as pessoas começam a precisar de ajuda com o dia-a-dia
Etapa 6: declínio grave (moderadamente grave ou meados de-estágio): Memória continua a piorar, alterações de personalidade podem ter lugar e as pessoas precisam de ajuda extensiva com atividades diárias.
Fase 7: declínio muito grave (estágio grave ou final): No estágio final da doença, os indivíduos perdem a capacidade de responder ao seu ambiente, para manter uma conversa e, eventualmente, para controlar o movimento. Podem ainda dizer palavras ou frases. Nesta fase, os indivíduos precisam de ajuda com grande parte de seu cuidado diário pessoal, incluindo comer ou usar o banheiro. Eles também podem perder a capacidade de sorrir, de se sentar sem apoio e para manter a cabeça erguida. Reflexos se tornam anormais. Músculos crescem rígida. A deglutição é prejudicada.
Se você estiver preocupado com a perda de memória em si mesmo ou um ente querido, é muito importante procurar o aconselhamento e avaliação de um médico. Existem testes um médico pode realizar que podem ajudar a determinar se os sintomas são apenas “momentos sênior” ou algo mais sério. Há também muitas razões pelas quais alguém pode estar passando por mudanças em sua memória que não pode ser doença de Alzheimer ou demência precoce, e tratando estas causas podem esclarecer os problemas de memória.

No entanto, a detecção precoce da doença de Alzheimer é muito importante. Os medicamentos atuais usados ​​para o tratamento da doença de Alzheimer, o que ajuda a parar a progressão da doença, foram encontrados para ser mais eficaz quanto mais cedo no processo da doença que estão começando.

FONTE Brookdale Senior Living Inc.

Fases da Doença

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 A doença de Alzheimer é uma doença neurológica degenerativa que leva a um progressivo declínio cognitivo. Trata-se, aliás, da principal causa de declínio intelectual (demência) na população, cerca de 60% dos casos. Ocorre predominantemente em pessoas acima dos 65 anos (apesar de existirem casos eventuais em pessoas mais jovens). A evolução clínica pode variar a depender do caso, mais, de modo geral. Temos uma patologia lentamente progressiva, que evolui em anos e que leva a progressiva deterioração cognitiva, comportamental e, nos estágios finais, motora. Os sintomas geralmente seguem a seguinte sequência:

Estágio leve: dificuldade progressiva de fixar novas memórias. O paciente lembra bem do passado, mas apresenta evidente dificuldade em memorizar coisas mais atuais, do dia-a-dia. Fica esquecido, repetitivo, deixa de cumprir compromissos, etc. Aos poucos vai perdendo sua segurança e independência.

Estágio moderado: além do esquecimento o paciente passa a se mostrar desorientado no tempo e espaço. Pode se perder em lugares conhecidos, ter dificuldade de reconhecer rostos familiares e mostra-se cada vez mais confuso e menos confiável. Podem surgir alterações comportamentais, como apatia ou agressividade, perda progressiva de autonomia, dificuldades de cálculo e linguagem, além de dificuldade mesmo com memórias antigas, já consolidadas.

Estágio avançado: nessa fase o paciente se mostra ainda mais desorganizado, o esquecimento pode ser muito intenso, dificultando até pequenos diálogos. O paciente fica bastante aéreo, interage pouco com o ambiente, pode ter franca dificuldade em reconhecer familiares e apresentar um discurso pobre e confuso. Com a progressão surgem sintomas motores como engasgos, perda de equilíbrio, coordenação e força muscular. O paciente evolui para franca deterioração neurológica global, ficando restrito a cadeira de rodas e posteriormente à cama, em posição que lembra a posição fetal.
O tempo para essa evolução é muito variável, podendo evoluir em meses (casos raros rapidamente progressivos), em anos (evolução mais comum), ou mesmo em décadas (casos mais arrastados).

Na grande maioria das vezes a causa do óbito do paciente são complicações clínicas durante a progressão neurológica, tal como infecções, acidentes vasculares cardíacos ou cerebrais, embolia pulmonar, etc.

Neurologista Leandro Teles

Quadro avançado de Alzheimer

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A fase mais avançada do quadro de Alzheimer é bastante delicada e exige que o cuidador e toda a família reúnam esforços para auxiliar o paciente. Ter consciência das dificuldades dessa fase e das responsabilidades necessárias para cuidar da melhor maneira possível do indivíduo com a demência é o primeiro passo para que você consiga lidar com a progressão da doença.

Quando o diagnóstico da demência da doença de Alzheimer é estabelecido, é importante que você e sua família sejam avisados da fase clínica em que o paciente se encontra (leve, moderada ou grave), de quais são as principais alterações clínicas presentes e qual o prognóstico de evolução do quadro, para saberem como proceder”, aponta o geriatra José Eduardo Martinelli.  

Dificuldades do quadro avançado de Alzheimer


O médico explica que essas fases vão se sucedendo à medida em que a doença progride e que não há uma marcação precisa indicando a mudança para a fase avançada do quadro. “O que se sabe é que os sintomas antes estabelecidos vão piorando, até que na fase final  todos os pacientes ficam em mutismo, com incontinência urinária e fecal, deixam de comer (sendo necessário a passagem de sonda nasoenteral ou gastrostomia) e assumem posição fetal no leito, podendo ficar nessa situação por 2 a 3 anos”.

Segundo o geriatra, o Alzheimer não é uma doença apenas do paciente, mas da família inteira, pois todos devem se envolver na prestação de cuidados em todas as fases. “A colaboração pode ser das mais variadas formas: passar a noite na casa do pai ou da mãe demenciado, levá-lo um final de semana na casa de cada filho, levá-lo para comer fora quando possível etc. Não podemos esquecer que a sociabilidade é um dos principais fatores para retardar a evolução da doença”, afirma Martinelli.

Fase avançada do Alzheimer não tem recuperação


É importante que você saiba que, atualmente, não existe qualquer forma de recuperação quando o paciente está na fase mais avançada do Alzheimer, uma realidade difícil que deve ser enfrentada por você e por outros familiares envolvidos no tratamento. “Os medicamentos utilizados no tratamento não influenciam na evolução da doença, justamente porque ela não irá se estabilizar. São apenas sintomáticos”, finaliza. O objetivo do tratamento, especialmente nessa fase, é dar a melhor qualidade de vida e tranquilidade possível para o paciente.

Alteração de comportamento diante da dor

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As pessoas com Demência podem experimentar dor física pelas mesmas razões que as outras pessoas. Contudo, o declínio da função cerebral e das suas capacidades podem torná-las menos capazes de comunicar aos seus prestadores de cuidados que estão a sentir dor.

As pessoas com Demência podem ser incapazes de comunicar a sua dor de forma clara ou de interpretar corretamente os sinais de dor e transmitir o seu desconforto através de outro comportamento. Nem sempre é fácil determinar se a pessoa está em sofrimento, pelo que a dor frequentemente passa despercebida e fica sem tratamento.

Esta situação pode resultar no sub-tratamento da dor e na diminuição da sua qualidade de vida. No entanto, esta situação é evitável através da observação dos sinais não-verbais de dor e da prestação de um tratamento adequado.

Tanto quanto se sabe, a Demência não causa dor. No entanto, as pessoas com Demência podem ser afetadas pelas mesmas doenças do que as pessoas sem Demência e algumas destas doenças podem ser dolorosas.

A investigação sugere que quando uma pessoa com Demência tem dor, corre o risco de não ser tratada por duas crenças erradas ? Primeira, a pessoa com Demência não experimenta a dor – e segunda, nada pode ser feito pelas pessoas com Demência.

Dor aguda ou crônica

A forma como experimentamos a dor física é muito individual. Uma dor resultante da mesma causa pode ser sentida, por cada pessoa, de forma diferente. Podemos utilizar várias palavras para descrever a nossa dor, desconforto, moinha, pontada, cortante, sensação de queimadura, latejante, etc. Podemos, também, inconscientemente mostrar sinais de dor, tais como fazer certas expressões faciais ou afastar do toque a parte do corpo dolorida.

Sentimos dor porque da parte do corpo afetada são enviados sinais para áreas específicas do cérebro. Reconhecer que alguém com Demência está com dores nem sempre é fácil. A dor é uma experiência muito pessoal e a avaliação é usualmente baseada na nossa percepção da dor e na comunicação do seu tipo, gravidade e localização.

Mas, para alguém com Demência que tem dificuldade em comunicar, será necessário reconhecer a dor de outra forma. Alguns comportamentos e sintomas podem indicar que a pessoa tem desconforto, dor ou que não está bem.

Estes comportamentos e sintomas podem incluir:

Alterações do comportamento. A pessoa pode parecer apática, letárgica, frustrada ou mesmo zangada;

Dormir mais do que o habitual;

Chorar;

As expressões faciais ou verbais podem indicar dor numa parte específica do corpo;

Relutância em mover-se;

Quando perguntar à pessoa com Demência sobre a sua saúde, tente utilizar uma variedade de palavras que possam ajudar a pessoa a descrever aquilo que sente. Pode ser útil utilizar palavras como desconforto, incômodo, magoado, doloroso e ferida. Em intervalos regulares, pergunte à pessoa se tem dores, em vez de fazê-lo uma única vez.

A queixa verbal de dor

Nas fases iniciais da Demência, as pessoas são capazes comunicar a alguém que estão a sentir dor. No entanto, o declínio das capacidades de pensamento pode torná-las menos capazes de entender por que motivo estão a sentir dor e de saberem o que fazer em relação a esta.

O declínio da função cerebral e das competências de comunicação pode prejudicar a capacidade da pessoa para relatar com precisão a localização, o nível e o tipo de dor que está a sentir ou para lembrar-se de tomar a medicação regularmente para aliviar a dor, o que significa que a pessoa poderá permanecer em sofrimento.

As situações que podem levar uma pessoa a não comunicar a sua dor são: a depressão; o medo de necessitarem de uma cirurgia, hospitalização ou de transitarem para uma unidade residencial; a percepção errônea de que todos os analgésicos criam dependência; não quererem parecer fracas ou queixosas. As diferenças culturais, religiosas e de gênero podem afetar o relato de dor. Algumas pessoas não querem perder o respeito da sociedade ao admitirem que estão com dor e que precisam de ajuda, ou acreditam que a dor deve ser sentida em silêncio. Outras pessoas consideram que devem relatar de imediato a dor e obter um alívio instantâneo da mesma. Como resultado das expectativas sociais e culturais, alguns homens podem acreditar que precisam de ser fortes e que devem aguentar a dor.

Os sinais não-verbais podem incluir:

Expressões faciais;

Gestos que indicam sofrimento;

Resguardar uma parte do corpo ou ter relutância em movimentar-se;

Gemidos de dor ao movimentar-se;

Movimentos limitados ou lentos;

Aumento da frequência cardíaca, pressão arterial ou sudorese;

Inquietação;

Choro ou sofrimento;

Aumento ou diminuição das vocalizações;

Comportamento social retraído;

Letargia ou aumento do sono;

Sono perturbado ou agitado;

Diminuição do apetite (e diminuição da ingestão nutricional);

Aumento da confusão;

Raiva, agressividade, irritabilidade ou agitação

Alguns destes sintomas ou alterações podem ser resultado de outros problemas. Contudo, a dor deve ser sempre considerada como uma causa potencial e tratável. É, também, importante lembrar que algumas pessoas apresentam poucos ou nenhuns comportamentos específicos associados à dor.

Alzheimer Austrália.

Médico e paciente

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Acredito que todos os geriatras já tenham lido a respeito dos efeitos terapêuticos (positivos ou negativos) da relação do médico com o paciente idoso. Infelizmente, aqueles em situação vulnerável, do ponto de vista social e econômico, e que mais necessitam desse apoio, são os que se veem às voltas com um sistema público de saúde deteriorado – mas mesmo os que dispõem de recursos nem sempre conseguem construir um relacionamento de qualidade. A velhice traz perdas em várias frentes: o ambiente de trabalho deixa de ser uma referência e um local para fazer amizades; o papel de destaque na família passa para uma nova geração; cônjuges e amigos se vão. Essa é uma porta para a depressão, que vai se somar a doenças crônicas que devem ser controladas para garantir a independência da pessoa. Diante de tantos desafios, o relacionamento com o médico se torna, como foi comprovado em inúmeros estudos, importante fonte de apoio e encorajamento, o que vai muito além do tratamento convencional de enfermidades.

Uma boa comunicação é o primeiro passo para essa relação funcionar, mas estudos mostram que isso não se resume a dar um diagnóstico, descrever o tratamento e prescrever a medicação. Na verdade, quando se trata de um indivíduo com doença crônica, é fundamental que ele seja parte ativa do processo, mas como garantir sua adesão se não há um laço de empatia e confiança com o profissional de saúde? Um estilo formal e distante certamente não ajuda, assim como o tom paternalista de tratar o idoso como uma criança. Com o aumento da expectativa de vida da população, teremos um contigente crescente de “novos velhos” que demandarão um outro padrão de relacionamento, cujo foco será o próprio paciente. Parece óbvio, mas não é: pesquisas realizadas nos EUA indicaram que os médicos davam menos informações a afrodescendentes; e que, no caso de um diagnóstico de câncer, os mais jovens recebiam dados precisos, enquanto os mais velhos ouviam explicações vagas e genéricas.

Seu médico é receptivo ao que você diz? A sua fala é ouvida com atenção e levada em consideração? Outra pesquisa norte-americana mostrou que, em média, os médicos interrompiam seus pacientes 23 segundos depois de eles terem começado a falar. Não são apenas os aspectos físicos, mas também os psicológicos e emocionais que devem ser discutidos no consultório, porque são informações pertinentes e com relação direta com o tratamento. E o que dizer das explícitas demonstrações de contrariedade quando os pacientes pesquisam na internet? Alguns chegam a considerar um insulto que a pessoa recorra ao “doutor Google”, mas não deveriam reagir dessa forma. Quem navega em busca de respostas está ansioso e precisa de um ambiente acolhedor para tirar dúvidas e aplacar temores. Aliás, esta pode ser uma boa oportunidade para mostrar que sites são confiáveis e quais devem ser descartados.

Fonte: Minha Vida

Vai viajar com idosos portadores de Doença de Alzheimer? Veja algumas dicas:

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  • Esteja preparado para fazer tudo por duas pessoas. Esta situação pode ser muito cansativa, por isso tente descansar bastante antes da viagem;
  • Motive a pessoa para utilizar uma pulseira de identificação durante todo o tempo de viagem. Confirme, também, que as seguintes informações estão na carteira ou mala da pessoa: nome, endereço e número de telefone dos locais de estadia durante as férias. Identifique todas as roupas com o nome da pessoa;
  • Guarde consigo todos os elementos importantes, tais como passaportes, dinheiro, horários e bilhetes;
  • Leve uma lista de contatos importantes, tais como médico e família;
  • Lembre-se de levar medicação suficiente para o período de viagem, assim como as receitas médicas;
  • Faça uma lista das medicações recentes e atuais que podem ser úteis se a pessoa com Demência ficar doente;
  • Peça ajuda. Os outros não poderão ajudá-lo se não souberem que existe um problema;
  • Considere utilizar banheiro para deficientes, onde existe mais espaço e pode permanecer junto da pessoa;
  • Se achar apropriado, informe a companhia aérea que uma pessoa com Demência vai viajar com eles. A maioria das companhias aéreas irá prestar uma grande ajuda;
  • Se for necessário, solicite ajuda ao pessoal de cabine quando a pessoa precisar de utilizar o banheiro. Solicitar um lugar próximo do banheiro pode ajudar a evitar deslocações maiores dentro do avião;
  • Solicitar um lugar junto do corredor de passagem pode ser útil;
  • Se for possível, registe a bagagem até ao vosso destino final. É útil utilizar malas de viagem com rodas, ou investir numa mala de peso leve;
  • Leve o mínimo de roupa. Mas lembre-se de levar para o avião uma muda de roupa para a pessoa;
  • Se ficar num hotel e a deambulação da pessoa constituir um problema, tranque a porta do quarto com uma fechadura de segurança.
  • Deixe a luz do banheiro acesa durante toda a noite;
  • As torneiras e os puxadores desconhecidos podem ser muito confusos para a pessoa com Demência. Certifique-se que liga o chuveiro e regula a temperatura da água;
  • Mantenha o sentido de humor e ria-se das coisas engraçadas que acontecerem ao longo do dia;
  • Disponibilize muito tempo para tudo.

Viajar com uma pessoa que tem Doença de Alzheimer pode apresentar vários perigos e desafios. Geralmente é melhor viajar nas fases iniciais da doença, uma vez que nas fases mais avançadas a pessoa pode ficar muito desorientada, agitada ou angustiada.
Embora as pessoas com Demência geralmente estejam melhores em ambientes bem organizados, familiares e estáveis, a viagem pode ser bem-sucedida caso existam condições adequadas e um planejamento cuidadoso.

Lembre-se: converse antes com o médico do idoso. E boa viagem! 🙂

Fonte: http://alzheimerportugal.org

Idosos na direção

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Quando o assunto é a participação dos idosos no trânsito muitas pessoas se perguntam se há uma idade limite para a concessão de dirigir.

Afinal, com o avanço da idade nosso organismo pode apresentar algumas fragilidades e é importante ficarmos atentos a estes sintomas para não comprometer a segurança nas vias.

Sabendo dessas questões, será que existe uma idade limítrofe para a interrupção dessa atividade?

É isso o que veremos a seguir.

Se você ficou curioso sobre o assunto e quer saber mais sobre a relação dos idosos com a direção, saiba que esse artigo foi feito pra você!

Envelhecimento não significa aposentadoria de guiar o carro

Bem, voltando a nossa questão inicial, seremos bem diretos em responder. De acordo com o que diz o Código de Trânsito Brasileiro não existe uma idade limítrofe para que deixemos de dirigir.

Apenas o prazo para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação é que muda quando se completa 65 anos. Ele deixa de ocorrer a cada cinco anos, passando a ser exigido de três em três anos.

Ainda assim, cabe ao perito médico definir o melhor intervalo de tempo para essa renovação. Até porque, dependendo do caso o prazo exigido pode ser menor.

E outra, não dá para generalizar, cada organismo é um organismo. Por isso, cabe também ao idoso ter bom senso e fazer um auto julgamento para avaliar as reais condições para continuar dirigindo.

Condições físicas e emocionais são fundamentais

Dirigir para muitos é uma questão de independência e liberdade. Porém, é preciso lembrar que a direção veicular não é um processo tão simples quanto parece. Em especial, à medida que os anos passam e as fragilidades típicas da idade vão aparecendo.

Para que esse movimento aconteça com segurança são exigidas três funções básicas: cognitiva, motora e a sensório perceptiva.

Neste cenário, a função sensório perceptiva é responsável pelos estímulos visuais e auditivos, que permite as pessoas observarem as imagens e os sons à sua volta.

Já a função cognitiva processa esses estímulos, exigindo raciocínio e respostas imediatas para que uma ação possa ser realizada com eficácia.

Por fim, temos a função motora, que é responsável por nos dar a liberdade de movimentos para executar os comandos, como o pisar no freio ou desviar de um buraco, por exemplo.

São essas capacidades que devem ser analisadas, procurando sempre equilibrar a segurança no trânsito com a autonomia do idoso.

Para além da idade, outros pontos merecem atenção

Além de certificar que as habilidades físicas e emocionais relacionadas à idade estejam em dia, outras questões merecem atenção. E isso vale não apenas para os idosos na direção, como também para qualquer pessoa.

No caso do motorista ser portador de alguma doença crônica, por exemplo, a orientação para alguns casos é que a renovação da CNH seja feita a cada seis meses. Portanto, é preciso ficar atento à legislação!

O mesmo vale para o uso de medicamentos. Dependendo da substância, as condições normais de direção podem ser afetadas. Assim, esse fármaco passa a impedir a pessoa de assumir a direção.

Boas práticas garantem a segurança dos idosos na direção

Mesmo com todas as dificuldades decorrentes da idade um idoso não precisa se aposentar da direção. Muito pelo contrário, a prática, desde que tomados os devidos cuidados, é bastante recomendada.

Dirigir é também uma necessidade para o idoso. É estimulante, torna-o mais integrado com a sociedade e motivado para a vida.

E o melhor nisso tudo: práticas simples são capazes de garantir todos esses benefícios. E ainda, manter os idosos na direção com segurança por muitos anos.

Fazer exames periódicos, praticar exercícios físicos, reduzir a velocidade, optar por modelos com direção hidráulica e câmbio automático são opções bastante válidas e saudáveis.

Fonte : Icetran

Esperamos que a nossa reflexão sobre idosos na direção tenha ajudado você a esclarecer suas dúvidas sobre o assunto. Agora, que tal dividir a sua opinião sobre essa questão? Participe, deixando o seu ponto de vista nos comentários abaixo.  

Condução

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Os familiares e cuidadores podem estar preocupados com a pessoa com demência que continua a conduzir. Aqui pode encontrar uma descrição dos efeitos que a Demência pode ter na capacidade de condução e sugestões para ajudar um condutor que foi diagnosticado com demência.

O diagnóstico de Demência não significa que a pessoa fique imediatamente incapacitada de conduzir. No entanto, a Demência produz uma perda progressiva e irreversível do funcionamento mental.

A Demência pode causar perda de memória, concentração limitada e problemas de visão. Estas situações afetam o discernimento da pessoa e a sua capacidade de conduzir de uma forma segura.

Quando a capacidade da pessoa está afetada, manter a condução representa um risco para os outros e para si própria.

Os condutores têm obrigação de informar à autoridade competente – IMTT, de qualquer condição médica que possa afetar a sua capacidade de conduzir de forma segura. Os diabetes, algumas doenças cardíacas e a Demência são exemplos de condições médicas que necessitam de ser transmitidas, uma vez que podem afetar a capacidade da pessoa conduzir.

A autoridade competente – IMTT, geralmente, irá aconselhar o condutor a consultar um médico. Este irá avaliar se é seguro a pessoa conduzir e por quanto tempo poderá fazê-lo. Se o médico determinar que a Demência está a afetar a capacidade da pessoa conduzir, então poderá colocar restrições na sua licença de condução. Estas restrições podem ser por exemplo: a pessoa só poder conduzir perto de casa, em certas alturas do dia ou abaixo dos 100km/hora. Pode ser solicitado a realização regular de exames médicos e de condução, uma vez que a Demência irá provocar um declínio progressivo na capacidade de condução.

As pessoas têm reações diferentes

O objetivo de cuidar de alguém com Demência é estimular ao máximo o nível de independência. Para as pessoas que vivem sozinhas ou em áreas mais isoladas, pode ser particularmente difícil gerirem a sua vida, sem conduzir. Não poder conduzir um carro pode ser uma ameaça à independência de muitas pessoas. Para alguém que esteja numa fase inicial da Demência, ter de deixar de conduzir pode parecer-lhe perder o controlo e desistir de tudo.

Embora algumas pessoas reconheçam que a sua capacidade está a sofrer um declínio, outras não conseguem fazê-lo ou, simplesmente, esquecem-se que já não podem conduzir. Para outras pessoas, no entanto, não ter a responsabilidade de conduzir poderá ser um alívio.

Sinais de alarme de que a Demência pode estar a afetar a capacidade da pessoa conduzir

Para ajudar a decidir se a pessoa ainda tem a capacidade de conduzir de forma segura, tenha em conta os seguintes sinais de alarme:

  • Visão: a pessoa consegue ver a coisas que vêm direito a si (de frente e dos lados)?
  • Audição: a pessoa consegue ouvir o som dos carros que se aproximam, buzinas e sirenes?
  • Tempo de reação: a pessoa consegue rapidamente virar, parar e acelerar o seu carro?
  • Resolução de problemas: a pessoa fica perturbada ou confusa quando acontece mais do que uma coisa ao mesmo tempo?
  • Coordenação: a pessoa tornou-se desajeitada ou começou a andar de forma diferente, porque a sua coordenação está afetada?
  • Vigilância: a pessoa tem consciência e compreende o que está a acontecer à sua volta?
  • A pessoa consegue fazer a distinção entre a direita e a esquerda?
  • A pessoa fica confusa em trajetos conhecidos?
  • A pessoa consegue distinguir as luzes de parar e avançar dos semáforos?
  • A pessoa consegue permanecer na faixa de rodagem correta?
  • A pessoa consegue ler um mapa de estradas e seguir caminhos de desvio?
  • O humor da pessoa sofre alterações enquanto conduz? Alguns condutores, previamente calmos, podem tornar-se irritados ou agressivos

As alterações no comportamento de condução podem estar a ocorrer desde há algum tempo e não terem sido observadas.

Se tiver preocupações em relação à capacidade de uma pessoa conduzir, tente falar com ela, ou com o médico. Pode, também, contactar a autoridade competente ? IMTT – para discutir as suas preocupações. A autoridade competente poderá contactar o condutor e aconselhá-lo sobre a necessidade de realizar um exame médico e de condução.

Se a pessoa tiver sido aconselhada a não conduzir

  • Fale do problema abertamente com o condutor envolvido. Tente encontrar formas de ajudá-lo na decisão de abandonar a condução
  • A pessoa pode não entender porque é que tem de deixar de conduzir. Embora possa empatizar com o sentimento de perda da pessoa, deve ao mesmo tempo transmitir a mensagem: «o médico acha mais seguro não conduzir?;
  • É melhor evitar uma discussão ou argumentação sobre esta questão;
  • Uma carta do médico ou da autoridade competente poderá ajudar a pessoa a aceitar a decisão;
  • Tente que a pessoa mantenha as rotinas anteriores, com novas formas de transporte;
  • Contacte a junta de freguesia local para tomar conhecimento da existência de transportes comunitários, como por exemplo, autocarros ou outros transportes disponíveis para ir às consultas;
  • Providencie saídas que não requeiram a necessidade de a pessoa com Demência conduzir o carro;
  • Sugira boas razões para a pessoa utilizar os transportes públicos ou ter alguém que conduza por ela, tais como ficar com menos stress, apreciar a paisagem e poupar os custos da deslocação com o carro;
  • Se tudo o resto falhar, esconda as chaves ou imobilize o carro

Adaptado de Alzheimer Australia

Atividades

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Aqui pode encontrar informação sobre como planear e proporcionar atividades adequadas à pessoa com Demência.

O prazer não requer memória. Existem várias atividades que nos proporcionam, diariamente, sensações de utilidade e prazer. A pessoa com Demência tem necessidade de uma boa qualidade de vida. No entanto, sem o apoio dos familiares e cuidadores, a pessoa terá menor capacidade para realizar e tirar prazer das atividades.

Idealmente, as atividades devem:

  • Compensar aquelas que a pessoa já não pode fazer;
  • Promover a autoestima;
  • Manter as competências remanescentes e não envolver novas aprendizagens;
  • Proporcionar oportunidades de diversão, prazer e contacto social;
  • Ter em consideração a origem cultural e preferências da pessoa

Diretrizes úteis para o planeamento das atividades:

  • Ter em consideração tudo o que fez a pessoa ser única

Isto significa conhecer o seu estilo de vida precedente, história profissional, passatempos, interesses recreativos e sociais, e acontecimentos de vida significativos.

  • Incentivar à utilização de competências remanescentes

Promova a utilização de competências que não foram esquecidas, tais como colocar manteiga no pão, lavar, regar, varrer e juntar folhas do jardim. Estas são, também, formas de a pessoa com Demência contribuir para a casa e sentir-se útil. Incentive a pessoa a ser responsável por uma área, por mais pequena que seja.

  • As atividades podem relaxar e dar prazer

Uma pessoa com Demência pode desfrutar de um passeio, mesmo que posteriormente não se lembre onde esteve. Para a pessoa, o importante é apreciar o momento, mesmo que se esqueça dele depressa.

  • Escolher atividades simples, realizadas sem pressa e com significado

Permita à pessoa o tempo e espaço necessário, de modo a que ela possa fazer o máximo possível. Concentre-se numa atividade de cada vez. Divida a atividade em etapas simples e flexíveis e comunique uma instrução de cada vez.

  • Prepare uma área de trabalho segura

As pessoas com Demência têm, frequentemente, dificuldades na perceção visual e coordenação. Certifique-se que as áreas estão organizadas e que têm poucas distrações e ruídos. Elementos tais como uma boa iluminação (sem ofuscar), lugar preferido para se sentar e zona de trabalho adaptada à altura da pessoa, são importantes. Uma forma de evitar que a pessoa quebre recipientes, é utilizarem-se recipientes de plástico.

  • Não permita atividades que evidenciem a incapacidade ou que aumentem o stress da pessoa

As capacidades da pessoa podem oscilar de dia para dia. As atividades podem ser adaptadas ou realizadas numa outra altura, caso não estejam a ser bem-sucedidas ou agradáveis.

  • Escolha os momentos que se adequam ao melhor nível funcionamento da pessoa

Para garantir o máximo sucesso na realização das atividades, é melhor escolher os momentos do dia em que a pessoa está no seu melhor nível de funcionamento. Por exemplo, para algumas pessoas é melhor caminhar de manhã ou ao início da tarde. No entanto, para as pessoas que ficam agitadas no final do dia ou que tiveram um ?dia longo? ou monótono, poderá ser melhor caminhar ao final da tarde.

  • Não estimule demasiado

Seja seletivo em relação aos passeios. Evite multidões e sítios com muito movimento e ruído, uma vez que provocam um grande desconforto na pessoa com demência.

  • Incentive a libertação de emoções

Para muitas pessoas, a música ou o contacto com bebés, crianças ou animais, pode originar sentimentos positivos. Muitas vezes, as memórias de eventos passados são mantidas e ver fotografias antigas, recordações e livros, permite lembrar tempos anteriores. A oportunidade de reviver momentos especiais pode ser profundamente gratificante. Caso a pessoa tenha sofrido uma deterioração das competências de leitura, pode optar por fazer gravações de áudio. Mostre-lhe, também, livros ilustrados e revistas das suas áreas de interesse.

  • Inclua experiências sensoriais

Algumas experiências sensoriais que podem ser apreciadas são:
– Massagem das mãos, pescoço e pés;
– Pentear o cabelo;
– Cheirar flores frescas ou pot pourri;
– Utilizar óleos essenciais;
– Acariciar um animal ou materiais de diferentes texturas;
– Visitar uma quinta de ervas aromáticas ou uma exposição de flores;
– Criar uma caixa para a pessoa remexer, que contenha coisas do seu interesse.

  • O sentido de ritmo e movimento é frequentemente mantido por mais tempo, do que a maioria das capacidades

Considere a utilização de uma passadeira ou bicicleta de manutenção, nos dias de chuva. Podem, em conjunto, assistir ou participar em aulas de dança ou passear o cão. As pessoas que fazem caminhadas, para além de desfrutarem da paisagem, realizam o tão necessário exercício físico.

  • A consistência é importante

Caso existam vários cuidadores, pode ser útil criar uma planificação escrita das atividades de cuidados. Isto irá assegurar que as atividades são consistentes e adequadas às necessidades individuais da pessoa com demência.

  • As atividades desempenham um papel importante para lidar com as alterações de comportamento

É muito importante saber o que ajuda a acalmar ou divertir a pessoa, quando ela está inquieta ou angustiada. Isto pode ser particularmente útil para os cuidadores temporários.

  • Não desista

Os erros e as falhas acontecem. Continue a tentar e, não permita que a pessoa com demência se sinta fracassada.

Adaptado de Alzheimer Australia

Cuidar de alguém que vive sozinho

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As famílias e cuidadores frequentemente têm preocupações particulares sobre alguém com Demência que viva sozinho. Aqui são abordadas questões específicas que podem surgir neste contexto e algumas formas de ajudar a pessoa a viver sozinha, de forma segura.

Cuidar de alguém com Demência que viva sozinho pode trazer grandes preocupações e desafios. Cada pessoa com demência é única e, por isso, a sua situação também é singular. Apesar da maioria das pessoas viver com um cônjuge ou com algum familiar, é crescente o número de pessoas que vivem sozinhas. Isto pode acontecer por opção ou devido às circunstâncias. Qualquer que seja a razão, isto constitui um desafio particular para as pessoas que cuidam de alguém que se encontre nesta situação.

Um diagnóstico de Demência não significa que a pessoa fique imediatamente incapaz de cuidar de si própria. Ajudar a pessoa a permanecer no ambiente familiar da sua casa o máximo de tempo possível, é um objetivo benéfico. No entanto, esta situação pode ser muito preocupante para a família e amigos.

O tipo de suporte necessário irá depender da situação individual da pessoa.

A pessoa que vive sozinha pode:

  • Esquecer-se de comer ou de tomar a medicação prescrita;
  • Esquecer-se de tomar banho ou de mudar de roupa regularmente;
  • Não ter noção das situações potencialmente perigosas, tais como fogo e aparelhos elétricos;
  • Mostrar pouco discernimento sobre quem deixa entrar dentro da sua casa;
  • Esquecer-se de se alimentar ou de tomar conta dos animais de estimação;
  • Ter ideias irreais ou suspeitas que podem levar a conflitos com os vizinhos, polícia e comunidade

Algumas destas situações podem ser resolvidas de uma forma simples. Por exemplo, se a pessoa se esquece de comer, pode providenciar-se a entrega das refeições no domicílio e, depois, fazer um telefonema ou pedir a alguém que a visite, para lembrá-la de comer. Algumas situações podem, no entanto, comprometer a segurança da pessoa e o seu bem-estar, devendo neste caso ser considerada uma mudança para uma prestação de cuidados mais supervisionados.

Como poderá ajudar?

  • Avaliar o risco

Quando a pessoa com Demência vive sozinha, existe um risco acrescido. No entanto, é necessário que a família, cuidadores e profissionais façam uma avaliação regular da situação, para verificar se o risco continua a ser aceitável. Os desejos e as preocupações da pessoa devem, também, ser sempre considerados.

  • O envolvimento da família

É possível envolver vários familiares nos cuidados e apoio a alguém que vive sozinho. Pode ser útil organizar uma reunião familiar, numa fase inicial, para avaliar o que cada pessoa pode fazer agora e no futuro, assim como nas alturas em que a situação for revista.

  • A segurança no domicílio

Certifique-se de que a casa está bem iluminada e de que não existem riscos óbvios, tais como eletrodomésticos avariados, tapetes soltos ou móveis instáveis.

  • Apoios à independência

Existem muitos apoios que podem ajudar a pessoa a permanecer independente. Exemplos:
– Barras de segurança na banheira, polibã e sanita;
– Os relógios de leitura fácil e calendários grandes ajudam a manter a noção do tempo;
– Os temporizadores com sinal sonoro podem ajudar a pessoa a lembrar-se de tomar a medicação;
– Os alarmes pessoais ou sistemas de monitorização também podem ser uma ajuda;

Existem serviços concebidos para a promoção de uma vivência segura, tais como detetores de fumo, reguladores de água quente ou serviços de monitorização e localização. Pode também ser aconselhável realizar alterações em casa, por exemplo na decoração.

  • Gestão das finanças

À medida que a Demência progride, a capacidade da pessoa para tomar decisões financeiras e legais, diminui. Ela vai precisar de ajuda na gestão das suas finanças. É essencial obter aconselhamento financeiro e legal enquanto a pessoa ainda consegue participar na decisão.

  • Informar as outras pessoas

Explique a condição da pessoa aos amigos, vizinhos, comerciantes locais e à polícia e, forneça-lhes os números de contacto. Estas pessoas podem ser uma grande ajuda na vigilância da pessoa com demência. Certifique-se de que quando a pessoa sai, tem consigo uma identificação adequada e um número de contacto em caso de emergência.

Adaptado de Alzheimer Australia

Segurança

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Com o processo natural do envelhecimento, algumas consequências podem surgir. O risco de acidentes domésticos aumentam e a queda pode ter um efeito devastador em pessoas mais idosas. Um piso úmido, uma escada sem corrimão ou um tapete solto, por exemplo, podem provocar tropeços e escorregões, levando a fraturas e ferimentos graves. No entanto, muitos desses incidentes podem ser evitados com medidas simples, o que favorece a segurança do idoso.

Assim, é necessário mudar a disposição de móveis, proporcionar espaço e ter alguns cuidados para que acidentes não ocorram, já que a maioria dos problemas acontecem dentro da própria residência, apesar de todo o cuidado e precaução.

1. Garanta uma boa iluminação do ambiente

A má iluminação em casa é um grande perigo, principalmente se as paredes têm tons escuros, já que idosos costumam apresentar problemas visuais. Para isso, devemos espalhar abajures pela casa e deixá-los posicionados em locais de fácil acesso, como próximos a portas.

Além disso, outra boa dica é instalar sensores de iluminação pela casa, pois esses aparelhos fazem com que as luzes se acendam automaticamente ao detectar a presença de alguém. Com isso, o idoso não precisa ir até o interruptor.

2. Não deixe objetos soltos pela casa

Em muitos casos, nossa casa está cheia de obstáculos e armadilhas que nem chegamos a prestar atenção. É o caso de brinquedos e objetos espalhados pelo chão, fios soltos, carpetes dobrados e tapetes usados no banheiro e cozinha. Esses objetos podem provocar queda, levando ao risco de fraturas.

Por isso, é importante deixar o ambiente com poucos objetos que possam ser prejudiciais para a locomoção do idoso. Cômodos livres e corredores amplos facilitam o ir e vir dentro de casa, evitando tropeços.

3. Tenha corrimão nas escadas

Se o idoso mora em uma casa de dois andares, é necessário que redobremos a atenção. Assim, devemos adaptar os ambientes, instalando corrimão nas escadas e utilizando fitas antiderrapantes nos degraus. Além disso, rampas de acesso também pode ser instaladas.

4. Utilize camas baixas

Diversos idosos têm dificuldades com determinados movimentos considerados simples, como o ato de levantar e deitar. Portanto, é essencial que a cama esteja adaptada para proporcionar o menor esforço possível para eles.

Desse modo, é importante que troquemos o colchão para ajustar a altura da cama para que o idoso consiga apoiar os dois pés no chão. Além disso, é recomendado que a cama fique próxima a tomadas e interruptores, para que eles consigam apagar e acender as luzes sem precisar levantar.

Outra dica é adaptar todos os móveis, deixando-os em uma altura que seja confortável. Assim, se o idoso usa cadeira de rodas, por exemplo, precisamos deixar os móveis adequadamente instalados.

Como vimos, garantir o bem-estar e a segurança do idoso para evitar problemas domésticos é muito importante. Por isso, devemos sempre contar com algumas práticas simples, ao adotar medidas como garantir a boa iluminação da casa, não deixar objetos soltos e instalar corrimão nas escadas.

Fonte: Comunicare

Intimidade e sexualidade

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A necessidade de proximidade é uma parte muito importante e natural das nossas vidas. A intimidade é dar e receber amor e afeto. Esta envolve o toque carinhoso, a empatia, o conforto em alturas de necessidade e um sentimento de segurança no relacionamento.

A sexualidade é o sentimento de desejo sexual, que pode ser expresso através da atividade sexual. Tal como a intimidade, a sexualidade é uma expressão natural das necessidades humanas. No entanto, para muitas pessoas, a sexualidade vai além do estreito conceito de relações sexuais e está ligada a muitas expressões mais amplas de intimidade, tais como proximidade física, beijar e abraçar.

Como é que a intimidade e a sexualidade são afetadas pela Demência?

As pessoas com Demência continuam a necessitar de amor, relações seguras e toque carinhoso. No entanto, as pessoas vão variar nas maneiras individuais de dar e receber afeto e na forma como a Demência vai afetar estas capacidades.

Como resultado da doença, algumas pessoas com Demência podem tornar-se exigentes, insensíveis às necessidades dos outros e menos capazes de dar apoio à sua família e amigos. Também podem experienciar alterações na expressão da sua sexualidade. Algumas pessoas continuam a desejar o contacto sexual, enquanto outras podem perder o interesse na atividade sexual. Outras, ainda, podem exibir comportamentos sexuais inapropriados.

Os parceiros podem experienciar vários sentimentos acerca da manutenção do relacionamento sexual com alguém que tem Demência. Podem manifestar sentimentos de rejeição, aversão e culpa. Pode ser útil discutir estes sentimentos com um profissional.

Alterações do comportamento sexual

É importante lembrar que qualquer comportamento estranho ou atípico faz parte da doença e não é dirigido pessoalmente. Uma pessoa com Demência pode já não saber o que fazer em relação ao seu desejo sexual ou onde e quando pode exercê-lo apropriadamente.

Aumento do desejo sexual

Alguns parceiros consideram que a pessoa com Demência apresenta um aumento do desejo da atividade sexual, o que pode resultar em solicitações exageradas e exaustivas, frequentemente em alturas estranhas ou em lugares inapropriados. Ocasionalmente, a pessoa pode manifestar alguma agressividade se as suas necessidades não forem satisfeitas. Poderá ter que se afastar até que exista uma alteração do humor da pessoa.

Alguns parceiros queixam-se de se sentirem como um objeto. Após o ato sexual, a pessoa com Demência pode esquecer-se imediatamente do que aconteceu.

Diminuição do interesse sexual

Muitas pessoas com Demência perdem o interesse na relação física e podem tornar-se muito retraídos. Podem aceitar o contacto físico dos outros, mas não terem iniciativa para o afeto. Os parceiros podem sentir-se magoados ou confusos com a perda do interesse da pessoa.

A desinibição

As pessoas com Demência podem tornar-se desinibidas e investir sobre os outros, despirem-se ou acariciarem-se em público. As investidas sexuais, por vezes, são realizadas devido ao facto de a pessoa com Demência confundir outra pessoa com o seu parceiro. Por vezes, um comportamento de conotação aparentemente sexual, tal como uma mulher levantar a saia, pode ser indicador de outra situação, por exemplo da necessidade de ir à casa de banho.

Gerir os comportamentos sexuais inapropriados

O que pode tentar

  • Considere todas as possíveis razões para os comportamentos inapropriados. Isto pode incluir a necessidade de ir à casa de banho, desconforto ou tédio;
  • Desencoraje, de forma delicada, os comportamentos inapropriados;
  • Tente permanecer focado na pessoa e não no comportamento;
  • Se possível, tente distrair a pessoa ou redireciona-la para outra atividade;
  • Encontre maneiras de incluir várias formas de toque nas rotinas diárias, de modo a que a pessoa tenha contacto físico. Exemplos de formas de continuar a tocar na pessoa de modo afetuoso são: dar uma massagem, dar a mãos ou abraçar

Lembre-se
Tal como em relação a todos os desafios enfrentados pelas famílias e cuidadores de pessoas com Demência, discutir esta situação com uma pessoa compreensiva pode ser uma ajuda. O apoio e o afeto dos amigos e familiares podem ajudá-lo a lidar com esta situação. Falar dos problemas num grupo de apoio pode ser uma ajuda. Saber que outras pessoas passaram por experiências similares pode ajudar a sentir que não está sozinho.

A Alzheimer Portugal dinamiza vários grupos de suporte em diversas regiões. Para muitas pessoas estes grupos de apoio, local em que encontram outros que sabem o que é cuidar de uma pessoa com demência, são fonte de conforto e apoio. Os grupos de apoio reúnem famílias, cuidadores e amigos das pessoas com Demência, sob a orientação de um facilitador. Este é geralmente um profissional de saúde ou alguém com grande experiência em cuidar de uma pessoa com demência.

Adaptado de Alzheimer Australia

Terapias alternativas: como elas ajudam no tratamento de transtornos mentais

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Terapias alternativas é o termo utilizado quando nos referimos a práticas terapêuticas complementares aos tratamentos de saúde tradicionais. 

A eficácia de técnicas terapêuticas alternativas costuma ser calorosamente questionada no mundo médico. No entanto, alguns estudos demonstram que práticas como a acupuntura, a reflexologia e até mesmo a aromaterapia podem proporcionar melhoras no bem-estar e qualidade de vida geral.

Quando pensamos em tratamentos para depressão ou outros transtornos mentais, o que vem à mente são medicamentos e psicoterapia. A maioria das pessoas procura o médico para tratar doenças físicas e psicológicas.  

No entanto, é válido dizer que as terapias alternativas são opções possíveis para complementar o tratamento e a prevenção de transtornos mentais. Elas são capazes de manter a saúde mental e física sempre regular. Além disso, o número de pessoas que optam por elas está cada vez maior. 

O que são terapias alternativas?

Existem tratamentos para depressãoque vão além do psicólogo e do psiquiatra? A resposta é sim e não, e você logo entenderá o porquê. 

“Terapia alternativa” é o nome popularmente referido a qualquer prática que não se enquadra no tratamento médico tradicional. Há dezenas de terapias alternativas que, cada vez mais, crescem em tamanho e popularidade no Brasil. Muitas delas são oriundas de países orientais que perpetuam práticas milenares. 

As terapias alternativas ou complementares, como ocasionalmente são chamadas, compõem o campo da medicina alternativa. Esta é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um conjunto de práticas de atenção de saúde que são parte da tradição do país. 

Elas não são reconhecidas pela comunidade médica, mas podem ser um ótimo complemento para tratamentos convencionais. Além disso, há pesquisas que comprovam, sim, seus benefícios para a saúde e a felicidade dos pacientes. 

Apenas no Brasil, mais de 20 práticas alternativas são reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, essas terapias são, agora, de fácil acesso a uma parcela significativa da população. 

Quais os benefícios das terapias alternativas?

Por conta de sua característica natural, emocional e até mesmo espiritual, os tratamentos para depressão e demais transtornos influenciam, principalmente, nossas crenças, pensamentos, autoestima, perspectiva de vida e humor. 

Em síntese, as terapias alternativas atuam em questões emocionais as quais agravam as condições de doenças físicas e psicológicas. Se não forem tratados adequadamente, o estresse, ansiedade, nervosismo, desânimo, e a tristeza podem resultar nos mais variados transtornos mentais. 

No tratamento psicológico, muitas vezes é mencionado o conceito de “mente sã, corpo são”, o qual promove o equilíbrio entre emocional, psicológico e físico. 

Por exemplo, ingerir alimentos mais saudáveis e praticar atividades físicas são recomendações comuns para todos os pacientes. Neste aspecto, as terapias alternativas são aliadas do tratamento principal.

As terapias alternativas, acima de tudo, envolvem uma visão diferenciada do ser humano e dos medicamentos. Algumas são mais voltadas para o interior do indivíduo, tratando suas crenças, percepções sobre si mesmo e feridas do passado. 

Outras focam no físico, como a quiropraxia e a massoterapia. Estas ajudam a melhorar a postura corporal e remover a tensão de músculos e regiões doloridas como, por exemplo, a lombar e a cervical. 

Pessoas portadoras de doenças crônicas que afetam os ossos, músculos ou tendões também podem se beneficiar com essas técnicas.  

Quando devo optar pelas terapias alternativas?

Se você procura tratamentos para questões emocionaisque vão além dos medicamentos tradicionais, primeiro, é importante discutir as opções com seu médico e psicólogo. Eles irão avaliar e unir terapias complementares ao tratamento. 

Lembro-me que quando comecei a terapia, por conta de um quadro de depressão, meu psicólogo recomendou que eu buscasse encontrar uma atividade física que me trouxesse prazer e sensação de bem-estar. Mais que isso, ele também recomendou que eu passasse a adotar algumas práticas de autocuidado, como uma sessão de massagem ou reflexologia, para tentar relaxar.

Seguindo a orientação do profissional que o acompanha, você evita que as demais práticas influenciem a eficácia dos medicamentos e da psicoterapia. 

Não procure terapias alternativas apenas por recomendações alheias. Estude bem antes o que será benéfico para você, pois o que funciona para milhares de pessoas pode não garantir os mesmos efeitos para você. Visite o local de atendimento do profissional para explicar a sua situação.  

Se você não foi diagnosticado, mas busca prevenção e bem-estar, as terapias alternativas podem ajudá-lo a encontrar o equilíbrio entre saúde do corpo e da mente. 

Tipos de terapias alternativas 

As terapias abaixo são exemplos de ótimos complementos para quadros de depressão, ansiedade e outros transtornos mentais. Para encontrar a melhor para o seu quadro atual, talvez seja necessário experimentar mais de uma. 

Acupuntura

Tradicionalmente chinesa, esta terapia milenar caracteriza-se pelo estímulo de pontos distribuídos pelo corpo por meio de uma agulha. A acupuntura consiste no equilíbrio da energia corporal, pois desbloqueia os pontos que carregam energia por nossos membros. A dor, na visão da acupuntura, é causada por um desequilíbrio energético. Ao harmonizar novamente os pontos, ela desaparece. É eficaz no controle da ansiedade, insônia e estresse. 

Terapia de Florais

Florais são essências compostas por plantas e flores diversas. Cada floral está associado a uma emoção ou um traço de personalidade. O floral ajuda no tratamento de sentimentos negativos referentes a uma situação do presente. Como a acupuntura, também atua no equilíbrio energético da pessoa, mas voltados para o emocional. Assim, o tratamento com florais para a depressão atua sobre emoções negativas específicas. 

Homeopatia

É um método terapêutico que, através do histórico detalhado do paciente, introduz uma pequena quantidade de um remédio para curar um problema. Uma das ideias centrais da homeopatia é que as substâncias naturais que podem desenvolver sintomas e doenças também conseguem curá-las. 

Da mesma forma, a homeopatia também trabalha no equilíbrio energético, impulsionando a energia vital do indivíduo. No tratamento homeopático, ele trabalha na diminuição das sensações negativas ao trabalhar o interior do indivíduo. 

Fitoterapia

A fitoterapia é o estudo das plantas medicinais. Consiste na utilização externa e interna de vegetais in natura ou na forma de medicamentos para a prevenção e tratamento de doenças. 

A fitoterapia baseia-se na harmonia do homem com a natureza, pois acredita que a interação com o ambiente é importante a saúde das pessoas. Essa prática é disseminada por diversas culturas tradicionais. Algumas plantas medicinais bastantes conhecidas são: gengibre, alecrim e açafrão. 

Meditação

meditação consiste em mudar o foco do indivíduo para o seu interior. Para o tratamento da depressão e da ansiedade, a prática auxilia na desaceleração de pensamentos e redução de emoções negativas. 

Como a atenção da pessoa se volta para o momento presente, elas deixam de dar tanta importância para os seus problemas (na maioria, criados por elas mesmas). Silenciar a mente também melhora a nossa concentração e memória uma vez que aumenta o foco no dia a dia. 

Ondas magnéticas

A Estimulação Magnética Transcraniana consiste no uso de ondas eletromagnéticas no cérebro. Isso é possível porque a condução de informações entre os neurônios também é feita de maneira elétrica. 

Na depressão, a frequência elétrica do neurônio é aumentada nos locais do cérebro onde essas informações são processadas. Logo, a necessidade de ingerir medicamentos é reduzida e os sintomas, ao longo do tratamento, desaparecem.  

Reflexologia

Esta terapia é eficaz no tratamento de estresse, ansiedade, asma, problemas menstruais e digestivos. Nos pés e nas mãos, existem pontos de reflexo que correspondem a diversos órgãos do corpo. Quando pressão é aplicada sobre eles, estimulam os órgãos.  

As terapias alternativas funcionam mesmo?

Antes de começar a testar todas as terapias alternativas que desejar, você precisa compreender o papel delas no apoio ao tratamento de transtornos mentais. Importante reforçar que o tratamento psicológico e o acompanhamento médico são essenciais para a recuperação da pessoa que apresenta um transtorno mental.

As terapias alternativas podem ser utilizadas em conjunto com eles, preferencialmente após uma conversa com o psicólogo ou psiquiatra. Nunca como substitutas!

Você deve ficar atento aos conselhos de remédios naturais ou caseiros para a depressão. Com eles, é o mesmo esquema: podem ser excelentes complementos que promovem o bem-estar e o aceleramento da cura, entretanto, devem ser usados somente se recomendado pelo seu psicólogo. 

As terapias alternativas podem, ainda, ser usadas para cultivar o bem-estar e qualidade de vida. Por se tratarem de técnicas naturais, podem ser usadas livremente como complemento. Basta apenas certificar-se da qualificação e experiência do profissional para evitar terapeutas despreparados. 

Por exemplo, se você convive com um passado mal resolvido ou questões emocionais estressantes, como uma demissão ou separação, pode optar pelas terapias alternativas para descarregar sentimentos e recomeçar. 

Você poderá, enfim, administrar o seu presente com clareza, simultaneamente aprendendo a lidar com a adversidade e a solucionar seus problemas.

Terapias alternativas na depressão

É possível superar a depressão sozinho? 

Muitas pessoas acreditam que sim. Porém, sem ajuda para nos guiar, as situações comuns de nossas vidas já são complicadas. Com um transtorno mental, o cotidiano se torna um pouco mais árduo. 

Se assim desejar, você pode aliviar os sintomas da depressão potencializando a psicoterapia com essas terapias alternativas. Atividades que podem ser feitas em sua própria companhia, sem ajuda de ninguém, como exercícios físicos e meditação, também podem ser considerados complementos para tratamentos para depressão, ansiedade e outros transtornos. 

Importância da Psicoterapia

Mesmo tendo à sua disposição diversas técnicas alternativas, a psicoterapia continua sendo a ferramenta mais eficaz no tratamento de quadros depressivos. Se você está em dúvida sobre como escolher um psicólogo, a Vittude facilita bem esse trabalho.

Você pode encontrar um terapeuta utilizando uma série de filtros que vão de preço, às áreas de especialização, sexo do profissional ao modelo de terapia que deseja fazer: presencial ou online. Se você deseja começar a terapia, confira como é simples começar!

Lembre-se, o mais importante é sentir-se bem. 

Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental. Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Comunicação

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Group of happy older senior friends enjoying each others company in an expensive hotel

Perder a capacidade de comunicar pode ser um dos problemas mais frustrantes e difíceis para as pessoas com Demência, suas famílias e cuidadores. À medida que a doença progride, a pessoa com Demência experiencia uma perda gradual da sua capacidade de comunicar, sentindo dificuldades cada vez maiores para se expressar com clareza e compreender aquilo que os outros dizem.

Alterações da comunicação

Cada pessoa com Demência é única e as dificuldades na comunicação dos pensamentos e sentimentos podem variar de pessoa para pessoa. Existem várias causas de Demência, sendo que cada uma afeta o cérebro de forma diferente.

Exemplos de alterações que poderá observar:
  • Dificuldade em encontrar uma palavra. A pessoa poderá dizer uma palavra relacionada com aquela que não se consegue lembrar;
  • A pessoa pode falar fluentemente, mas sem sentido;
  • A pessoa pode ser incapaz de entender ou apenas entender parte do que lhe é dito;
  • As capacidades de leitura e escrita também podem sofrer uma deterioração;
  • A pessoa pode perder noção das convenções sociais da conversação e interromper ou ignorar alguém que está a falar ou, por outro lado, não responder quando lhe dirigem a palavra;
  • A pessoa pode ter dificuldade em expressar as emoções apropriadamente

Por onde começar
É importante verificar se existem dificuldades na audição e visão. Para algumas pessoas, os óculos ou um aparelho auditivo podem ser uma ajuda. Confirme que o aparelho auditivo está a funcionar corretamente e que os óculos são limpos com regularidade.

Lembre-se
A comunicação é composta por três partes:

  • 55% corresponde à linguagem corporal, que é a mensagem que transmitimos pela expressão facial, postura e gestos;
  • 38% corresponde ao tom da nossa voz;
  • 7% corresponde às palavras que utilizamos

Estas estatísticas salientam a importância da forma como as famílias e os cuidadores se devem apresentar perante uma pessoa com Demência. A linguagem corporal negativa, tais como certos olhares e sobrancelhas levantadas, podem ser facilmente captados pela pessoa.

O que pode tentar

Atitude afetuosa

As pessoas com demência, mesmo quando não conseguem compreender o que está a ser dito, conservam os seus sentimentos e emoções e, por isso, é importante manter sempre a sua dignidade e autoestima. Seja flexível e dê tempo à pessoa para responder. Sempre que for apropriado, utilize o toque para manter a atenção da pessoa e para comunicar sentimentos de ternura e afeição.

Formas de falar
  • Permaneça calmo e fale de maneira clara e gentil;
  • Utilize frases curtas e simples, focando uma ideia de cada vez;
  • Dê tempo à pessoa para compreender o que lhe transmitiu;
  • Sempre que possível, utilize nomes orientadores, como por exemplo: «O seu filho José»;
Linguagem corporal

Poderá necessitar de utilizar gestos e expressões faciais para se fazer entender. Apontar ou demonstrar pode ser uma ajuda. Tocar e segurar a mão da pessoa pode ajudar a manter a sua atenção e mostrar que se preocupa com ela. Um sorriso caloroso e uma gargalhada partilhada podem, frequentemente, comunicar mais do que as palavras.

O ambiente certo
  • Tente evitar vários ruídos ao mesmo tempo, tais como TV ou rádio;
  • A pessoa terá maior facilidade em acompanhá-lo, sobretudo se estiver fora do alcance visual, se permanecer quieto enquanto fala;
  • Mantenha rotinas para ajudar a minimizar a confusão e facilitar a comunicação;
  • Se todas as pessoas utilizarem a mesma abordagem será muito menos confuso para a pessoa. É importante que todos os familiares e cuidadores repitam a mensagem de forma exatamente igual

O que NÃO deve fazer:

  • Discutir. Isso só irá tornar a situação pior;
  • Dar ordens à pessoa;
  • Dizer à pessoa o que não pode fazer. Em vez disso, diga-lhe aquilo que ela pode fazer;
  • Utilizar modos intransigentes. Um tom de voz arrogante pode ser apreendido mesmo que a pessoa não compreenda as palavras, o que a poderá deixar mais perturbada;
  • Perguntas que apelem à utilização da memória;
  • Falar da pessoa que está presente como se ela não estivesse

Adaptado de Understanding difficult behaviours (Compreender os comportamentos difíceis) de Anne Robinson, Beth Spencer e Laurie White.

Dicas de uma pessoa com Demência

Christine Bryden foi diagnosticada com Demência aos 46 anos e partilhou as suas reflexões sobre formas de ajuda que as famílias e amigos podem adotar. Christine é também autora de várias publicações, incluindo «Who will I be when I die?» («Quem serei quando morrer?»), que foi o primeiro livro escrito por um Australiano com Demência.

Christine fornece as seguintes dicas para comunicar com uma pessoa com Demência:

  • Dêm-nos tempo para falar, esperem que consigamos encontrar a palavra que queremos utilizar. Tentem não terminar as nossas frases. Oiçam e não nos deixem sentir embaraçados se perdermos o fio da conversa;
  • Não nos apressem a fazer algo, uma vez que não conseguimos pensar ou falar rapidamente, para vos dizer se concordamos. Tentem dar-nos tempo para responder, para que possamos informar-vos se queremos, realmente, fazer algo;
  • Quando quiserem falar connosco, tentem encontrar uma forma de fazê-lo, sem colocar-nos questões que nos assustem ou causem desconforto. Se nos esquecermos de um acontecimento especial recente, não assumam que não foi especial para nós. Dêm-nos uma pista, pois podemos estar momentaneamente em branco;
  • No entanto, não se esforcem demasiado para ajudar-nos a lembrar algo que aconteceu. Porque se não tivermos conseguido memorizar, nunca vamos conseguir lembrar;
  • Evitem ruídos de fundo. Se a televisão estiver ligada, retirem o som;
  • Se estiverem crianças presentes, lembrem-se que cansamo-nos facilmente e temos dificuldade em concentrarmo-nos na conversa, assim como em ouvir. Talvez seja melhor ter presente uma criança de cada vez e sem barulhos de fundo;
  • Os tampões para os ouvidos podem ser utilizados quando visitamos centros comerciais ou outros sítios ruidosos

Adaptado de Alzheimer Australia

Incontinência Urinária

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É a perda do controle da bexiga. Pode variar de pequenos escapes ocasionais quando você tosse, ri ou espirra a uma vontade de urinar que é tão forte, que você não consegue chegar ao banheiro a tempo.

Muitas mulheres com incontinência urinária deixam de realizar certas atividades por causa dos escapes de urina. Talvez elas tenham medo de um acidente constrangedor quando estão com os amigos e, por isso, preferem ficar em casa. Talvez elas deixem de praticar as atividades físicas de que gostam, como aeróbica, tênis, dança ou jardinagem, devido à incontinência. Ou talvez até uma pequena saída para fazer compras, se não houver um banheiro por perto, possa virar uma fonte de ansiedade. Não precisa ser assim. Com um pouco de controle, você pode viver uma vida cheia das atividades que você adora, mesmo sofrendo de incontinência.

Existe um equívoco comum em relação à incontinência, pois muita gente acha que ela só afeta os idosos. Na verdade, uma em cada três mulheres com 35 anos ou mais sofre de incontinência. Portanto, se você tiver pequenos escapes ou jatos, você não está sozinha.Sintomas de incontinência

Os sintomas de incontinência que você apresenta dependem do tipo de incontinência que você tiver. Existem cinco tipos principais de incontinência urinária:

Sintomas de incontinência

Os sintomas de incontinência que você apresenta dependem do tipo de incontinência que você tiver. Existem cinco tipos principais de incontinência urinária:

Incontinência por estresse:

A incontinência por estresse é causada por um enfraquecimento do assoalho pélvico, o sistema de músculos, ligamentos e nervos que sustenta a bexiga. Quando o seu assoalho pélvico está enfraquecido, ele não é mais capaz de conter pequenos escapes de urina quando sofre estresse por atividades como tossir, espirrar, rir ou levantar objetos pesados.

Incontinência de urgência:

A incontinência de urgência, também conhecida como bexiga hiperativa, ocorre devido a danos nos nervos ao redor da bexiga. Como resultado, a bexiga deixa de comunicar-se efetivamente com o cérebro quando precisa ser esvaziada. Isso leva a um desejo repentino e intenso de urinar, mas muitas vezes não dá tempo de ir ao banheiro, resultando em uma perda involuntária de urina. O desejo de urinar pode surgir com mais frequência do que com uma bexiga saudável, geralmente fazendo com que você se levante mais de uma vez no meio da noite para urinar. Leia mais sobre a incontinência de urgência aqui.

Incontinência por transbordamento:

A incontinência por transbordamento ocorre quando a bexiga não consegue se esvaziar completamente. A pressão de uma bexiga excessivamente cheia resulta em um gotejamento ou fluxo constante e involuntário de urina. Leia mais sobre incontinência por transbordamento aqui.

Incontinência funcional:

A incontinência funcional é o resultado de uma deficiência física ou mental que a impede de ir ao banheiro a tempo de esvaziar a bexiga.

Incontinência mista:

A incontinência mista é qualquer combinação de dois ou mais dos tipos de incontinência mencionados acima.Causas da incontinência urinária

  • Gravidez e parto – As alterações hormonais e o peso de carregar um feto podem afetar o assoalho pélvico. O parto normal pode danificar o assoalho pélvico e os nervos e tecidos circundantes, levando ao estresse crônico ou à incontinência de urgência.
  • Excesso de peso – Estar uns quilos acima do peso exerce pressão no assoalho pélvico e leva à incontinência por estresse. Isso pode ser corrigido normalmente com a perda de peso.
  • Idade – As alterações hormonais associadas à menopausa podem causar deterioração do revestimento da uretra e da bexiga, bem como enfraquecer os músculos da bexiga. Isso leva à incontinência por estresse.
  • Cirurgia prévia – Após uma cirurgia anterior na cavidade abdominal inferior, como histerectomia ou cesariana, os nervos que levam à bexiga podem ser danificados, resultando em incontinência de urgência.
  • Obstrução – Os bloqueios em qualquer parte do sistema urinário, como cálculos urinários ou pólipos ao longo da bexiga ou uretra, podem impedir que a bexiga se esvazie completamente, levando à incontinência por transbordamento.
  • Distúrbios neurológicos – Doenças como esclerose múltipla ou Parkinson afetam a comunicação do cérebro com os nervos do corpo, o que pode levar à incontinência de urgência.
  • Fumar – A tosse crônica dos fumantes pode enfraquecer o assoalho pélvico, exercendo pressão repetida e contínua sobre os músculos do assoalho pélvico, o que pode causar o enfraquecimento desses músculos.
  • Infecção do trato urinário – As infecções do trato urinário irritam e inflamam os tecidos da bexiga e do trato urinário, causando incontinência de urgência. Esse tipo de incontinência é temporária e desaparece quando a infecção é curada.

Soluções e tratamentos para incontinência

Como você trata a sua incontinência depende muito do tipo de incontinência que você apresenta. Os tratamentos podem variar de ajustes no estilo de vida e no que e quando você come e bebe até a cirurgia.

Fonte : Always

Distúrbio do sono: sintomas, tratamentos e causas

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Distúrbios do sono consistem nas dificuldades relacionadas ao sono. O sono tem quatro fases, e cada uma delas é responsável por uma atividade diferente. Dificuldades em qualquer uma das fases do sono pode trazer prejuízos a curto e longo prazo. Entre os distúrbios mais comuns estão insôniasonolência excessiva, sonambulismo e apneia do sono.

Entenda como funciona cada fase do sono:

  • Fase 1: Abrange 10% da noite. Nesta fase, ocorre a transição entre a vigília e o sono. Quando escurece, ocorre a liberação da melatonina no organismo, que induz a sonolência
  • Fase 2: Abrange 45% da noite. Na fase 2, diminuem os ritmos cardíaco e respiratório, os músculos relaxam e a temperatura corporal baixa. É a fase do sonho leve
  • Fase 3: Abrange 25% da noite. O corpo funciona mais lentamente e o metabolismo cai. O coração passa a bater em ritmo mais lento e a respiração também fica mais leve
  • Fase REM: Abrange 20% da noite. Esta é a fase do sono profundo. REM, em inglês, significa “Rapid Eye Movement” (movimento rápido dos olhos). É nesta fase em que ocorrem os sonhos, a pessoa tem descargas de adrenalina e há picos de batimentos cardíacos e pressão arterial.

Durante as três primeiras fases do sono, o corpo economiza energias, promove a restauração de tecidos, o aumento da massa muscular e libera o hormônio de crescimento. Já na fase REM, há a consolidação da memória e do aprendizado. Quando a pessoa está dormindo e é acordada, ela volta imediatamente à fase 1 do sono, comprometendo esse processo.

Tipos

Mais de 100 distúrbios do sono e do despertar já foram identificados. Eles podem ser agrupados em quatro categorias principais:

  • Dificuldade de adormecer ou permanecer dormindo
  • Problemas para permanecer acordado
  • Problemas para conseguir manter uma rotina regular de sono
  • Comportamentos incomuns durante o sono.

Dificuldade para adormecer ou permanecer dormindo

A insônia inclui qualquer combinação de dificuldade para adormecer, para permanecer dormindo, falta de sono intermitente e despertar nas primeiras horas da manhã. Os episódios podem aparecer e desaparecer (transitório), durar até duas ou três semanas (curto prazo) ou ter longa duração (crônico).

Fatores comuns associados à insônia:

  • Doença física
  • Depressão
  • Ansiedade ou estresse
  • Ambiente insatisfatório para o sono (p. ex.: com barulho ou luz excessiva)
  • Cafeína
  • Álcool ou outras drogas
  • Uso de determinados medicamentos
  • Fumo em excesso
  • Desconforto físico
  • Cochilos durante o dia
  • Deitar-se cedo
  • Passar muito tempo acordado na cama.

Os distúrbios incluem:

  • Insônia psicofisiológica, uma condição em que o estresse causado pela insônia dificulta ainda mais o adormecer
  • Síndrome do atraso da fase do sono: seu relógio interno está constantemente fora de sincronia com as fases de dia e noite “aceitas”
  • Distúrbio do sono com dependência de hipnóticos: insônia que ocorre quando você para de tomar ou desenvolve tolerância a determinados tipos de medicamentos para dormir
  • Distúrbio do sono com dependência de estimulantes: insônia que ocorre quando você para de tomar ou desenvolve dependência a determinados tipos de estimulantes.

Dificuldade para permanecer acordado

Os distúrbios de sonolência excessiva são chamados de hipersônia. São eles:

  • Hipersônia idiopática (sonolência excessiva que ocorre sem uma causa identificável)
  • Narcolepsia
  • Apneia do sono central e obstrutiva
  • Distúrbio do movimento periódico dos membros
  • Síndrome das pernas inquietas.

Problemas para conseguir manter uma rotina regular de sono

Os problemas também podem ocorrer quando você não mantém uma rotina de sono e despertar consistentes. Isso ocorre durante viagens entre diferentes fuso-horários e com pessoas que trabalham por turnos em escalas alternadas, principalmente quem trabalha à noite.

Distúrbios de interrupção do sono:

  • drome do Jet lag
  • Pessoa que dorme pouco naturalmente (a pessoa dorme menos horas do que o normal, mas não apresenta sinais de doença)
  • Insônia paradoxal (na verdade, a pessoa dorme um número de horas diferente do que ela imagina)
  • Distúrbio do trabalho em turnos.

Comportamentos que perturbam o sono

Os comportamentos anormais durante o sono são chamados de parassônia e são muito comuns em crianças. São eles:

  • Terror noturno
  • Sonambulismo
  • Distúrbio comportamental do sono REM (um tipo de psicose na qual a pessoa “representa” seus sonhos de uma forma tão violenta que ela pode machucar a pessoa que dorme ao seu lado).

Sintomas de Distúrbio do sono

Os sintomas costumam variar muito de um distúrbio para o outro, como dificuldade para adormecer, no caso de insônia, ou comportamentos anormais durante o sono, como levantar da cama e caminhar, no caso de sonambulismo.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Procure assistência médica se estiver com dificuldades relacionadas ao sono. Existe tratamento para distúrbios de sono e médicos especializados neles para ajudar os pacientes.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar um distúrbio do sono são:

  • Clínico geral
  • Médico do sono

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Você tem tido problemas para dormir?
  • Você tem tido problemas para permanecer adormecido?
  • Quais outros sintomas você tem apresentado?
  • Você tem sono durante o dia?
  • Você tem problemas para se concentrar?

Medicamentos para Distúrbio do sono

Os medicamentos mais usados para o tratamento de alguns distúrbios do sono são:

  • Cinarizina
  • Cloxazolam
  • Olcadil
  • Ritalina
  • Vertix.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Referências

Ministério da Saúde

Hospital Israelita Albert Einstein

Instituto do Sono

Academia Brasileira de Neurologia

National Sleep Foundation

Anxiety Disorders Association of America

Perturbações do sono

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As perturbações do sono estão entre as queixas mais comuns ao longo de toda a infância, a par das doenças físicas, da alimentação, dos problemas de comportamento e das deficiências físicas. Contudo, os problemas de sono nas crianças têm sido considerados transitórios, sem gravidade e sem consequências a longo prazo. Felizmente, nos últimos anos, esta posição tem-se revertido, atribuindo-se mais importância ao sono e aos seus problemas, durante a infância e adolescência.

Em Portugal, a epidemiologia dá os primeiros passos. Estima-se que cerca de 30% das crianças sofrerão de perturbação do sono, em algum momento da sua infância. As queixas focam-se sobretudo nas insónias e sonolência ao acordar. Outra questão igualmente importante prende-se com o número de horas adequadas que cada criança deve dormir e com os horários de deitar e acordar. Desajustamentos horários ou alterações nestas rotinas poderão ter um impacto negativo na quantidade e qualidade do sono, que por sua vez afetará funções cognitivas, como a atenção, a memória e consequentemente o rendimento académico.

As perturbações do sono têm consequências tanto no ajustamento emocional e social, como no desempenho escolar pelo que é importante que os pais entendam como funciona o sono e de que forma as perturbações nos padrões normais do sono podem afetar crianças e adolescentes.

Funcionamento de sono
Existem dois padrões de sono: REM e não-REM. Na fase REM, a respiração e o ritmo cardíaco tornam-se irregulares, os olhos mexem muito, a pessoa não se move porque há um bloqueio dos impulsos nervosos e surgem os sonhos. A fase não-REM divide-se em 4 fases, sendo que na I e II a pessoa pode acordar facilmente, enquanto que na III e IV há muita dificuldade em acordar. Para além disso, os músculos relaxam muito, embora a pessoa possa mexer-se.

Em termos de desenvolvimento é durante a gravidez que os estados de sono se formam. Um recém-nascido dorme quase todo o dia; a partir dos 6 meses dorme cerca de 13 horas por dia; aos 24 meses dorme cerca de 12 e aos 4 anos entre 10 a 12 horas diárias. Ao longo da infância, as crianças dormem cerca de 10 horas por noite o que diminui significativamente na adolescência, não tanto por razões biológicas mas essencialmente por razões sócio-culturais.
Os padrões de sono dos adolescentes são importantes devido ao potencial impacto no desempenho escolar. Com o início da puberdade, os adolescentes começam a experimentar uma tendência para se deitarem mais tarde e acordarem também mais tarde.
Algumas perturbações do sono são suaves, comuns e relativamente fáceis de tratar mas existem outras que podem ser sinais de possíveis problemas físicos e/ou psicológicos, que podem gerar consequências a longo prazo se não forem tratadas.

Tipos de perturbações de sono

Terrores noturnos
Os terrores noturnos prendem-se com uma excitação súbita associada a explosões emocionais, tais como o medo e a atividade motora. São mais frequentes na faixa etária entre os 4 e os 8 anos, acontecem na fase de sono não REM e a criança não tem memória dos terrores noturnos quando acorda.

Sonambulismo
O sonambulismo é mais comum entre os 8 e os 12 anos de idade. Normalmente, a criança senta-se na cama com os olhos abertos mas sem ver, anda pela casa, pode ter um discurso ininteligível e rabugento. Esta perturbação tende a ser superada na adolescência.

Enurese Noturna
Este tipo de incontinência urinária é um problema do sono comum em crianças entre os 6 e os 12 anos, ocorrendo apenas durante o sono não REM. A enurese primária pode estar associada a heranças familiares, atraso no desenvolvimento ou a uma menor capacidade da bexiga. A enurese secundária está normalmente associada a causas do foro emocional.

Ansiedade
A ansiedade para adormecer deve-se aos medos ou preocupações excessivas. O problema pode ser causado por stress, trauma ou ruminação das questões comuns do dia-a-dia. Este tipo de problemática é mais comum nas crianças em idade escolar.

Apneia
Embora seja mais comum em adultos, também existem crianças com dificuldades de respiração devido à passagem do ar estar obstruída. Os sintomas incluem o ressonar, dificuldade para respirar durante o sono, respiração bucal durante o sono ou sonolência excessiva diurna.

Narcolepsia
É uma perturbação rara de base neurológica genética que pode incluir ataques de sono, o início da paralisia do sono ou alucinações do sono. Pode surgir pela primeira vez na adolescência.

Síndrome de fase de sono retardada
Perturbação do ritmo de sono, com uma incapacidade em dormir num horário normal (o início do sono pode ser adiado de 2 a 4 horas), com consequente dificuldade em despertar de manhã. Os sintomas nas crianças incluem sonolência diurna excessiva, dormir até tarde nos finais de semana e mau desempenho escolar.
Perante o acima descrito, a prevenção dos problemas de sono ganha uma importância muito maior porque uma maior consciencialização sobre a importância do sono ajuda a identificar precocemente sintomas e a impedir problemas tanto na saúde, como no bem-estar das crianças e jovens.

O que pode a Família fazer?
As perturbações do sono acabam por afetar toda a família, e não apenas a criança ou o jovem. Ficam algumas sugestões:
– Criação de rotinas tranquilas e calmantes antes de dormir
– Respeitar os medos, contar uma história, deixar uma luz acesa ou um peluche por perto
– Não deixar que durma com os pais e/ou permaneça no quarto deles
– Não se deve brincar com a criança quando não dorme ou castigá-la por isso
– É saudável falar com a criança durante o dia sobre o seu sono e o que acontece à noite.

Contudo, se estes problemas de sono persistirem por mais de seis meses ou forem acentuados, é fundamental procurar ajuda especializada, para que não fiquem sequelas no desenvolvimento.

Dra. Tânia Godinho
Psicóloga do ITAD

Vestuário

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Vestir-se pode ser uma tarefa complexa e avassaladora devido ao número de etapas envolvidas. Ajudar uma pessoa com Demência a vestir-se pode exigir bastante tempo e ser emocionalmente esgotante, sobretudo se a pessoa não está a cooperar.

Cada pessoa afetada por Demência reage de maneira diferente, sendo por isso necessária uma abordagem que seja adequada, tanto para si como para o doente.

O que pode tentar:

  • Uma ajuda cuidadosa e rápida ou lembretes podem ajudar a pessoa a vestir-se com independência;
  • Tente dividir a tarefa. Divida o processo em passos mais pequenos e mais simples e tente fazer uma etapa de cada vez. Poderá ter de relembrar a pessoa a cada passo do que deve fazer ou realizar várias das etapas em lugar da pessoa;
  • Confortar a pessoa, fazê-la sentir-se segura e louvores a cada passo bem sucedido tornarão a tarefa mais agradável para ambos;
  • Arrume artigos ou objectos que possam ser fonte de distração, tal como roupas fora de estação;
  • Certifique-se de que a divisão está a uma temperatura agradável para a pessoa com Demência;
  • Forneça iluminação adequada. Certifique-se também de que a quantidade e nível de luz no guarda-roupa é a mesma para que a pessoa não tenha de habituar-se a intensidades de luz diferentes;
  • Feche a porta e as cortinas para criar um sentimento de privacidade;
  • Se a pessoa é capaz de desempenhar a maioria das tarefas, é mais adequado dar-lhe liberdade, intervindo apenas quando necessário;
  • Simplifique o número de escolhas, disponibilizando no máximo duas opções, por exemplo uma t-shirt azul e outra branca;
  • Disponha as peças de roupa em sequência, em cima da cama. As peças devem estar ordenadas de acordo com etapa em que devem ser vestidas;
  • Tente contrastar roupas de cores ligeiramente vivas colocando-as sobre uma colcha escura. Para alguém com problemas de visão, o contraste pode ajudar a ver o relevo das cores vivas a partir do fundo escuro;
  • A capacidade de distinguir as sensações de calor e frio são seriamente afetadas nas pessoas com Demência. Se o excesso de camadas de roupa não causa desconforto à pessoa, procure não interferir. É aconselhável arrumar roupas extra ou desnecessárias em sítios que não estejam acessíveis;
  • Manter a individualidade e o estilo de roupa da pessoa é muito importante. Introduzir roupa que seja muito diferente do estilo habitual pode causar mais problemas do que propriamente resolvê-los;
  • Escolha roupa que seja facilmente lavável e que não precise de ser passada a ferro;
  • Para algumas pessoas, botões, fechos, ganchos e fivelas do cinto podem ser demasiado difíceis de utilizar, pelo que podem ser facilmente substituídas por fechos de velcro;
  • Padrões complexos, confusos ou cores vivas podem causar distração. Escolha roupas com padrões simples e com contrastes acentuados porque são mais fáceis de discernir para muitas pessoas;
  • Coloque sapatos fáceis de ajustar em vez de calçado com muitos atacadores e atilhos. Certifique-se de que as solas são antiderrapantes

Alguns Conselhos:

Antigamente, as pessoas não mudavam de roupa tão frequentemente como hoje em dia. É importante não tentar impor a sua opinião acerca da frequência da mudança de roupa diária.

Ser lembrado de que se deve mudar de roupa pode ser uma experiência humilhante e embaraçosa. É importante lembrar-se de que estes sentimentos podem ocorrer.

Todo o tempo gasto na manutenção de independência não é tempo perdido. Ser capaz de se vestir a si próprio ajuda a pessoa a sentir-se mais independente e sedimenta sentimentos de orgulho e autoestima.

Algumas pessoas com Demência têm tendência a despir-se com frequência e sem motivo aparente. Este comportamento pode ser embaraçoso, mas lembre-se que elas já não têm noção daquilo que é apropriado. Tente perceber o motivo desse comportamento (por exemplo: pode estar com calor ou não reconhecer a roupa que está a vestir como sendo sua), por forma a prevenir situações futuras.

Adaptado de Alzheimer Australia

CUIDADOS COM A DENTADURA

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DENTADURAS

As dentaduras consistem em substituições sob medidas para dentes ausentes e podem ser retiradas e colocadas novamente na boca. Embora a adaptação às dentaduras seja um pouco demorada e não seja comparadaaos dentes naturais, as dentaduras atuais possuem aparência natural e estão mais confortáveis que nunca.

Benefícios das DENTADURAS

A substituição de dentes faltantes melhorará a sua aparência e o seu sorriso. Sem o suporte da dentadura, os músculos faciais decaem, fazendo com que a pessoa pareça mais velha. As dentaduras podem auxiliar a comer e falar mais confortavelmente.

Principais dicas de cuidado bucal para DENTADURAS

  • Não deixe que as dentaduras sequem – Coloque-as em uma solução de imersão de limpeza de dentaduras. Nunca utilize água quente, o que pode fazer com a dentadura fique deformada.
  • Escove as dentaduras – Escovar as dentaduras diariamente removerá os alimentos e a placa dental, ajudando a prevenir manchas.
  • Cuide da sua boca – Escove a gengiva, a língua e palato todas as manhãs com uma escova de cerdas macias antes de inserir a dentadura. Isso estimula a circulação nos tecidos e ajuda na remoção de placa.
  • Consulte o dentista – Consulte seu dentista em caso de quebra, corte, rachaduras ou afrouxamento da dentadura. Não tente ajustá-la por conta própria – isso pode danificá-la de forma irreparável.

Mantenha suas próteses limpas!

Próteses Dentárias

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As próteses dentárias são substitutas dos dentes perdidos que podem ser colocadas e retiradas da boca. Embora leve algum tempo para se acostumar com a prótese dentária e a sensação não ser a mesma dos dentes naturais, as próteses modernas têm aparência natural e estão mais confortáveis do que nunca.

Há dois tipos principais de próteses dentárias: total e parcial. Seu dentista o ajudará a escolher o tipo de prótese dentária adequada para você com base no número de dentes que serão substituídos e no custo envolvido.

Como as próteses dentárias funcionam?
Nas próteses dentárias totais, a base acrílica com cor da gengiva é encaixada sobre a gengiva e o pálato. A base da prótese dentária superior cobre o palato (céu da boca), enquanto a prótese inferior tem forma de ferradura para acomodar a língua.

As próteses dentárias são feitas individualmente por um dentista e por um protético a partir de moldagens tiradas da boca do paciente. Seu dentista determinará qual dos três tipos de prótese dentária descritas abaixo é o melhor para você.

  • Prótese dentária total convencional
    Uma prótese dentária total convencional será instalada em sua boca após todos os dentes ter sido extraídos e o tecido estiver cicatrizado. A cicatrização poderá levar meses e durante esses meses você ficará sem os dentes.
  • Prótese dentária imediata
    A prótese dentária imediata é colocada imediatamente após a extração dos dentes (seu dentista faz a moldagem do seu maxilar e o planejamneto na consulta anterior ao procedimento.) Embora a prótese dentária imediata ofereça o benefício de você não ficar sem os dentes, ela precisa ser ajustada por muitos meses após a instalação. A razão é o fato de que o osso que apoia os dentes, modifica sua forma durante a cicatrização fazendo com que a prótese fique solta.
  • Prótese dentária parcial
    A prótese dentária parcial se apoia em uma estrutura de metal que é presa aos dentes naturais. Muitas vezes as coroas são colocadas em um dente natural e serve de apoio para a prótese.

Quanto tempo leva para eu me acostumar com a prótese dentária?
As próteses novas podem provocar sensações estranhas e desconfortáveis por semanas ou até por meses. Comer ou falar com as próteses podem demandar alguma prática. A sensação de volume ou de que a prótese vai se soltar não é incomum enquanto os músculos de suas bochechas e língua aprendem a segurar a prótese no lugar. Um fluxo maior de saliva, a sensação de que a língua não tem espaço suficiente, uma pequena irritação ou dor, também não são incomuns. Se você sentir irritação na boca, vá ao dentista.

Quanto tempo dura uma prótese dentária?
Após um período de tempo, sua prótese precisará ser reajustada, refeita ou reembasada em consequência de desgaste natural. Reembasamento significa fazer uma nova base mantendo os dentes da prótese. Assim como você envelhece com os anos, sua boca, naturalmente, também muda. Essas mudanças fazem com que as próteses fiquem mais soltas, dificulte a mastigação e irrite sua gengiva. No mínimo, você deve ir ao dentista anualmente para fazer uma reavaliação.

Enumeramos algumas dicas de cuidado com as próteses:

  • Ao manusear suas próteses, coloque-as sobre uma toalha dobrada ou em um recipiente com água. As próteses dentárias são delicadas e podem se quebrar se caírem.
  • Não deixe suas próteses secar. Mergulhe-as em água quando não estiver em uso. Nunca utilize água quente, pois pode causar deformações na prótese.
  • Escove as próteses diariamente para remover os resíduos dos alimentos e a placa bacteriana e assim evitar que elas manchem.
  • Escove sua gengiva, língua e palato todas as manhãs com escova de cerdas macias antes de inserir as próteses. Isso estimulará a circulação nos tecidos e ajudará a remover a placa.
  • Vá ao dentista se suas próteses quebrarem, trincarem ou se ficarem soltas na boca. Não tente ajustá-las — isto poderá danificá-las ao ponto de não mais poderem mais ser reparadas.

A DOENÇA ALZHEIMER E A SUA CONSEQUÊNCIA NA SAÚDE BUCAL.

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Senior man is cleaning his teeth and smiling.

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Segundo a Associação Internacional da Doença de Alzheimer – ADI, 35,6 milhões de pessoas convivem com a patologia em todo o mundo. No Brasil, pode-se estimar que 1,2 milhões de pacientes sofram com a doença, com cerca de 100 mil novos casos por ano.

O Mal de Alzheimer pode interferir na saúde bucal principalmente no que diz respeito à higiene bucal. No início da doença, o idoso faz a higiene sozinha, nem sempre com qualidade. À medida que a doença evolui, esta higiene se torna dificultada pela não cooperação do paciente. Os portadores não são iguais, uns são agressivos, outros dóceis, uns falantes, outros calados.

A escovação deve ser realizada depois de cada refeição pelo paciente em casos incipientes da doença ou pelo cuidador. A escova deve ser de cabeça pequena, emborrachada, as cerdas macias, os enxaguatórios são de grande valia e não devemos esquecer-nos de limpar a superfície da língua com muito cuidado já que a mesma é muito sensível no idoso.

Em casos que o paciente não for cooperativo o profissional deve realizar uma avaliação nos medicamentos e nestes casos faz-se necessária uma intervenção com sedação.
É importante salientar que a sedação depende da cooperação do paciente. Muitas vezes isso não é possível com o portador de Mal de Alzheimer, assim, pode ser indicado internação, um “Day Care” para procedimentos evasivos, em hospital. Para evitar problemas de saúde bucal o profissional deve orientar os familiares para estabelecer ao portador da doença uma dieta não cariogênica.
As medicações devem ser oferecidas com sucos sem açúcar. É necessário diminuir a ingesta de refrigerantes.
A família e/ou o cuidador precisa observar fatores, como a recusa de alimentos quentes, mudança nos hábitos alimentares, alteração do sono, que poderão ser sinais de uma possível dor de dente.
O profissional de saúde bucal deve ensinar aos familiares e aos cuidadores as técnicas para proporcionar a higienização dos dentes e o manuseamento das próteses dos pacientes portadores da patologia.

Fonte: ADI,D.Tiberio, Odonto Magazine, 2013.

Saburra Língual

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Em portadores da doença de Alzheimer ou qualquer demência, é muito importante a atenção com a saúde bucal porque é onde pode provocar outras doenças sistêmicas como hipertensão, diabetes, artrite reumatoides, problemas cardíacos e outros. As infecções provocadas por descuidos de higiene e pequenos ferimentos, podem levar a infecções que se espalham e provocam outros problemas.
A Pneumonia Aspiratória é quando o paciente com demência perde autonomia na deglutição e higienização, agrava devido as condições funcionais, podendo levar a Pneumonia, que aumenta o fator de risco e até de morte.
O paciente geralmente não coopera para o atendimento odontológico e à higienização.
A SABURRA LINGUAL – placa branca na língua, principalmente nas partes posteriores.
Os cuidados devem ser de responsabilidade do cuidador pela limpeza, para não acometer GENGIVITE CANDIDÍASE que é o sangue gengival. A higienização deve ser feita com uso correto de antisséptico bucal.
Para melhorar a diminuição do suco salivar que causa a boca seca (Xerostomia), devido ao uso de muitos medicamentos, oferecer muita água ao paciente e fazer a hidratação labial com bochechos de água, não use vaselina nos lábios.
O Cuidador deverá usar, diariamente, para a correta higienização bucal, os facilitadores de ferramentas: o Spandex ( abridor de boca), escova apropriada , gaze e espátula.
Para a limpeza na parte interna da bochecha, língua e palato, não colocar a mão dentro da boca do paciente, mesmo que esteja com as luvas de látex descartáveis.

Usa-se a gaze com uma espátula para a região posterior da boca.
A dieta deve ser mais pastosa em casos mais avançados da doença. As próteses não são recomendadas para esses pacientes, o que facilitará a higienização bucal. Próteses antigas podem causar iatrogenias (infecções) por serem mal adaptadas e os cuidadores não conseguem retirar para limpeza, o que leva a focos de bactérias causando as infecções.
Os movimentos para a escovação devem ser com a escova inclinada, fazendo movimentos rotatórios e de varrer. Trocar a escova quando desgastar, porém tem que ser uma escova que não sangre a gengiva. Se preferir usar a elétrica veja se o portador aceita bem.
Não se deve esquecer de usar o fio dental para limpar entre os dentes. Nesse caso, o cuidador tem que ficar atrás do paciente, apoia a cabeça dele e faz a limpeza. Use também o limpador de língua, pois a língua suja provoca falta de saliva e boca seca.
Se o doente não cooperar faça a escovação e a higienização no banho. Para finalizar use os enxaguatórios, mas verifique se o doente sabe fazer bochechos e jogar fora porque não pode engolir. Se não conseguir, não use.
Se tiver pontes fixas é mais difícil a escovação e se for ponte móvel tem que escovar os ganchinhos.
Deve-se retirar a dentadura para escovar, toda vez que o portador se alimentar. Existem escovas de pelos especiais para dentadura e dar atenção para a parte de dentro da dentadura, na hora da limpeza. Importante lembrar que detergentes para dentadura não substituem a escovação. Nunca deixa a dentadura cair no chão, pois pode provocar pequenas quebraduras que podem machuca a boca. Se cair, comunique ao dentista do portador.
Pode acontecer também de precisar fazer extrações, em casos onde não se tem mais como cuidar devido ao péssimo estado de conservação dos dentes ou quando o paciente não tolera o tratamento.
Na maioria das vezes, quando o atendimento é domiciliar, o profissional não terá a ergonomia correta pata o tratamento, mas é preciso dar preferência ao conforto do paciente. O acúmulo de tártaro também pode ser feito domiciliar, bem como restaurações dentárias.
Pode-se ter até intervenções cirúrgicas domiciliar para remoção de focos infecciosos com a participação do médico do paciente que autoriza e recomenda a cirurgia. São consultas mais demoradas e o profissional deverá estar com a agenda disponível nesses casos, pois poderá ter algum imprevisto.
O cuidador deve verificar também se, quando o paciente tomar um medicamento se realmente engoliu o comprimido, pois se ficar na boca pode machucar e dependendo da composição pode até queimar a mucosa da boca.
Doenças de lesões de mucosas nas bochechas ou gengivite causam retração na gengiva e é comum ter cárie na raiz do dente, por dentro no osso, e essas bactérias podem provocar demências.
Doença Periodontal – Inflamação crônica e indolor do tecido que envolve o dente, que vai soltando, inflama e perde o dente. A maioria dos idosos usam dentaduras e só podem ser trocadas na fase inicial da doença de Alzheimer.
Candidíase – começa na mucosa da boca passa para o estômago, intestino e chega ao ânus.
Xerostomia ou boca seca é causada pela falta de saliva que é uma secreção protetora, lubrificante, antibactericida, que ajuda a digestão.
A falta de saliva leva a doenças periodontal, estomatite protética, língua saburrosa e aumento de cáries. Deve-se oferecer ao doente, muita água, incentivar uma mastigação mais demorada e não oferecer comida muito pastosa para que ele possa exercitar a mastigação. Não ofereça chás, pois são ácidos e prejudica para quem não tem saliva. Use também protetor labial, pois a falta da saliva também resseca os lábios.
Existe saliva artificial que é um gel umidificante na forma de spray que alivia o sintoma. Use com indicação do dentista.

REFERÊNCIAS
* Alexandre Franco Miranda – Odontogeriatra

SAÚDE BUCAL EM PESSOAS COM DEMÊNCIAS

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Em portadores da doença de Alzheimer ou qualquer demência, é muito importante a atenção com a saúde bucal porque é onde pode provocar outras doenças sistêmicas como hipertensão, diabetes, artrite reumatoide, problemas cardíacos e outros. As infecções provocadas por descuidos de higiene e pequenos ferimentos, podem levar a infecções que se espalham e provocam outros problemas.
A Pneumonia Aspiratória é quando o paciente com demência perde autonomia na deglutição e higienização, agrava devido as condições funcionais, podendo levar a Pneumonia, que aumenta o fator de risco e até de morte.
O paciente geralmente não coopera para o atendimento odontológico e à higienização.
A SABURRA LINGUAL – placa branca na língua, principalmente nas partes posteriores.
Os cuidados devem ser de responsabilidade do cuidador pela limpeza, para não acometer GENGIVITE CANDIDÍASE que é o sangue gengival. A higienização deve ser feita com uso correto de antisséptico bucal.
Para melhorar a diminuição do suco salivar que causa a boca seca (Xerostomia), devido ao uso de muitos medicamentos, oferecer muita água ao paciente e fazer a hidratação labial com bochechos de água, não use vaselina nos lábios.
O Cuidador deverá usar, diariamente, para a correta higienização bucal, os facilitadores de ferramentas: o Spandex ( abridor de boca), escova apropriada , gaze e espátula.
Para a limpeza na parte interna da bochecha, língua e palato, não colocar a mão dentro da boca do paciente, mesmo que esteja com as luvas de látex descartáveis. Usa-se a gaze com uma espátula para a região posterior da boca.
A dieta deve ser mais pastosa em casos mais avançados da doença. As próteses não são recomendadas para esses pacientes, o que facilitará a higienização bucal. Próteses antigas podem causar iatrogenias (infecções) por serem mal adaptadas e os cuidadores não conseguem retirar para limpeza, o que leva a focos de bactérias causando as infecções.
Os movimentos para a escovação devem ser com a escova inclinada, fazendo movimentos rotatórios e de varrer. Trocar a escova quando desgastar, porém tem que ser uma escova que não sangre a gengiva. Se preferir usar a elétrica veja se o portador aceita bem.
Não se deve esquecer de usar o fio dental para limpar entre os dentes. Nesse caso, o cuidador tem que ficar atrás do paciente, apoia a cabeça dele e faz a limpeza. Use também o limpador de língua, pois a língua suja provoca falta de saliva e boca seca.
Se o doente não cooperar faça a escovação e a higienização no banho. Para finalizar use os enxaguatórios, mas verifique se o doente sabe fazer bochechos e jogar fora porque não pode engolir. Se não conseguir, não use.
Se tiver pontes fixas é mais difícil a escovação e se for ponte móvel tem que escovar os ganchinhos.
Deve-se retirar a dentadura para escovar, toda vez que o portador se alimentar. Existem escovas de pelos especiais para dentadura e dar atenção para a parte de dentro da dentadura, na hora da limpeza. Importante lembrar que detergentes para dentadura não substituem a escovação. Nunca deixa a dentadura cair no chão, pois pode provocar pequenas quebraduras que podem machuca a boca. Se cair, comunique ao dentista do portador.
Pode acontecer também de precisar fazer extrações, em casos onde não se tem mais como cuidar devido ao péssimo estado de conservação dos dentes ou quando o paciente não tolera o tratamento.
Na maioria das vezes, quando o atendimento é domiciliar, o profissional não terá a ergonomia correta pata o tratamento, mas é preciso dar preferência ao conforto do paciente. O acúmulo de tártaro também pode ser feito domiciliar, bem como restaurações dentárias.
Pode-se ter até intervenções cirúrgicas domiciliar para remoção de focos infecciosos com a participação do médico do paciente que autoriza e recomenda a cirurgia. São consultas mais demoradas e o profissional deverá estar com a agenda disponível nesses casos, pois poderá ter algum imprevisto.
O cuidador deve verificar também se, quando o paciente tomar um medicamento se realmente engoliu o comprimido, pois se ficar na boca pode machucar e dependendo da composição pode até queimar a mucosa da boca.
Doenças de lesões de mucosas nas bochechas ou gengivite causam retração na gengiva e é comum ter cárie na raiz do dente, por dentro no osso, e essas bactérias podem provocar demências.
Doença Periodontal – Inflamação crônica e indolor do tecido que envolve o dente, que vai soltando, inflama e perde o dente. A maioria dos idosos usam dentaduras e só podem ser trocadas na fase inicial da doença de Alzheimer.
Candidíase – começa na mucosa da boca passa para o estômago, intestino e chega ao ânus.
Xerostomia ou boca seca é causada pela falta de saliva que é uma secreção protetora, lubrificante, antibactericida, que ajuda a digestão.
A falta de saliva leva a doenças periodontal, estomatite protética, língua saburrosa e aumento de cáries. Deve-se oferecer ao doente, muita água, incentivar uma mastigação mais demorada e não oferecer comida muito pastosa para que ele possa exercitar a mastigação. Não ofereça chás, pois são ácidos e prejudica para quem não tem saliva. Use também protetor labial, pois a falta da saliva também resseca os lábios.
Existe saliva artificial que é um gel umidificante na forma de spray que alivia o sintoma. Use com indicação do dentista.
REFERÊNCIAS
* Alexandre Franco Miranda – Odontogeriatra

HIGIENE BUCAL

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A higiene oral é um hábito saudável e agradável que deve ser mantido ao longo de toda a vida. Alterações da mucosa oral, perda de dentes, próteses mal ajustadas, gengivites (inflamação das gengivas), diminuição do fluxo salivar, são fatores que podem ocasionar infecções na cavidade oral.

A higiene oral deve ser realizada após cada refeição ou num mínimo de 3 x dia.

A boca deve ser inspecionada imediatamente após cada refeição, para que dessa forma, possa ser removido todo e qualquer resíduo alimentar.

Utilizar escovas de dentes de cerdas macias, massageando as gengivas verticalmente com suavidade.

Pode-se utilizar após cada escovação anti-sépticos orais, mantendo assim um hálito agradável.

Algumas vezes é muito difícil fazer com que o paciente abra a boca para se fazer a higiene oral. Tente introduzir delicadamente uma espátula entre os dentes e faça um movimento rotatório, caso não seja possível, utilize o próprio dedo indicador envolto em gaze para que seja possível a higienização.

A Língua

A língua deve ser massageada com escova macia, para remoção de sujidades.

Em caso de haver presença de uma crosta branca sobre a língua – saburra – removê-la utilizando uma solução de bicarbonato de sódio, na proporção de 1 colher de café de bicarbonato em 1 copo d´água. Para executar a limpeza da língua, molhar na solução a escova de dentes, ou uma espátula envolvida em gaze, ou mesmo o próprio dedo indicador envolto em gaze e proceder a limpeza. Esta deve ser feita com movimentos suaves, sem esfregar.

O que observar

Deve-se observar cuidadosamente a presença de lesões na cavidade oral – manchas brancas, vermelhas, pequenos ferimentos que sangram e não cicatrizam – e neste caso, alertar o médico responsável.

Cuide bem das próteses

Deve-se ter maior atenção para a higiene oral naqueles pacientes que usam próteses dentárias. Estas devem ser retiradas após cada refeição, higienizadas fora da boca, e após limpeza da cavidade oral, recolocadas.

Pacientes muito confusos, devem ter suas próteses dentárias retiradas à noite, colocadas em solução anti-séptica, e após higienização, recolocadas pela manhã.

Observar a estabilidade da prótese dentária na boca do paciente, lembrar que com o envelhecimento ocorre perda de massa óssea, fazendo com que as próteses fiquem frouxas e se desestabilizem. É conveniente, neste caso, aconselhar-se com um dentista.

Observar a presença de cáries ou dentes quebrados que causam dor. Existem equipes de profissionais (dentistas), que atendem no domicílio aqueles pacientes que se encontram impossibilitados de comparecer ao consultório.

Muitas vezes, a recusa do paciente em alimentar-se ou sua agitação no horário de refeições deve-se ao fato de próteses mal ajustadas ou significar simplesmente uma dor de dentes.

Alimentação dos idosos deve ser completa e variada

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Idosos precisam consumir fontes de carboidratos e alimentos in natura, como frutas, verduras e verduras, já que contém vitaminas e minerais que vão ajudar a prevenir doenças e manter uma boa saúde.

Saúde Brasil

10 passos da alimentação saudável para idosos durante a pandemia

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Entenda como cuidar e planejar a alimentação do principal grupo de risco da Covid-19

Em qualquer época e para qualquer pessoa, a alimentação adequada e saudável é importante para a manutenção e recuperação da saúde. Mas durante uma pandemia, quando seu organismo precisa de uma dose extra de cuidado, o foco na alimentação deve ser redobrado. Principalmente para os idosos, que aparecem como o principal grupo de risco e necessitam de atenção especial.

Para quem está cuidando de algum idoso, é importante observar se ele apresenta perda ou ganho excessivo de peso (em curto prazo), se tem algum comprometimento sensorial, como diminuição do paladar e saúde bucal ruim, problemas de mastigação e dificuldades de deglutição, ou alguma doença crônica que precise de cuidados especiais na alimentação.

Uma alimentação saudável com variedade de alimentos e em quantidades adequadas, baseada em alimentos frescos, geralmente fornece todos os nutrientes que os idosos precisam para manter sua saúde e nutrição. Neste momento, uma nutrição inadequada e menos atividade física podem levar à perda de massa muscular e força em idosos.

Então, se você é idoso ou está cuidando de um, confira aqui alguns passos que vão ajudar na organização da alimentação:

Passo 1: um bom planejamento das compras e das refeições vale muito

Planejar as refeições dos idosos contribui para a manutenção de uma rotina alimentar adequada e saudável, já que ter sempre uma comida de verdade ao alcance ajuda a evitar os ultraprocessados, ricos em gorduras, açúcares e conservantes.

Mas o planejamento das refeições começa nas compras. É importante ficar de olho no que já tem na despensa, para evitar o desperdício e idas desnecessárias ao supermercado, já que o momento é de minimizar as saídas.

A dica é conferir quais alimentos e ingredientes ainda estão disponíveis em casa e quais as preparações irão ser feitas com eles. Na sequência, é só planejar as refeições das semanas seguintes e quais alimentos serão necessários comprar e em qual quantidade.

Para quem é do grupo de risco, como é o caso dos idosos, o recomendado é que alguém próximo ou membro da família faça esse trabalho de ir às compras, mantendo todos os cuidados de higiene ao retornar ou entregar as compras. Se não for possível contar com essa ajuda extra, quem está no grupo de risco deve preferir os horários com menor aglomeração de pessoas.

Se você gosta de cozinhar, esse é o momento ideal para colocar em prática suas receitas. Mas se ainda não possui habilidades culinárias, que tal aproveitar o período para desenvolvê-las? Peça receitas a familiares e amigos, leia livros, consulte a internet e descubra o prazer de preparar o seu próprio alimento!

Passo 2: a rotina alimentar deve ser mantida!

Apesar da mudança na rotina das famílias, duas coisas não podem mudar para os idosos: o hábito de fazer as principais refeições (café da manhã, almoço e jantar) e a manutenção dos respectivos horários de cada uma delas.

Segundo o Guia Alimentar para População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde, comer de forma regular, devagar e com atenção é uma boa maneira de controlar o quanto comemos. Se der fome entre uma refeição e outra, faça pequenos lanches com castanhas, frutas frescas ou secas.

Você pode também encontrar alternativas que facilitem o preparo e consumo diário, como por exemplo manter o mesmo cardápio para o almoço e jantar. Só lembre de guardar adequadamente as preparações entre as refeições. Após o preparo, já armazene os alimentos que servirão para futuras refeições na geladeira, congelador ou freezer. Não espere o alimento esfriar.

Passo 3: preferência para os alimentos integrais em sua forma mais natural

Os alimentos como arroz, aveia, milho, batata, abóbora, mandioca e pão são importantes fontes de energia e, por isso, devem ser os principais ingredientes das refeições dos idosos. Melhor ainda se forem consumidos nas formas integrais.

Eles possuem carboidratos, fibras, vitaminas e minerais, especialmente os cereais integrais. A principal vantagem é que esses alimentos são versáteis e possuem preparo e cozimento rápidos. Além disso, quando combinados com o feijão ou outra leguminosa, eles são uma excelente fonte de proteína de qualidade.

Passo 4: frutas, verduras e legumes em todas as refeições

Frutas, legumes e verduras são ricos em vitaminas, minerais e fibras. Por esse motivo, eles devem estar presentes diariamente na alimentação do idoso. O consumo desses alimentos contribui para diminuir o risco de várias doenças, além de colaborar para o funcionamento adequado do intestino.

Uma dica é preferir hortaliças e frutas da estação, pois é nesse período que elas estão mais nutritivas e baratas. Alimentos que tenham maior durabilidade também são boas escolhas, sendo que vegetais congelados podem ser uma boa opção neste momento uma vez que as suas propriedades nutricionais são mantidas.

Alguns exemplos de frutas com maior durabilidade são: maçã, pera, melancia e melão se inteiros, manga, abacate, goiaba, mexerica/tangerina, laranja e limão. Outros alimentos com maior durabilidade são: cebola e alho, batata, batata-doce, inhame, abóbora, acelga, beterraba, rabanete, cenoura, tomate, chuchu, repolho, berinjela e couve-flor.

Quanto mais variada e colorida for a alimentação do idoso, mais equilibrada e saborosa ela será. Para saber mais sobre formas de armazenamento, composição, pré-preparo, preparo e receitas, acesse: Na cozinha com frutas, legumes e verduras, também produzido pelo Ministério da Saúde.

Passo 5: Arroz e feijão no almoço e jantar!

Além de saudável, essa dupla é imbatível. A combinação mais brasileira de todas é completa, nutritiva e a base de uma alimentação saudável também para os idosos. Use a criatividade para explorar as variedades de feijões disponíveis (preto, manteiga, carioquinha, verde, de corda, branco). Use ainda outros tipos de leguminosas, como soja, grão-de-bico, ervilha, lentilha ou fava.

Para facilitar, prepare porções maiores para serem consumidas ao longo da semana. O arroz pode ser guardado na geladeira para ser consumido em até 3 dias ou ser congelado por mais tempo. Da mesma forma, o feijão pode ser guardado em geladeira por 3 dias e ser congelado por até 30 dias.

Passo 6: carnes, aves, peixes, ovos, leite e derivados em pelo menos uma refeição

Leite e derivados são ricos em cálcio, que ajuda no fortalecimento dos ossos dos idosos. Já as carnes, as aves, os peixes e os ovos são ricos em proteínas e minerais. Dando destaque para os ovos pela boa durabilidade e elevado teor nutricional.

Também para facilitar, as carnes cozidas podem ser preparadas em quantidades maiores para serem consumidas em até 3 dias, se adequadamente refrigeradas em geladeira. Quando frescos, o peixe e a carne devem ser utilizados em, no máximo, 2 a 3 dias.

Passo 7: Consuma com moderação óleo, gordura, sal e açúcar

Utilize esses ingredientes com moderação em suas receitas, que deve ter como base alimentos in natura ou minimamente processados. Opte também por preparações que levem pouco açúcar.

O consumo excessivo de sal e de açúcar pode agravar condições crônicas, como hipertensão, problemas cardiovasculares e diabetes, além de comprometer a saúde e o bem-estar. Vale lembrar que o agravamento dessas doenças se torna ainda mais crítico no contexto da pandemia.

Para reduzir a quantidade de óleo e sal, por exemplo, invista em temperos naturais, como cebola, alho, louro, salsinha, cebolinha, pimenta, coentro e outros a gosto da família. Uma dica para acrescentar ainda mais sabor e aroma à preparação é fazer combinações com outros alimentos na hora de cozinhar. Um bom exemplo é incluir cenoura ao molho do feijão.

Passo 8: Cuidado com a hidratação!

Além de ter grande importância para o funcionamento do corpo, a hidratação é fundamental para a manutenção da saúde e recuperação, em caso de doença. Portanto, fique atento ao consumo diário de água dos idosos, principalmente em dias quentes.

Não vale substituir por refrescos, refrigerantes, bebidas lácteas e bebidas açucaradas de forma geral. É água mesmo! A recomendação é de que ela seja tratada, filtrada ou fervida. Quer uma dica para aumentar a ingestão de água da melhor idade? Experimente aromatizar com hortelã ou frutas, como rodelas e cascas de laranja ou limão.

Passo 9: Diga não aos ultraprocessados

Já citamos anteriormente, mas é importante reforçar: produtos ultraprocessados possuem baixo valor nutricional, além de serem fontes de calorias excessivas. Isso se deve às quantidades elevadas de açúcar, gordura e sal, que contribuem para o ganho excessivo de peso e agravamento de diferentes condições crônicas, como diabetes e hipertensão, que podem estar presentes na vida do idoso.

Biscoitos recheados, guloseimas, salgadinhos, refrigerantes, sucos industrializados, sopa prontas e macarrão instantâneo, tempero pronto, embutidos e refeições congeladas devem ser evitados ou consumidos apenas ocasionalmente pelos idosos. Prefira frutas, castanhas, iogurte, pão, bolo e biscoitos caseiros para os lanches.

Passo 10: Fique atento aos rótulos e embalagens

São a partir dos rótulos que os consumidores podem se informar em relação à composição dos alimentos. É por meio deles que descobrimos se um alimento tem excesso de gordura, açúcar e sódio. Leia sempre a lista de ingredientes para identificar os ultra processados, que devem ter seu consumo evitado.

Saúde Brasil

Variando a Alimentação do Idoso

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Variar a alimentação conforme a idade é fundamental para manter o corpo forte e saudável, por isso a alimentação do idoso deve ter:

  • Vegetais, frutas e cereais integrais: são uma boa forte de fibra, útil para a prisão de ventre, doenças cardiovasculares e diabetes.
  • Leite e seus derivados: têm cálcio e vitamina D, que fortalecem ossos e articulações, bem como proteínas, potássio e vitamina B12.
  • Carnes: preferencialmente magra, são boas fontes de proteínas e de ferro, assim como os ovos.
  • Pão: enriquecidos com fibras, cereais, evitando-se o pão branco, podendo acompanhar as refeições assim como o arroz e o feijão.
  • Leguminosas: como feijão e lentilhas, possuem um alto teor de fibras sem colesterol e são ricos em proteínas.
  • Água: de 6 a 8 copos por dia, seja em forma de sopa, suco ou chás. Deve-se beber mesmo sem sentir sede.
  • Outras dicas valiosas são: não comer sozinho, comer de 3 em 3 horas e adicionar temperos diferentes à comida para variar o paladar. Ao longo da vida acontecem muitas mudanças no organismo e elas devem ser acompanhadas de hábitos alimentares corretos para evitar doenças.

Tatiana Zanin -Nutricionista

Nutrição

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É um processo biológico em que os organismos (animais, fungos, vegetais e micro-organismos), utilizando-se de alimentos, assimilam nutrientes para a realização de suas funções vitais.

Devido sua importância à sobrevivência de qualquer ser vivo, a nutrição faz parte do aprendizado durante grande parte do período de estudo básico e em nível secundário, assim como em muitos cursos de nível de graduação e pós-graduação, em áreas como medicinaenfermagembiomedicinafarmáciabiologiaagronomiazootecnia e nutrição entre outras.

No domínio da saúde e medicina (e também veterinária), farmácia, a nutrição é o estudo das relações entre os alimentos ingeridos e doença ou o bem-estar do homem e dos animais.Nutrição humana:Estudo dos costumes alimentares.

nutrição pode ser feita oralmente, ou seja, pela maneira natural do processo de alimentação, ou por um modo especial. No modo especial temos a nutrição enteral e a nutrição parenteral. A primeira ocorre quando o alimento é colocado diretamente em uma área do tubo digestivo (geralmente o estômago ou o jejuno) através de sondas que podem entrar pela narina, boca ou por um orifício feito por cirurgia diretamente no abdômen do paciente, juntamente com outro orifício gastro-intestinal usado no processo digestivo. A nutrição parenteral é a ‘que é feita quando o paciente é alimentado com preparados para administração diretamente na veia, não passando pelo tubo digestivo (como o soro nas veias, quando se está impossibilitado de ingerir alimentos via oral).

A boa nutrição depende de uma dieta regular e equilibrada – ou seja, é preciso fornecer às células do corpo não só a quantidade como também a variedade adequada de nutrientes importantes para seu bom funcionamento.

IDOSO – TEM 60 ANOS OU MAIS?

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Direitos dos idosos que você talvez não conheça

Isenção do IPTU

Os desdobramentos do Estatuto do Idoso – Lei Federal n. 10.741/2003 vêm garantindo várias outras isenções tributárias, tais como do Imposto Territorial Urbano (IPTU). A isenção varia dependendo do município. A norma vale para pessoas com idade acima de 60 anos, proprietárias de um só imóvel, aposentadas e com renda de até dois salários mínimos. O primeiro passo é procurar a Secretaria da Fazenda ou Agência da Receita Federal onde serão fornecidos todos os dados do idoso que está pedindo a isenção. Algumas cidades do Brasil já possuem a isenção, como a capital paulista, Sena Madureira, no Acre, Petrópolis, no Rio de Janeiro, e o Distrito Federal. Em Belo Horizonte, Minas Gerais, tramita projeto de lei (PL 90/17) que concede isenção fiscal do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a imóvel exclusivamente residencial com valor máximo de R$ 300 mil pertencente a pessoas acima de 60 anos.

Pensão alimentícia

O dever de pagar alimentos não é exclusivo dos pais. A obrigatoriedade de o filho pagar pensão para seu ascendente também é prevista legalmente. De acordo com o artigo 12 do Estatuto do Idoso, aqueles que não tiverem condições de se sustentar têm direito a receber pensão e a escolher de qual dos filhos vai receber. O não pagamento pode resultar na prisão do inadimplente. O Código Civil e a Constituição apoiam essa medida. Caso os filhos não tenham condições financeiras de pagar, o idoso pode pleitear o benefício assistencial, cujo valor é de um salário mínimo mensal ao cidadão com mais de 65 anos que não possui renda suficiente para manter a si mesmo e à sua família, conforme os critérios definidos na legislação.

Assistência à saúde

O Poder Público deve fornecer gratuitamente medicamentos aos idosos, especialmente em relação àqueles de uso continuado, como próteses. Os idosos também têm atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda que o Estatuto do Idoso vede a discriminação por parte dos planos de saúde, no tocante à cobrança de valores diferenciados em razão da idade, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entende que o ajuste proporcional de preços à idade do segurado está ligado à expectativa de aumento na procura por serviços médicos e hospitalares por parte dos idosos. O que não se pode fazer, de acordo com a Corte, é tornar o valor da mensalidade tão elevado de modo a inviabilizar a aquisição do plano pelo idoso.

Medicamentos gratuitos

O artigo 15º do Estatuto do Idoso determina que cabe ao “poder público fornecer aos idosos, gratuitamente, medicamentos, especialmente os de uso continuado, assim como próteses, órteses e outros recursos relativos ao tratamento, habilitação ou reabilitação” de sua saúde. Para ter acesso aos medicamentos do programa Farmácia Popular, tanto na rede própria quanto nas farmácias privadas conveniadas ao programa, segundo o Ministério da Saúde, é preciso apenas apresentar um documento de identidade com foto, CPF e receita médica dentro do prazo de validade.

Justiça

Os idosos também têm prioridade na tramitação de processos judiciais nos quais figure como parte ou interveniente. Para conseguir o benefício, é preciso fazer prova da idade e requerê-lo junto à autoridade judiciária competente.

Em caso de morte, a prioridade se estende ao cônjuge ou companheiro, também com mais de 60 anos.

Transporte público

A gratuidade é assegurada pelo Estatuto do Idoso, mas há especificidades quanto à extensão do benefício nas legislações municipais. Assim, a idade mínima para entrar sem pagar pode variar entre 60 e 65 anos. Isso porque o estatuto estabelece a obrigatoriedade só a partir dos 65 anos e deixa a critério das administrações a decisão sobre incluir ou não os maiores de 60 anos. Vagas exclusivas De acordo com a legislação, 5% das vagas nos estacionamentos públicos e privados devem ser exclusivas a pessoas maiores de 60 anos de idade, sinalizadas e posicionadas de forma a garantir uma maior comodidade. Atendimento preferencial Segundo o estatuto, “é garantido ao idoso o atendimento preferencial e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviço à população”. Este direito é também assegurado pela Lei 10.048/00 e pelo Decreto 5.296/04, que a regulamentou.

Meia-entrada

O estatuto estabelece que maiores de 60 anos de idade têm “pelo menos 50% de desconto no pagamento de atividades culturais, de lazer, artísticas e esportivas”. As regras variam em cada município, mas, em geral, só é preciso apresentar o documento de identidade.

O VENDEDOR DE SONHOS

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 O longa conta a história de Júlio César (Dan Stulbach), um renomado psicólogo, desgostoso da vida. Prestes a adotar uma medida extremamente radical, ele é interceptado pelo “Mestre” (o uruguaio César Troncoso, de O Banheiro do Papa), um mendigo – ou louco – que apresenta um outro ponto de vista ao personagem em desespero. Mas o mentor também tem seus segredos, um passado que é revelado ao mesmo tempo que os dois estabelecem uma peculiar relação de amizade.

É o pano de fundo para que o roteiro destile um sem número de teorias, frases de impacto, pequenas pílulas de “sabedoria”, “pérolas” do tipo: “O segredo do sucesso é conquistar aquilo que a gente não pode comprar”. Mentira? Não. Mas, convenhamos, um tanto raso, superficial.

https://www.netflix.com/watch/81242205?trackId=13752289&tctx=0%2C0%2C77ff5a64066967953f0b1b742ff4236892ecfe48%3A897e3e6d09e855d815776f3f0654581900107deb%2C%2C%2C

Graça e Perdão

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“Graça e Perdão” O filme Graça e perdão é uma história verídica, sobre um crime bárbaro, que ocorreu na tranqüila e pequena comunidade Amish de Nickel Mines, na Pensilvânia, EUA. Amish é um grupo religioso, que em nome de uma comunhão com Deus, prefere viver afastado do restante da sociedade. Eles possuem costumes conservadores, não têm eletricidade, se locomovem em carroças tracionadas por cavalos e fazem uso de lampiões como luz. Não gostam de serem fotografados porque segundo a Bíblia, um cristão não deve manter sua própria imagem gravada. Inicialmente o filme mostra a vida nesta comunidade com muita harmonia, alegria e paz. O culto religioso é realizado voltado a Deus, sem a presença de altar. Eles pregam que é necessário viver na simplicidade, longe das distrações do mundo, para que possam chegar ao céu. Durante os cultos e refeições, homens e mulheres sentam-se em lados separados. 

Minha casa rosa

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MINHA CASA ROSA
BALAKER, Courtney Moorehead. 2017. Little Pink House. EUA: \u200bKorchula
Productions.
Trata-se de uma produção cinematográfica com viés biográfico cujo objetivo é
narrar à história da paramédica Susette Kelo, que ao ter a sua casa ameaçada por um projeto do Poder Público subordinando-se a iniciativa privada, se une a vizinhança local para tentar legalmente proteger a sua moradia, tornando-se uma liderança comunitária para aquele bairro da pequena cidade onde morava.
O filme conta a história de Susette, mulher que para superar o divórcio adquire
um pequeno imóvel com vista para o rio e faz desse local o seu lar. Uma iniciativa privada, com o apoio do poder público da cidade, inicia um projeto de urbanização no bairro para valorizá-lo, com a proposta de movimentar a economia da pequena cidade onde ela reside e impulsionar o turismo, com isso promover arrecadações tributárias que, teoricamente, trariam benefícios para a população em geral. Porém, para este projeto ser efetivado precisará da remoção de todos moradores do bairro e da demolição de suas residências. Se recusando a vender a sua casa, Susette acaba tornando-se uma espécie de líder comunitária encabeçando um processo contra a cidade para proteger seu direito a propriedade, e simultaneamente o dos demais moradores da vizinhança.
O filme se propõe a mostrar de forma simples e objetiva a luta da protagonista e
dos residentes do bairro contra o sistema que quer tirá-los de suas casas. Demonstra ainda a fé de pessoas humildes e esperança com relação à proteção de seus lares. Por isso, é possível identificar a proposta dos produtores e do próprio elenco em ser fiel a história real, passando para o público a ideia do desequilíbrio processual na batalha judicial entre os moradores da cidade e a iniciativa privada, principalmente porque esta última conta com apoio do Estado.
Cabe refletir no caso em tela sobre a responsabilidade dos governantes em
garantir os direitos da população respeitando os limites entre o bem coletivo e o direito à propriedade, pensando até onde a garantia do benefício comum pode ultrapassar o direito individual e como o judiciário se comporta diante de demandas nessa seara.
Por fim, é possível perceber a importância da história narrada, pois apresenta a
força dos personagens, em destaque à protagonista, indicando que mesmo perdendo a
batalha judicial, a iniciativa deles de requerer os seus direitos e demonstrar a
insatisfação diante daquela situação levantou questões nas perspectivas de defesa dos direitos individuais perante os públicos, que repercutiu internacionalmente, a ponto de 
merecer um filme a respeito.
O filme conta a história de Susette, mulher que para superar o divórcio adquire
um pequeno imóvel com vista para o rio e faz desse local o seu lar.

O Milagre na Cela 7

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O Milagre na Cela 7 é uma obra que se revela como uma linda reflexão sobre o perdão, a bondade e empatia existente nas pessoas. Em tempos difíceis como o que vivemos, filmes como esse servem para aquecer nossos corações e quem sabe nos dar um pouco de esperança. Milagres acontecem, né?

A história entre pai e filha buscando novamente a união é o fio condutor dessa linda história, a cena na qual os presos contam para a garotinha que “estão doentes” e revelam “suas doenças” é um exemplo das várias metáforas religiosas que o longa possui. Redenção, amor ao próximo, pecados são abordados de modo sutil e comovente. As atuações são soberbas da maior parte do elenco. O destaque são o pai vivido pelo excelente ator turco Aras Bulut Iynemli (The Pit) a construção de seu personagem nos comove e encanta e a adorável filha vivida por Nisa Sofiya Aksongur (Lodging) que irá arrancar muitas lágrimas com sua atuação. A química entre os dois atores é bastante genuína e muito linda de se ver.

https://www.netflix.com/watch/81239779?trackId=13752289&tctx=0%2C0%2C55c31f5233f2a820e4603264af6bf73a35ebc912%3Ac3315ffec5a1d9ba819e9682b96a8206bc623057%2C%2C%2C

Estatuto do Idoso

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No Brasil, o Estatuto do Idoso é um estatuto no qual são estabelecidos os direitos dos idosos e são previstas punições a quem os violarem, dando aos idosos uma maior qualidade de vida. Por essa lei em vigor os filhos maiores de 18 anos são responsáveis pelo bem estar e saúde dos pais idosos.

Quais os direitos do idoso no Estatuto do Idoso?

3º do Estatuto do Idoso afirma que “é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência

No link abaixo você acessa o Estatuto do Idoso:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm

ESCLARECIMENTOS COMUNS – CURATELA E TDA

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1) É NECESSÁRIA A CURATELA OU TDA PARA RECEBIMENTO DE BENEFÍCIO ASSISTENCIAL OU PREVIDENCÁRIO?

Apesar de a prática administrativa costumeiramente fazer essa exigência, a Lei de Benefícios da Previdência Social proíbe expressamente a requisição de curatela para a concessão de benefícios assistenciais ou previdenciários do INSS às pessoas com deficiência (art. 110-A da Lei nº 8.213/91, introduzido pelo EPD), pois não se deve presumir a incapacidade jurídica de tais pessoas nem condicionar o reconhecimento da deficiência à obtenção da curatela.

Caso alguém da família entenda que o beneficiário não tem condições de receber e administrar o pagamento, embora possua condições de manifestar sua vontade, deverá ser feita uma procuração para autorizar o recebimento do benefício por outra pessoa (Memorando-Circular n° 09 INSS/DIRBEN da Corregedoria-Geral de Benefícios por Incapacidade do INSS).

Apenas na hipótese de o beneficiário apresentar severo prejuízo em sua capacidade de exprimir vontade – e, portanto, não puder firmar procuração – é que se pode cogitar a necessidade do processo de curatela.

Ainda assim, cabe destacar que a Lei de Benefícios da Previdência Social autoriza que o benefício devido a pessoa civilmente incapaz seja pago ao cônjuge, pai ou mãe, ainda que tais pessoas não tenham sido formalmente constituídas como curadores (art. 110 da Lei nº 8.213/91).

Portanto, conclui-se que somente na hipótese de o interessado apresentar grave prejuízo de discernimento e, além disso, não possuir cônjuge, pai ou mãe para receber o pagamento é que será efetivamente necessário o processo de curatela.

Em se tratando de pessoa que tenha constituído a tomada de decisão apoiada, ela poderá receber o benefício pessoalmente ou constituir procurador, porque a TDA não a torna incapaz para os atos da vida civil. A única exceção será na hipótese de o próprio termo de apoio prever que o recebimento do benefício será feito pelos apoiadores – nesse caso, deverá prevalecer a disposição do termo de tomada de decisão apoiada.

2) O QUE ACONTECE COM O CURADOR OU APOIADOR QUE FALTAR COM SUA FUNÇÃO?

Caso o curador ou apoiador seja negligente, exerça pressão indevida, utilize recursos em benefício próprio ou deixe de cumprir as responsabilidades que lhe foram atribuídas no Termo de Curatela ou Termo de TDA, pode o curatelado/apoiado ou qualquer outra pessoa apresentar denúncia ao Ministério Público ou ao juiz.

Se a denúncia se mostrar procedente, o juiz poderá destituir o curador/apoiador e nomear outra pessoa para exercer o encargo. Além disso, poderá haver a responsabilização civil e/ou criminal, a depender do ato que tenha sido praticado pelo curador/apoiador.

Direitos e deveres do Cuidador Informal

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Direitos dos cuidadores informais

Quanto aos direitos do cuidador informal, devidamente reconhecido, o estatuto elenca os seguintes:

  • Ver reconhecido o seu papel fundamental no desempenho e manutenção do bem-estar da pessoa cuidada;
  • Ser acompanhado e receber formação para o desenvolvimento das suas capacidades e aquisição de competências para a prestação adequada dos cuidados de saúde à pessoa cuidada;
  • Receber informação por parte de profissionais das áreas da saúde e da segurança social;
  • Aceder a informação que, em articulação com os serviços de saúde, esclareçam a pessoa cuidada e o cuidador informal sobre a evolução da doença e todos os apoios a que tem direito;
  • Aceder a informação relativa a boas práticas ao nível da capacitação, acompanhamento e aconselhamento dos cuidadores informais;
  • Usufruir de apoio psicológico dos serviços de saúde, sempre que necessário, e mesmo após a morte da pessoa cuidada;
  • Beneficiar de períodos de descanso que visem o seu bem-estar e equilíbrio emocional;
  • Beneficiar do subsídio de apoio ao cuidador informal principal, nos termos previstos neste Estatuto;
  • Conciliar a prestação de cuidados com a vida profissional, no caso de cuidador informal não principal;
  • Beneficiar do regime de trabalhador-estudante, quando frequente um estabelecimento de ensino;
  • Ser ouvido no âmbito da definição de políticas públicas dirigidas aos cuidadores informais.

Deveres do cuidador informal

  • Atender e respeitar os seus interesses e direitos;
  • Prestar apoio e cuidados à pessoa cuidada, em articulação e com orientação de profissionais da área da saúde e solicitar apoio no âmbito social, sempre que necessário;
  • Garantir o acompanhamento necessário ao bem-estar global da pessoa cuidada;
  • Contribuir para a melhoria da sua qualidade de vida, intervindo no desenvolvimento da sua capacidade funcional máxima e visando a sua autonomia;
  • Promover a satisfação das necessidades básicas e instrumentais da vida diária, incluindo zelar pelo cumprimento do esquema terapêutico prescrito pela equipa de saúde que acompanha a pessoa cuidada;
  • Desenvolver estratégias para promover a sua autonomia e independência assim como como fomentar a comunicação e a socialização, de forma a manter o interesse da pessoa cuidada;
  • Potenciar as condições para o fortalecimento das suas relações familiares;
  • Promover um ambiente seguro, confortável e tranquilo, incentivando períodos de repouso diário e de lazer da pessoa cuidada;
  • Assegurar as suas condições de higiene, incluindo a higiene da casa;
  • Assegurar, à pessoa cuidada, uma alimentação e hidratação adequadas.

O Estatuto determina que o cuidador informal deve, ainda:

  • Comunicar à equipa de saúde as alterações verificadas no estado de saúde da pessoa cuidada, bem como as necessidades que, sendo satisfeitas, contribuam para a melhoria da qualidade de vida e recuperação do seu estado de saúde;
  • Participar nas ações de capacitação e formação que lhe forem destinadas;
  • Informar, no prazo de 10 dias úteis, os competentes serviços da segurança social de qualquer alteração à situação que determinou o seu reconhecimento como cuidador informal.
  • Fonte: https://www.cgd.pt/Site/Saldo-Positivo/protecao/Pages/novo-estatuto-do-cuidador-informal.aspx

Cuidador Informal

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É considerado cuidador informal um familiar que preste assistência, de forma permanente ou não, a um membro da família que se encontre numa situação de dependência de cuidados básicos por motivos de incapacidade ou de deficiência. 

Em termos legais, existem dois tipos de cuidadores informais:

  1. Cuidador informal principal: O cônjuge ou unido de facto, parente ou afim até ao 4º grau da linha reta ou da linha colateral da pessoa cuidada, que cuida e acompanha de forma permanente. Este cuidador deve viver na mesma habitação que a pessoa cuidada e não deve auferir qualquer tipo de remuneração relativa a uma atividade profissional ou pelos cuidados que presta a essa pessoa.
  2. Cuidador informal não principal: O cônjuge ou unido de facto, parente ou afim até ao 4º grau da linha reta ou da linha colateral da pessoa cuidada, que acompanha e cuida de forma regular, mas não permanente. Este cuidador pode ou não ter remunerações relativas à atividade profissional ou pelos cuidados que presta a essa pessoa. É também considerado cuidador informal não principal o cuidador que beneficie de subsídio de desemprego.

A quem se aplica o estatuto de pessoa cuidada?

Legalmente, considera-se pessoa cuidada quem necessite de cuidados permanentes, de forma transitória ou não, por estar numa situação de dependência.

Para além disso a pessoa tem que ser titular de uma das seguintes prestações sociais:

  • Complemento por dependência de 2º grau;
  • Subsídio por assistência de terceira pessoa;
  • Complemento por dependência de 1º grau, mediante avaliação dos Serviços de Verificação de Incapacidades do Instituto da Segurança Social.
  • Complementos por dependência de 1º e 2º grau e o subsídio por assistência de terceira pessoa atribuídos pela Caixa Geral de Aposentações.

Nota: Pode encontrar estas definições na Lei nº100/2019, Capítulo I, artigo nº 2 e nº 3 do Estatuto do Cuidador Informal.

Fonte: https://www.doutorfinancas.pt/vida-e-familia/e-cuidador-informalconheca-os-seus-direitos/

Cuidados /Cuidadores

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O ato de cuidar é uma ação humana mobilizadora, que, no fundo, se traduz no respeitar o
sofrimento, os princípios, os valores e a dignidade doente, enquanto pessoa singular,
proporcionando-lhe melhor qualidade de vida e, simultaneamente, procurando ter qualidade de vida enquanto cuidador.

Cuidar é de todos e para todos, “… na teia complexa de interações sociais, as coisas se equiparam, e todos têm algo em especial a contribuir; a
dependência se resolverá na interdependência.” (Durkheim, cit in Sennet, 2004:148 in
Saraiva, 2011).
Para Ricarte (2009) cuidar é um conceito complexo e multidisciplinar que engloba múltiplas vertentes: relacional, afetiva, ética, sociocultural, terapêutica e técnica. O cuidar é muitas vezes inesperado, quase sempre indesejado e tanto mais difícil quanto menores os recursos.
Mas o cuidar acaba por assumir preponderância esmagadora nessas relações quando sobrevém uma doença grave (Pereira e Mateos, 2006).
A prestação de cuidados é uma atividade complexa e é um componente intrínseco das
relações interpessoais. O cuidador é aquele que assume responsabilidades diretamente
antecipadas sobre um recetor de cuidados incapazes de assumir muitas obrigações próprias das relações interpessoais (Pereira e Mateos, 2006).
O cuidador é aquele que oferece suporte físico e psicológico, além de fornecer ajuda prática, quando necessária (Lemos, Gazzola e Ramos, 2006, in Cassalles, Schroeder, 2012). No entendimento de Borghi et al. (2011), o cuidador é a pessoa que oferece assistência para suprir a incapacidade funcional, temporária ou definitiva (Cassales e Schroeder, 2012).

Características do Cuidador Informal

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Levantamentos e pesquisas efetuados em vários países permitem reconhecer a importância dos cuidadores. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de dois milhões e duzentos mil membros de famílias e amigos provêm cuidados e tratamentos para mais de um milhão e trezentos mil enfermos ou debilitados. Cerca de dois terços dos cuidadores são mulheres. Aproximadamente, três quartos desses doentes recebem cuidados ou tratamentos por intermédio de membros da família e vivem com as próprias famílias. Embora a atividade empregatícia dos cuidadores tenha provado não reduzir o cuidado dedicado ao paciente, existe um certo impacto na qualidade desse cuidado e/ou tratamento. Esse impacto é relativo ao número de horas disponíveis para esta atividade. Pesquisas indicam que, em média, o cuidador trabalha de 4 a 8 horas/dia. Para muitos, a atividade de prover cuidados estende-se de um até quatro anos, mas com o aumento da expectativa de vida nos Estados Unidos e no Brasil, pode-se esperar um aumento no número de anos dedicados a esta atividade.

Isenção de Imposto de Renda para Portadores de Doenças Graves

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Milhões de brasileiros com doenças graves, degenerativas desconhecem que podem ter benefícios e isenções de impostos que ajudam e amenizar o sofrimento. Nesse artigo falaremos sobre a Isenção de IR para portadores de doenças graves.

Para que a isenção ocorra é necessário que sejam preenchidos dois requisitos, quais sejam:

1- O rendimento ser relativo a aposentadoria, pensão ou reserva/reforma (militares), previdência complementar, fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) ou Programa Gerador de Benefício Livre (PGBL), valores recebidos a título de pensão em cumprimento de acordo ou decisão judicial, ou ainda por escritura pública, inclusive a prestação de alimentos provisionais recebidos por portadores de moléstia grave. Também são isentos os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional.

2- As doenças consideradas graves, no entanto, estão estabelecidas em lei.

São elas:

  • Espondiloartrose anquilosante;
  • Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
  • Tuberculose ativa;
  • Hanseníase;
  • Alienação mental (definida como doença psíquica que ocorra deterioração cognitiva de caráter transitório ou permanente, tornando o indivíduo incapaz para gerir sua vida;
  • Esclerose múltipla;
  • Cegueira;
  • Paralisia irreversível e incapacitante;
  • Cardiopatia grave;
  • Doença de Parkinson;
  • Nefropatia grave;
  • Síndrome da deficiência imunológica adquirida – AIDS;
  • Contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada;
  • Hepatopatia grave;
  • Fibrose cística (mucoviscidose).

Essas doenças devem ser comprovadas através de relatórios médicos e exames.

Não obstante a previsão legal de quais doenças são consideradas graves, os pacientes portadores de outras patologias incapacitantes podem pleitear os mesmos benefícios conferidos aos portadores de doenças consideradas legalmente graves, tendo em vista o reconhecimento do princípio de igualdade de direitos, mas é provável que tenham que ajuizar uma ação para ter o seu direito reconhecido.

O que devo fazer para ter a isenção?

Caso o contribuinte preencha os requisitos acima informados deverá procurar o serviço médico oficial da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para que seja emitido laudo pericial que comprove a doença. Se na fonte pagadora houver serviço médico oficial, o laudo deverá ser feito por tal órgão para que a o imposto já deixe de ser retido na fonte.

Janine Delgado

Advogada, especialista em Direito Aplicado aos Serviços da Saúde, pós-graduanda em Direito Processual Civil, Mediadora Extrajudicial, Ex-presidente da Comissão de Direito e Defesa do Consumidor da OAB/MS – triênio 2016/2018, Presidente da Comissão da Jovem Advocacia da OAB/MS triênio 2016/2018 e Palestrante convidada da ESA/MS

Tomada de Decisão Apoiada e Curatela

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Tomada de Decisão Apoiada e Curatela

A tomada de decisão apoiada não se confunde com a curatela.

A tomada de decisão apoiada foi introduzida ao Código Civil no artigo 1783-A, pela Lei n° 13.146/2015, Estatuto da Pessoa com Deficiência. É um elemento do direito criado para garantir apoio à pessoa com deficiência em suas decisões sobre atos da vida civil e assim ter os dados e informações necessários para o pleno exercício de seus direitos.

Ocorre através de processo judicial, no qual a própria pessoa com deficiência indica os apoiadores de sua confiança a serem nomeados pelo juiz. Do processo participam, além da parte interessada e das duas pessoas apoiadoras, o juiz, que é assistido por uma equipe multidisciplinar, e o Ministério Público.

Os indicadas como apoiadoras devem ter ligação e possuir a confiança da pessoa com deficiência. Devem esclarecer as dúvidas e fornecer todas as informações necessárias para dirimi-las sobre o ato da vida civil em questão, de maneira que a pessoa com deficiência possa ter respeitada sua vontade e, sobretudo, seus interesses e ou direitos.

Tudo pode ser definido pela pessoa com deficiência, sua família, o juiz e a equipe multidisciplinar, inclusive seus tratamentos futuros, em caso de agravamento de suas condições.

A curatela, também é realizada por processo judicial no qual o juiz, auxiliado por uma equipe multiprofissional, analisa as necessidades de uma pessoa adulta (com 18 anos ou mais) para o exercício de sua civil.

Como regra, a curatela será restrita aos atos relacionados aos direitos de natureza patrimonial e negocial, não atingindo o direito ao próprio corpo, à sexualidade, ao matrimônio, à privacidade, à educação, à saúde, ao trabalho e ao voto.

É importante que de acordo com o grau de deficiência a curatela poderá ter diferentes extensões. Em alguns casos, o grau de comprometimento da pessoa, em decorrência da deficiência, poderá afetar sua capacidade de expressão da própria vontade.

É para essas hipóteses em que há comprometimento da capacidade plena que a curatela se presta. Cabe ressaltar a excepcionalidade da medida, que só poderá ser utilizada em casos não alcançados pelo instituto da tomada de decisão apoiada.

Necessário estarmos que o Estatuto da Pessoa com Deficiência alterou o artigo 1.767, rol de pessoas sujeitas a Curatela do Código Civil, de modo a incidir nas pessoas que, por causa transitória ou permanente, não possam exprimir a sua vontade.

O importante é que cada caso possui suas peculiaridades e precisa ser analisado de modo individual. Também que as providências para o processos de Tomada de Decisão Apoiada ou Curatela sejam tomadas para evitar futuros problemas de ordem patrimonial e até mesmo de personalidade civil.

Janine Delgado

Advogada, especialista em Direito Aplicado aos Serviços da Saúde, pós-graduanda em Direito Processual Civil, Mediadora Extrajudicial, Ex-presidente da Comissão de Direito e Defesa do Consumidor da OAB/MS – triênio 2016/2018, Presidente da Comissão da Jovem Advocacia da OAB/MS triênio 2016/2018 e Palestrante convidada da ESA/MS

Deveres do Curador na interdição

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A interdição, de acordo com o art. 747 do Código de Processo Civil, pode ser promovida pelo cônjuge ou companheiro, pelos parentes ou tutores, pelo representante da entidade em que estiver abrigado o interditando, e por fim, pelo Ministério Público.

Promovido o processo de interdição, será nomeado pelo Juiz, como curador, pessoa idônea, que será, preferencialmente, o cônjuge ou companheiro, um dos ascendentes, o descendente que for mais apto, e na falta destes, o Juiz nomeará terceira pessoa, conforme determina o art. 1.775 do Código Civil. 

Assim, decretada a interdição e nomeado curador, será fixado pelo Juiz os limites da curatela, de acordo com o estado e o desenvolvimento mental do interditado.

Relativamente aos atos praticados no exercício da curatela, independente de autorização judicial, poderá o curador representar o curatelado nos atos da vida civil, receber rendas, pensões e quantias a ele devidas, além de cuidar das despesas de subsistência, administração, conservação e melhoria de seus bens. 

Já, no que concerne aos demais atos, como pagar dívidas, aceitar heranças, legados ou doações, transigir, vender-lhes os bens móveis ou imóveis, necessitará o curador, de autorização judicial. 

Em relação ao dinheiro do curatelado, não poderá o curador ter em seu poder valor além do necessário para as despesas básicas e para o sustento deste, que usualmente é proveniente das rendas de benefícios previdenciários ou salário. Quanto as contas bancárias e ativos financeiros do curatelado, poderá o curador ter acesso mediante autorização judicial prévia.

Por fim, deverá o curador, apresentar balanços anuais e prestar contas a cada dois anos, sendo dispensado da prestação de contas somente o curador que for cônjuge casado com o curatelado sob o regime da comunhão universal de bens, salvo seja determinado pelo juiz que preste contas.

Por: Dra. Maria Eduarda Mossmann – OAB/RS 115.953

O PAPEL DO CURADOR

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Caso se comprove no processo judicial que o interessado realmente não possui condições de gerir determinados atos com independência, nomeia-se um curador para assistir essa pessoa nos atos jurídicos que venha a praticar.

Como visto, o curador deve garantir que os direitos, vontades e preferências do curatelado sejam realizados por meio de auxílio na tomada de decisões e administração de seus bens, pensão ou aposentadoria (caso possua).

Mesmo que exerça o encargo provisoriamente, o curador deverá prestar contas dos gastos feitos. Isso se justifica pela atenção que se dá à administração do patrimônio do curatelado, possibilitando o controle e prevenção de possíveis abusos cometidos com o patrimônio do incapaz, conforme o Estatuto (§ 4º do art. 84 do EPD).

No mais, aplicam-se as regras do exercício da tutela (art. 1.781 c.c arts. 1.740 a 1.762 do Código Civil), respeitando a potencialidade do curatelado e os limites estipulados no termo de curatela, fixados a partir da análise do caso concreto.

4) QUAL A ABRANGÊNCIA DA CURATELA SOBRE O CURATELADO?

Segundo a legislação atual, a curatela deverá ser “proporcional às necessidades e às circunstâncias de cada caso, e durará o menor tempo possível” (§ 3º do art. 84 do EPD).

Assim, devem ser levadas em conta as circunstâncias de cada caso concreto, sendo que o juiz determinará, com apoio de equipe multidisciplinar (§ 1º do art. 753 do CPC), quais as limitações observadas na pessoa a ser colocada sob curatela.

Cumpre destacar que, em regra, a curatela deve afetar apenas aspectos patrimoniais e negociais. Ou seja, o curatelado deve manter controle sobre os aspectos existenciais da sua vida, a exemplo do “direito ao próprio corpo, à sexualidade, ao matrimônio, à privacidade, à educação, à saúde, ao trabalho e ao voto” (art. 85 do EPD).

É importante ressaltar que a curatela não transfere a propriedade dos bens do curatelado para o curador.

5) QUEM PODE SER CURATELADO?

Como respondido acima, o rol de relativamente incapazes foi alterado. Considerando o rol atual, pode ser pedida a curatela em três situações (não cabe curatela para menores de 18 anos): II – os ébrios habituais e os viciados em tóxico; III – aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; IV – os pródigos (art. 1.767 do Código Civil).

Em todas essas hipóteses, cabe ao juízo decidir sobre a real necessidade da curatela no caso concreto.

6) QUEM PODE PEDIR A CURATELA?

A curatela pode ser solicitada pelos parentes ou tutores; pelo cônjuge ou companheiro; pela própria pessoa; pelo representante de entidade onde se encontre abrigada a pessoa; e, subsidiariamente, pelo Ministério Público, se as pessoas listadas não promoverem a interdição ou se cônjuge ou parentes forem menores e incapazes (art. 747 do Código de Processo Civil).

7) QUEM PODE SER O CURADOR?

Nos termos da lei, o cônjuge ou companheiro será preferencialmente o curador do outro, desde que não estejam separados judicialmente ou de fato. Se não houver cônjuge ou companheiro, dá-se preferência ao pai ou mãe. E, na falta dos genitores, será nomeado curador o descendente mais apto e mais próximo ao curatelado. Na falta das pessoas mencionadas, compete ao juiz a escolha do curador (art. 1.775 do Código Civil). 

Mencione-se que não é necessário o vínculo de parentesco para exercer o encargo de curador. Além disso, a ordem legal de preferência pode ser alterada no caso concreto caso isso seja necessário para atender ao melhor interesse do curatelado.

Ainda, nos casos de pessoa com deficiência, o juiz poderá estabelecer a curatela compartilhada.

MPPR – Ministério Público do Paraná

CURATELA

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A Curatela, que se estabelece por decisão judicial, é uma medida de amparo à pessoa que não tenha condições de reger os atos de sua própria vida civil.

Nesse caso, nomeia-se alguém para exercer o encargo de curador, ou seja, para administrar os bens do curatelado e figurar como seu assistente nos atos da vida civil, com o objetivo de garantir que os direitos do curatelado sejam adequadamente atendidos.

Para autorizar a concessão da curatela é necessário comprovar, no caso concreto, que o interessado efetivamente não possui grau de discernimento suficiente para gerir os atos da vida civil e que há necessidade da medida para a garantia dos seus interesses (isto é, que a pessoa está sofrendo alguma espécie de limitação ou prejuízo devido à falta de apoio por um curador).

Vale mencionar que o curador não deve simplesmente impor sua vontade, mas buscar compreender os anseios e necessidades do curatelado e avaliar os potenciais riscos, benefícios e melhores meios para a concretização de tais interesses.

Logo, a medida não é destinada a beneficiar o curador, e sim a auxiliar a pessoa que não tem condições, temporárias ou definitivas, de exprimir suas vontades e interesses de forma transparente e ponderada.

2) A CURATELA É CABÍVEL EM TODOS OS CASOS DE PESSOA COM DEFICIÊNCIA OU DE PESSOAS IDOSAS?

Não. O mero fato de se tratar de pessoa com deficiência ou idosa é insuficiente para autorizar a curatela. Em quaisquer casos, é preciso demonstrar que a pessoa se encontra efetivamente impedida de manifestar sua vontade.

Quanto a isso, elucidem-se alguns pontos importantes na tratativa do tema pelo nosso ordenamento jurídico. O Código Civil de 2002, em sua redação original, mencionava a deficiência intelectual ou mental como causa suficiente para o reconhecimento da incapacidade relativa. Com a subscrição e recepção da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência como emenda constitucional (por meio do Decreto 6.949/2009), nosso sistema jurídico viu a necessidade de se atualizar na tratativa do tema, vez que estender a todas as pessoas com deficiência intelectual ou mental a condição de incapacidade absoluta ou relativa não faz jus às reais habilidades das pessoas que detêm essa condição.

Além disso, alcançou-se a percepção de que a deficiência não resulta apenas de uma característica própria do indivíduo, mas principalmente da maneira como a sociedade se relaciona com as características peculiares de cada um, frequentemente impondo barreiras que dificultam ou impossibilitam a existência autônoma de determinados sujeitos. Ou seja, a deficiência é uma condição que surge da maneira como ocorre a interação entre um indivíduo dotado de certos impedimentos físicos, sensoriais, mentais ou intelectuais e o meio no qual ele se encontra.

Dessa forma, foi promulgado o Estatuto da Pessoa com Deficiência (EPD – Lei n° 13.146/2015), que alinhou nosso ordenamento ao direito internacional recepcionado.

A partir dessa lei, os únicos sujeitos considerados absolutamente incapazes são os menores de 16 anos.

Quanto à incapacidade relativa, atualmente o Código Civil não faz menção a pessoas com deficiência de qualquer natureza e nem a idosos. Conforme a mudança efetivada, são incapazes para a prática de certos atos ou à maneira de os exercer: I – os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos; II – os ébrios habituais e os viciados em tóxico; III – aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; IV – os pródigos (art. 4º do Código Civil – Lei nº 10.406/2002).

Portanto, a curatela de uma pessoa idosa ou com deficiência só deve ser concedida caso ela se enquadre em alguma das referidas hipóteses, e para comprovar esse enquadramento não basta a indicação da idade ou deficiência.

A curatela é uma medida excepcional, a ser utilizada como último recurso de apoio. A expressão de vontade por parte do indivíduo que se encontra com alguma dificuldade de comunicação ou prejuízo de discernimento deve ser primeiramente tentada por outros meios, como o uso de tecnologias, formas alternativas de comunicação e o recurso a estratégias individuais e sociais (como a constituição de redes de apoio informais, por exemplo) que promovam o pleno desenvolvimento da pessoa.

Superadas as alternativas disponíveis e constatando-se que, mesmo assim, a pessoa encontra grande dificuldade para exercer os atos da vida civil de maneira independente, deve-se avaliar a possibilidade de utilização do instrumento da tomada de decisão apoiada – uma forma de auxílio mais adequada porque preserva maior participação da pessoa afetada nos atos que lhe dizem respeito (confiram-se na seção abaixo as perguntas relativas à tomada de decisão apoiada).

Portanto, a curatela só é indicada nos casos em que realmente não foi possível suprir as necessidades da pessoa por meios informais e nem pela tomada de decisão apoiada.

Ainda assim, ao conceder a curatela o juiz deve avaliar em quais situações o curatelado precisará da assistência do curador, concedendo a medida apenas nos limites estritamente necessários.

MPPR – Ministério Público do Paraná

A interdição Judicial e o Idoso com Demência de Alzheimer

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Para entender a interdição judicial que decorre da demência de Alzheimer, é necessário compreender quais são as consequências jurídicas provocadas pela ação e o que é a Demência de Alzheimer.

                   A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

                   A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

                 Seu nome oficial refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença.

               Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença. As duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

              Estudos recentes demonstram que essas alterações cerebrais já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais. Por isso, quando aparecem as manifestações clínicas que permitem o estabelecimento do diagnóstico, diz-se que teve início a fase demencial da doença. As perdas neuronais não acontecem de maneira homogênea. As áreas comumente mais atingidas são as de células nervosas (neurônios) responsáveis pela memória

e pelas funções executivas que envolvem planejamento e execução de funções complexas. Outras áreas tendem a ser atingidas, posteriormente, ampliando as perdas.

               Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

                 Quando a pessoa começa a apresentar lapsos de memória, confusão mental, e dificuldades motoras que impossibilitam a pessoa de tomar decisão, é a hora de começar a pensar na interdição judicial.

                  A interdição judicial é um instrumento que visa preservar aquele, que por causa transitória ou permanente não consiga mais manifestar a sua vontade e um terceiro fará por ele, é através da ação de interdição que a pessoa é declara incapaz para determinados atos da vida Civil.

                  As famílias demoram muito para tomar a decisão de interditar a pessoa judicialmente, e fazem somente quando a burocracia bate na porta, como por ex: movimentação de contas bancarias, recadastramento no Instituto Nacional de Previdência e outros problemas que podem ser causados caso você não tenha a curatela.

Como a Interdição é proposta?

A interdição judicial é um  processo judicial, para o qual é indispensável a contratação de um advogado para ajuizar a ação, e caso a pessoa não possa arcar com os recursos para arcar com o pagamento dos honorários deste profissional, a família poderá buscar auxilio da assistência jurídica gratuita que é prestada pela defensoria pública, pelos núcleos de pratica jurídica das faculdades e em alguns casos o Ministério Público.

Quem pode fazer o pedido de interdição?

O Código de Processo Civil determina quais são as pessoas que poderão ajuizar a ação de interdição judicial:

    Art. 747 – A interdição pode ser promovida :

I – pelo cônjuge ou companheiro;

II – pelos parentes ou tutores (menores de idade);

III – pelo representante da entidade em que encontra abrigado o interditando;

IV – pelo Ministério Público.

Quem pode ser interditado?

Art. 1.767. Estão sujeitos a curatela:

I – aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015) (Vigência)

III – os ébrios habituais e os viciados em tóxico; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015)

V- Os pródigos

CURATELA COMPARTILHADA

                Existe a figura da Curatela Compartilhada, que significa a nomeação de mais de um curador para cuidar do interditando e seus interesses.

                A Curatela Compartilhada poderá ocorrer, desde que atenda o melhor interesse do interditando.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

                   É obrigação do curador prestar contas do seu exercício da curatela, uma vez que depois de realizados todos os atos do processo é responsável por zelar do interditando e de seus bens.  Quem vai determinar se o curador prestará contas que será dispensado por um determinado período é o juiz, e na sua sentença definitiva estabelecerá periodicidade desta prestação de contas se houver.

         No caso do cônjuge, casado em regime de comunhão universal de bens, não está obrigado a prestar contas, salvo quando tiver determinação judicial.

        A prestação de contas é o ato de apresentar, de forma minuciosa, todos os itens de crédito e débito ou qualquer valor que está sob sua administração, comprovando com documentos.

PROCURAÇÃO X INTERDIÇÃO JUDICIAL

                      Nos casos em que a pessoa foi diagnosticada com Demência de Alzheimer, em que a pessoa já perdeu a capacidade de tomar decisão e de manifestar sua própria vontade, a procuração não é mais possível, pois a lei diz que a mudança de estado que inabilite o mandante de conferir poderes tem o mandato da procuração revogado.

                Já a interdição judicial, é medida necessária quando a pessoa se encontra incapaz para determinados atos para vida civil e que não pode manifestar sua vontade de maneira permanente ou transitória.

                 As pessoas com Demência de Alzheimer, além de terem seus direitos garantidos pela Constituição Federa, tem também muitos outros direitos garantidos em leis especiais, como Estatuto do Idoso ( Lei 10.741/2003):

Dentre esses direitos, é importante destacar os seguintes:

Isenção de Imposto de Renda

Garantia de acréscimo 25% sobre o benefício previdenciário para aqueles idosos que necessitam de ajuda permanente

Prioridade na tramitação judicial

Saque do FGTS

Isenção de IPI na compra de Carro

Fornecimento de medicamento gratuito pelo SUS

Aposentadoria por invalidez

Vidas Roubadas

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Vidas Roubadas
A cada dia um pouquinho, a mente vai sendo corroída, quem cuida vai se esgotando física, psicologicamente... Por mais que vejamos o outro gritar por socorro, não temos como acudi lo, ele está indo e nós estamos ficando em meio a saudade, em meio a sentimentos de culpas :- por que não fiz isto ou aquilo?

De repente sem ao menos percebermos, este sujeito chamado Alzheimer adentra em nosso lar e nos rouba tudo que tínhamos , sem ao menos nos dar uma chance de defesa.

Não temos mais o que reaver, aliás não temos como reaver o que nos foi levado, ele cruelmente se apossou de nossas vidas , se apossou de nosso ente querido nos deixando impassíveis e impotentes, diante de algo ainda desconhecido. 

Não temos pra onde correr, ele não bate na porta, não pede licença, ele se apossa de nossa mente e a partir dali é ele quem comanda. Por mais que peçamos, por mais que falemos, gritamos, é em vão, a mente vai se deteriorando e vamos vendo nosso ente querido partindo na nossa frente.

A cada dia um pouquinho, a mente vai sendo corroída, quem cuida vai se esgotando física, psicologicamente… Por mais que vejamos o outro gritar por socorro, não temos como acudi lo, ele está indo e nós estamos ficando em meio a saudade, em meio a sentimentos de culpas :- por que não fiz isto ou aquilo?

_ Por que tinha que ser desta forma?

– O que está acontecendo?

– Por que não lhe disse que o amava?

Tantos por quês, tantas incógnitas e a cada dia ele se definha e eu me definho com ele, sem, forças, sem rumo, sem saída… Isto, sem saída…

Sem um norte, sem uma solução, sem saber o que fazer com 1 Sujeito chamado Alzheimer que roubou nossa paz, nosso sossego, nossa vida, nosso ente querido…

Esse sujeito que a cada dia nos obriga a nos despedir porque nunca sabemos quando de fato será o óbito que deixará nossas almas flageladas de saudades…

Onde é a porta de saída deste sofrimento diante da incapacidade que nos tornamos?

Cadê o nosso ente querido que todos os dias nos falávamos?

Cadê a nossa família?

Onde é a porta de saída para este sujeito?

Onde é a portas de entrada para que o nosso ente querido permaneça lúcido e curado em nossas vidas?

Perguntas que não cessam, perguntas que não calam respondidas por um vazio imenso chamado: Saudades.

Berna Almeida

“Viver Duas Vezes”

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https://www.netflix.com/watch/80233408?trackId=13752289&tctx=0%2C0%2Ceed808d7c31d41c95de5531c3756d0997e5db585%3A41f0eb2f704aeba79c049383c41279b4d7062dd9%2C%2C%2C

Quando Emilio (Oscar Martínez) é diagnosticado com Alzheimer, ele e sua família resolvem partir em busca do seu amor de infância.

Dirigido com extrema sensibilidade pela espanhola Maria Ripoll, “Viver Duas Vezes” é daqueles filmes que sobrevivem na mente dias após a sessão, apoiado no talento do grande Oscar Martínez, de “O Cidadão Ilustre” e “Relatos Selvagens”, aborda um tema complicado com leveza e muito humor, sem ser superficial, desaguando num oceano de lágrimas ao final.

Emilio é uma pessoa orgulhosa, a reação dele, logo no início, ao ser flagrado tentando pagar pela segunda vez à garçonete, ou a agressividade no trato com a médica, que piora exatamente quando ele, um professor de matemática (de universidade, como ele enfatiza), precisa responder simples questões numéricas, sintetizam a angústia de quem descobre, no crepúsculo da existência, que desperdiçou tempo precioso na busca por reconhecimento intelectual, deixando se apagar a chama do primeiro amor, a doce Margarita.

E AGORA, É ALZHEIMER?

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O momento mais crucial é quando o diagnóstico dá positivo, doença esta que é uma incógnita e nos tira o fôlego.
O que vamos fazer com um sujeito que adentrou nossa casa e roubou nossos pais de nós. Papai não saberá mais quem eu sou, mesmo eu sabendo quem é ele.
Estamos perdidos diante do inevitável, doença sem cura, memórias que se perdem ao longo do tempo, atrofias, retardos, medos, delírios, perdas , percas, danos, sequelas irreversíveis.
Deu positivo e nos negamos a aceitar uma situação que foge ao nosso controle e é complicado quando se trata de alguém que nos é tão íntimos, saímos de seu ventre, fizemos parte desta corrida e a ganhamos para hoje termos que cuidar de alguém que daqui a pouco não lembrará mais de nós.
Precisamos infelizmente ler o diagnóstico, chorar todos os danos, enlouquecer o máximo, mas depois precisamos ver o que será feito com este diagnóstico.
Cadê a família?
Convoque os!!!
É preciso decidir como será, quem vai ficar com quem, quem será o responsável, quem cuidará de quem cuidou de todos.
Nesta situação o sentimentalismo não pode sentar se a mesa, precisamos ser sensatos, há um problema sério a ser resolvido e resolvido com coerência, com equilíbrio.
Que fiquem os que puderem ajudar, os que não puderem agradecemos, mas o ente querido precisa de quem quer ajuda lo.
A partir do momento em que encaramos a situação, por mais difícil que seja, os caminhos se abrem e as soluções aparecem, mesmo que por dentro estejamos dilacerados, mas precisamos ter pulso forte, precisamos cuidar do nosso ente querido, precisamos dar a ele todo o conforto e segurança possível.
Jamais esqueçamos que não existe ex filhos e nem ex pais, quem decidiu ficar ou ir, não perde o cargo, e quem ficou não deve se preocupar com quem foi.
Cumpra amorosamente com a sua missão, um dia você irá entender a razão pela qual você ficou.
Autora: Berna Almeida

QUE SAUDADES DA PROFESSORINHA!

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Hoje relembrei as festinhas do Dia das Mães na escola…
Tínhamos que recitar e ficávamos felizes em ver nossa mãe saltitante em uma das cadeiras, com os olhos marejados, sorriso largo, com a linda e simples homenagem que prestávamos.
Como eramos felizes, a professora não precisa nos pedir duas vezes para que preparássemos tudo com tanta eficácia para podermos recebe la… Por mais que houvesse mais mães naquele espaço, era a nossa que sobressaia, era ela a mais linda de todas, a mais querida…
Ah!!! Que saudades daquela professorinha que nos incitava a fazer e querer o melhor para nossa mãe…
Ah se soubéssemos que o espetáculo não seria para toda a vida, quem sabe hoje, mesmo em cima de uma cama a olharia com mais amor e menos reclamações…
Quem sabe a visitaríamos com frequência, e poderíamos até abraça la com mais amor em gratidão por suas noites mal dormidas, preocupada com cada um de nós…
Ah professorinha… Que saudades de minha mãe!!! Tu não faz ideia do quanto hoje necessito daquele avental sujo de ovo de seus gritos ecoando pela casa: – Se você não vier aqui, eu vou aí te buscar…
Que saudades!!! A professorinha não nos alertou de que mamãe seria eterna…
Até a ” Batatinha quando nasce esparrama pelo chão” decorávamos rápido porque era ela quem passava horas a fio repetindo, mas sabe, eu acho que ela nos via, como nós a víamos na platéia, a melhor mãe, a mais bonita, a mais generosa,éramos perfeitos aos seus olhos…
Ah mamãe, hoje morro de saudades dos teus acalantos, de tuas broncas…
Morro de saudades mesmo adulta em que me alertavas quanto a blusa de frio, amigos que não eram amigos, se eu estava me alimentando…
E o 1º telefonema a me acordar no dia do meu aniversário… De quem era mamãe? Lembras???
Quase todos os dias faço esta pergunta a mamãe, não há resposta, ela está ali, absorta, indiferente em cima de uma cama ou andando pela casa em busca de sua mãe…
Mal sabe ela que procuramos pelas mesmas pessoas.
Autora: Berna Almeida

O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

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Milhares de Cuidadores perdidos sem entender para que lado devem seguir, o que devem fazer para que o mar se acalme e que se consiga os remos nas mãos.

Mar bravio, entes queridos tensos e intensos em busca de uma resposta, de uma saída…

Aliás, não há mais saída, não é um vírus, é uma pandemia familiar para o resto da vida.

Famílias acometidas por demências nunca mais terão suas vidas equilibradas se não procurarem entender seu meio, através de um ajuste, através de um equilíbrio, de um acerto emocional.

Alguém precisa ceder antes que 1 sujeito chamado Alzheimer assuma as rédeas da família.

É preciso que haja um envolvimento de todos, em prol daquela pessoa que nos fora confiada, a cuidar.

Pessoas com demência não possuem discernimento, coerência, sensatez…

Alguém está de um dos lados… Gritos assustam os dois lados e ambos os lados ficam perdidos após suas ações, de um lado arrependidos por gritarem, do lado por não entenderem o que está ocorrendo.

De qual lado do vidro ele embaça?

Daqui um tempo iremos torcer para escrever nossos nomes no vidro que sua…

Vamos sentir saudades dos lamentos… Das idas e vindas… Das noites insones… Dos falatórios…

Daqui a pouco ninguém mais vai querer voltar para a casa de mamãe…

Daqui a pouco… Não haverá mais nada a reclamar ou de se lembrar.

Por favor, pare de gritar eles mal sabem o que está acontecendo…

E você? Sabe o que está acontecendo?

Quem está aí?

Quem está do lado de lá…

E do lado de cá?

A tensão nos corrói por dentro

Alguém grita… Quem grita?

Eu ou você?

Há dias que gritamos juntos, nossas vozes se tornam ecos… Há um labirinto, me perco, me encontro quando ouço sua voz atrás do vidro que nos separa…

Quem está de cá?

Quem é você do lado de lá?

Tem dia que nem me conheço

Quem está aí?

Quem é você?

Quem sou eu?

Me leva embora… Minha mãe quer falar comigo…

Ela quer que eu vá para casa

Eu quero embora…

O tempo passa, o tic tac do relógio é ensurdecedor

Dim dom dim dom dim dom dim dom dim dom dim dom

Quem está ai?

Quem é você?

Me tira daqui

Eu quero voltar para casa

Minha mãe está chamando.

Me ajuda!!!!

Autoria: Berna Almeida.

Direito das pessoas com Demências

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A Doença de Alzheimer, e outras formas de demência, determinam a perda gradual de capacidade. As pessoas vão deixando de conseguir tomar decisões livres e esclarecidas ou de exprimir a sua vontade de forma adequada. Mas não perdem os seus direitos.

No intuito de protegermos o nosso familiar e porque pensamos que sabemos sempre o que é melhor para ele, por vezes, temos tendência para fazer e decidir tudo em vez dele e esquecemo-nos das seguintes regras fundamentais:
Presunção de capacidade: todos os adultos têm o direito de tomar as suas próprias decisões e a sua capacidade presume-se enquanto não se provar o contrário;
A incapacidade tem que ser declarada por decisão judicial;
As pessoas têm o direito de serem apoiadas na tomada das suas próprias decisões. Deve ser prestada toda a ajuda para que as pessoas tomem as suas próprias decisões, assim como deve ser dado todo o apoio para que consigam comunicar essas mesmas decisões, em vez de se presumir que a pessoa perdeu capacidade;
Não se pode presumir que alguém perdeu capacidade simplesmente porque as suas decisões possam parecer insensatas ou excêntricas;
Se alguém perder capacidade, tudo o que for feito em sua representação deve ser feito no seu melhor interesse
Se alguém perde capacidade, qualquer ação ou decisão tomada em sua representação, deve ser o menos restritiva possível dos seus direitos fundamentais e liberdades

Importa ao cuidador saber o que pode fazer, com legitimidade, para assegurar a defesa dos interesses do seu familiar que se tornou incapaz de gerir a sua pessoa e os seus bens.

O cuidador pode atuar legitimamente:
Como gestor de negócios: atuamos como gestores de negócios quando agimos por nossa iniciativa mas no interesse de outra pessoa, por exemplo, quando vamos à farmácia comprar os medicamentos que o médico prescreveu ao nosso familiar doente ou quando preenchemos e assinamos por ele a sua declaração de IRS;
No uso de uma procuração: o nosso familiar, enquanto no uso das sua faculdades mentais, pode-nos ter conferido poderes para o representarmos nos mais diversos assuntos, por exemplo: para vender um terreno que tinha lá na terra ou para movimentar a sua conta bancária;
Como procurador para cuidados de saúde: o nosso familiar, enquanto no uso das suas faculdades mentais, pode-nos ter conferido poderes para o representar, em futura situação de incapacidade, no que diz respeito a cuidados de saúde, por exemplo para dar consentimento para a realização de determinada intervenção cirúrgica ou para tomar decisão sobre fim de vida (alimentação ou hidratação artificiais);
Como tutor: através de processo judicial de interdição podemos ser nomeados para o cargo de tutor ou representante legal do nosso familiar que tenha sido declarado incapaz de gerir a sua pessoa e os seus bens;Como curador ? através de processo judicial de inabilitação podemos ser nomeados para o cargo de curador do nosso familiar que tenha sido declarado incapaz de gerir a sua pessoa e os seus bens sozinho, sem o acompanhamento do curador
Alzheimer Portugal

O mundo sombrio da demência

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Demência é um termo que choca a grande maioria dos leigos que o associa à ideia de loucura. Em medicina, porém, a palavra emência tem significado diferente. Ela é empregada para definir quadros que se caracterizam por deficiência cognitiva persistente e progressiva. Essa falta interfere nas atividades rotineiras do indivíduo, embora ele custe a perder a consciência do mundo que o cerca.

Aud Johannessen, norueguesa, especialista em Psiquiatria fala sobre esta forma de enfermidade que, ao contrário do que se pensa, afeta também os jovens. Ela nasceu há 60 anos, em Skien, mas mora numa pequena cidade ao Sul de Oslo, Tønsberg, na Noruega, onde atua na área de Psiquiatria para a velhice. É enfermeira e pesquisa doenças como o Alzheimer, consideradas enfermidades que só acontecem com idosos. “No mundo, há uma grande falta de entendimento de que a demência é uma condição médica, não uma parte ‘normal’ do envelhecimento”, diz Johannessen. Em entrevista por e-mail, Aud Johannessen joga um pouco de luz sobre um assunto considerado tabu pela maioria das pessoas.

O que é a demência? Demência é o termo utilizado para descrever os sintomas de um grupo alargado de doenças que causam um declínio progressivo no funcionamento da pessoa. É um termo abrangente que descreve a perda de memória, capacidade intelectual, raciocínio, competências sociais e alterações das reações emocionais normais.

Quem desenvolve demência? Apesar da maioria das pessoas com demência ser idosa, é importante salientar que nem todas as pessoas idosas desenvolvem demência e que esta não faz parte do processo de envelhecimento natural. A demência pode surgir em qualquer pessoa, mas é mais frequente a partir dos 65 anos. Em algumas situações pode ocorrer em pessoas com idades compreendidas entre os 40 e os 60 anos.

De que forma o mundo, mais velho que nunca, está lidando com a demência? 

A França e a Noruega foram os primeiros países a desenvolver um plano nacional para o tratamento de pessoas com demência. A institucionalização é um suporte do Estado, pois na maioria dos casos, o filho da pessoa que tem demência não tem condições de cuidar dela sozinho.

Com as recentes mudanças culturais, menos pessoas dentro de uma família têm disponibilidade para cuidar dos idosos. A doença no mundo todo é negligenciada pelo estigma.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, os índices mundiais de diagnóstico continuam baixos. No mundo, há uma grande falta de entendimento de que a demência é uma condição médica, não uma parte “normal” do envelhecimento.

Quais são os primeiros sintomas e as promessas de novos tratamentos e medicamentos? Comportamento agressivo, antes mesmo da falta de memória, e desorientação. Os tratamentos devem ser desenhados para manter os pacientes funcionais desempenhando ao máximo suas funções diárias. Em relação à medicação, existem relatos de que as pessoas tomam remédios para demência e agitação em excesso.

Medicamentos para acalmar são inimigos do tratamento, então? Não ajudam. Podem diminuir muito a pressão e causar sonolência. Esta variação não é saudável. É preciso sair da postura tradicional, que é medicar, para adotar outras formas de tratamento, como caminhadas, e outras atividades do gosto da pessoa. O tratamento deve ser individual.

Hoje, a doença afeta 50 milhões de pessoas no mundo. Por que mais da metade delas (58%) vive em países de renda média e baixa, se nos países mais ricos há mais gente que envelhece? Isso passa pela necessidade de países como o Brasil terem um programa de educação forte sobre o assunto, não só para seu desenvolvimento, mas para diminuir também a gravidade da doença e o estigma em torno dela.

Qual a diferença na gravidade dos casos em pessoas com mais ou menos educação sobre isso? Se você exercita o cérebro da mesma forma que o físico, ganha força e desenvolve resistência maior, permanece mais tempo funcional, e mais ativo cognitivamente. Se a pessoa com demência recebeu mais educação, tem vocabulário grande: se perde um sinônimo, há outros cinco. Ainda está funcional. Muitas vezes, até está com o cérebro mais danificado, mas tem mais capacidade para lidar com a doença.

Alzheimer é uma forma de demência? A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, constituindo cerca de 50% a 70% de todos os casos. É uma doença progressiva, degenerativa e que afeta o cérebro. À medida que as células cerebrais vão sofrendo uma redução, de tamanho e número, formam-se tranças neurofibrilhares no seu interior e placas senis no espaço exterior existente entre elas. Esta situação impossibilita a comunicação dentro do cérebro e danifica as conexões existentes entre as células cerebrais. Estas acabam por morrer, e isto traduz-se numa incapacidade de recordar ou assimilar a informação. Deste modo, conforme a doença de Alzheimer vai afetando as várias áreas cerebrais, vão-se perdendo certas funções ou capacidades.

A demência pode ser provocada pelo álcool? O consumo excessivo de álcool, particularmente se estiver associado a uma dieta pobre em vitamina B1 (tiamina) pode levar a danos cerebrais irreversíveis. Este tipo de demência (conhecido como Síndrome de Korsakoff) pode ser prevenido e se houver cessação do consumo podem existir algumas melhorias. As partes cerebrais mais vulneráveis são as implicadas na memória, planejamento, organização e discernimento, competências sociais e equilíbrio. Tomar vitamina B1 (tiamina) parece ajudar a prevenir e a melhorar esta condição.

Será demência? Existem várias situações que produzem sintomas semelhantes à demência, como por exemplo algumas carências vitamínicas e hormonais, depressão, sobredosagem ou incompatibilidades medicamentosas, infeções e tumores cerebrais. Quando as situações são tratadas, os sintomas desaparecem. É essencial que o diagnóstico médico seja realizado numa fase inicial, quando os primeiros sintomas aparecem, de modo a garantir que a pessoa que tem uma condição tratável seja diagnosticada e tratada corretamente. Por outro lado, se os sintomas forem causados por uma demência, o diagnóstico precoce possibilita o acesso mais cedo a apoio, informação e medicação, caso esta esteja disponível.

A demência pode ser hereditária? Isto irá depender da causa da demência, daí a importância de existir um diagnóstico médico correto. Se tiver preocupações sobre o risco de herdar demência, consulte o seu médico. Salienta-se que a maioria dos casos de demência não é hereditária.

Quais são os sinais inicias da demência? Os sinais iniciais de demência são muito subtis e vagos e podem não ser imediatamente óbvios. Alguns sintomas comuns são: erda de memória frequente e progressiva; confusão; alterações da personalidade; apatia e isolamento; perda de capacidades para a execução das tarefas diárias.

O que fazer para ajudar? Atualmente não existe prevenção ou cura para a maioria das formas de demência. Todavia, existem medicações disponíveis que podem reduzir alguns sintomas. O suporte é vital para as pessoas com demência. A ajuda da família, amigos e cuidadores pode fazer uma diferença positiva na forma de lidar com a doença.

*Marco Lacerda é jornalista, escritor e Editor Especial do Dom Total.

Ação de Curatela

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O que fazer quando um familiar se torna incapaz repentinamente? A família deve agir rápido, ingressando com uma Ação de Curatela, a fim de impedir que maiores prejuízos aconteçam na vida empresarial do enfermo. Este vídeo pretende ajudar a família a entender como resolver a questão da forma mais prática possível.

URIPEN E SONDAVESICAL DE DEMORA

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A sonda de Foley ou sonda vesical de demora pode ser utilizada em pacientes que perderam a capacidade de urinar espontaneamente, sempre através de prescrição médica. Neste método a sonda é mantida dentro da bexiga e a urina flui continuamente. A sonda liga-se a uma bolsa coletora que
pode ser fixada na lateral da cama, da cadeira de rodas ou na perna do paciente (caso ele ande).
Para prevenir complicações como infecções, sangramentos, feridas, é importante que você tenha os seguintes cuidados:
! Lavar as mãos antes de mexer na sonda;
! Limpar a pele em torno da sonda com água e sabão pelo menos duas vezes ao dia para evitar o acumulo de secreção;
! Lavar a bolsa coletora uma vez ao dia, com água e sabão ou água e cloro (cândida); quando desconectar a bolsa da sonda, bloqueie a sonda com uma gaze estéril, para que a urina não vaze;
! Manter a bolsa coletora sempre abaixo do nível da cama, e não deixe que ela fique muito cheia, para evitar que a urina retorne para dentro da bexiga;
! A sonda não precisa de nenhum tipo de fixação externa, porque tem um balão (bexiga) interno que a impede de sair do lugar; tenha cuidado para não puxar a sonda, porque você irá ferir a uretra, e pode haver sangramentos;
! Não deixar a perna do paciente apoiada na sonda, porque esta estará ocluída, e a urina não sairá da bexiga;
!Verificar se não há dobras ou obstruções no sistema sempre que não houver urina na bolsa coletora;
! NUNCA trocar a sonda vesical.

Este é um procedimento de enfermagem e deve ser realizado com técnica específica do profissional.

O Uripen, também conhecido como sonda de camisinha, é uma película fina de borracha, que se
encaixa no pênis.
Existe em vários tamanhos e também é conectado a uma bolsa coletora.
O uripen pode ser colocado da seguinte forma:
! Raspe os pêlos da região;
! Lave o pênis com água e sabão e seque bem;
! Coloque o uripen como se ele fosse uma camisinha, e deixe um
espaço livre na ponta do pênis;

Coloque o micropore (esparadrapo especial) em torno do uripen; desenrole o uripen de volta até cobrir com esparadrapo. Aplique uma segunda tira de micropore, metade no uripen e metade sobre a
pele;
! Conecte o tubo da bolsa coletora;
Outra forma segura de prender o uripen é através de um anel feito de espuma macia. Passe o uripen pelo anel e enrole-o de volta sobre ele. O anel pode ser reutilizado várias vezes, e o uripen também,
desde que seja bem lavado e seco.

PRECAUÇÕES PARAO USO DE URIPEN:
!Não deixar que ele fique “apertado” demais;
!Evitar usar esparadrapo comum, para não lesar a pele;
!Colocar o uripen com o pênis em ereção é mais fácil;
! Retirar o uripen 1 vez ao dia e lavar bem o pênis e o uripen;
! Retirar a noite, se possível, usar o papagaio;
! Examinar o pênis com freqüência para ver se está tudo bem;
!Evitar o uripen se o pênis ficar machucado ou inchado até que ele esteja bem novamente.


CUIDADOS COM PACIENTES INCONSCIENTES

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As causas mais comuns de inconsciência são de natureza neurológica como, por exemplo,
traumatismo craniano e derrame.
Como o paciente é incapaz de engolir há um acúmulo de secreções (saliva + catarro) na boca e faringe, tornando difícil a respiração. Essas secreções devem ser retiradas através de aspirações
freqüentes. A elevação da cabeceira do leito a 30 graus (cerca de 3 travesseiros grossos), também ajuda a prevenir a entrada de secreções nos pulmões e brônquios, evitando a pneumonia. Também previne a queda da língua para “trás”, o que dificulta a respiração e a torna ruidosa (barulhenta).
Você pode elevar a cabeceira com material improvisado, como um pedaço de madeira, ou pode adquirir o acessório para ser adaptado à cama do paciente, ou pode alugar uma cama hospitalar com diferentes inclinações.
Para evitar o ressecamento dos lábios recomenda-se a aplicação de manteiga de cacau.
A mudança freqüente de posição é importante para prevenir a formação de feridas/escaras.
Para prevenir perdas nos músculos e articulações é necessário fazer exercícios e atividades orientados por um fisioterapeuta.
Toda a alimentação e medicação oral devem ser oferecidas por sonda enteral. Deve-se ficar atento aos sinais de intestino “preso” ou diarreia.
Se isto ocorrer procure o médico.

TREINAMENTO DO CÓLON (INTESTINO)

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Os pacientes acamados perdem, com freqüência, o controle sobre o funcionamento do intestino (não sabe quando vai defecar). O intestino preso ou preguiçoso também é comum. Isto torna difícil para o doente permanecer limpo, o que, além de inconveniente e embaraçoso, também pode causar
assaduras e feridas (escaras). O ideal é que o paciente consiga evacuar uma vez ao dia, antes do banho.Embora a recuperação do controle normal do funcionamento do intestino não seja possível para a maioria dos pacientes, podemos “treinar” o intestino para trabalhar em determinada hora do dia.
O programa de treinamento do cólon inclui os seguintes passos:

! Faça a massagem abdominal diariamente, um pouco antes do
horário programado para a evacuação (de preferência antes do banho);
! A massagem abdominal é feita começando do lado direito e inferior
da barriga do paciente, em movimentos circulares, percorrendo todo o
contorno do abdome, como se ele fosse um quadrado, até a região inferior
esquerda do paciente; movimentos de flexão (dobrar) as pernas sobre a
barriga,se possível, também ajudam no estímulo da defecação e na
eliminação de gazes;
! Continue o programa estimulando a região do ânus; para isto você
pode usar um supositório ou um dedo protegido por uma luva e lubrificado
com óleo ou vaselina; introduza o dedo ou o supositório contra a parede do
reto (parte final do intestino) uns 2 cm para dentro, e espere uns 2 a 3 minutos
e então, suavemente, mexa o dedo em círculo, até que o ânus se relaxe ou as
fezes comecem a sair; depois ajude a pessoa a sentar-se na privada ou
penico, ou caso não consiga sentar, coloque-a deitada sobre o lado
esquerdo; repita isso 3 ou 4 vezes ou até que não haja mais fezes; limpe o
paciente e lave as mãos;
! Execute o programa todos os dias, no mesmo horário, mesmo
quando o intestino já funcionou acidentalmente, ou por causa de uma
diarreia;
! Se possível usar a privada ou penico, pois o intestino funciona melhor
com a pessoa sentada do que deitada;
! Ser paciente; às vezes o intestino leva dias ou até semanas para se
adaptar ao novo esquema;
! Às vezes as fezes iniciais endurecem e você precisa retirá-las com o
dedo, para que o doente possa defecar.
! Os pacientes com colostomia também podem se beneficiar com o
treinamento de cólon.

CUIDADOS COM AS OSTOMIAS
Ostomia Digestiva é uma abertura cirúrgica realizada na parede
abdominal onde uma porção do intestino é levada até a pele. Se a abertura do
intestino foi na última porção doente ou lesada do intestino delgado (íleo), a
pessoa foi ileostomizada. Se a abertura foi no intestino grosso (cólon) a
pessoa foi colostomizada.
As fezes passam pela ostomia para fora do corpo sem o controle da
pessoa, e são armazenadas em uma bolsa que fica aderida ao corpo. A
ileostomia fica no lado direito do abdômen pouco abaixo da linha da cintura.
As fezes neste local são com freqüência mais líquidas e agressivas para a
pele .
Uma ostomia urinária drenará a urina,diretamente para a parede abdominal através do gotejamento
contínuo sem o controle da pessoa.
Uma bolsa de urostomia deverá estar aderida a pele para coletá-la. Uma ostomia normal é vermelha
ou rosa vivo, brilhante e úmida. A pele ao seu redor deve estar lisa sem
vermelhidão, coceira, feridas ou dor.

VIDA SOCIAL E FAMILIAR
A pessoa pode manter atividade normal: viajar, nadar, praticar esportes ou passear ao ar livre…

A única precaução é levar uma bolsa extra para troca, caso seja necessário.

Para momentos íntimos deve esvaziar e limpar a bolsa previamente para se sentir mais confortável e seguro.

HORADO BANHO
Não é necessário retirar a bolsa para tomar banho, quer seja de
chuveiro ou de banheira já que ela é impermeável à água. Se for preciso
poderá trocar o equipamento durante o banho. O sabão e a água não são
perigosos e nem prejudicam a ostomia. Apenas deve-se evitar o jato forte do
chuveiro diretamente na abertura da ostomia, pois pode provocar
sangramento.

USO DE ROUPAS
Apessoa pode continuar a usar as mesmas roupas. O importante é a
roupa ficar cômoda, bem apresentável e a pessoa se sentir bem.

EXERCÍCIOS FÍSICOS E PRÁTICA DE ESPORTES
Atividades físicas normais, incluindo esportes aquáticos. É
desaconselhável a prática de esportes de grupo, como, por exemplo, futebol,
pelo risco de trauma local.

FREQUÊNCIA DO ESVAZIAMENTO DA BOLSA
Na urostomia o esvaziamento é feito com maior freqüência. No caso da colostomia, a bolsa terá que ser esvaziada à medida que for necessário, geralmente uma ou duas vezes ao dia.

CUIDADOS COM A PELE PERIESTOMAL
As fezes e a urina, pela sua composição, são capazes de causar
grandes lesões na pele. Portanto é importante que se utilize uma bolsa que
proteja bem a pele fixando e adaptando-se bem o ostoma. Na urostomia é
indicada uma bolsa que tenha válvula anti-refluxo que direcione o jato,
proporcionando um esvaziamento da bolsa sem vazamento.

Batata doce tem benefícios e é rica em vitamina D

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A raiz auxilia no combate ao colesterol e no controle do estresse. Além disso, dado ao baixíssimo custo de produção, a batata-doce é encontrada a preços baixos em supermercados ou hortifrutis.

Benefícios da batata doce

1 – Estabilização do açúcar no sangue

batata-doce é uma rica fonte de caroteno e vitamina Caroteno B6. Os componentes aliviam o açúcar no sangue respondendo à insulina. A vitamina B6 restringe a doença cardíaca relacionada à diabetes.

2 – Fonte de vitamina D

A vitamina D é importante para a saúde dos dentes, ossos, pele, nervos e glândula tireoide. A batata-doce é uma rica fonte de vitamina D. Mantém os nossos ossos em boa saúde.

3 – Melhora digestão

Este extraordinário benefício da batata doce promove uma digestão saudável. Isso ocorre porque as batatas doces contêm uma grande quantidade de fibra dietética. Limpando o trato gastrointestinal, essas fibras ajudam a digestão saudável. O alto teor de fibra também ajuda a controlar a constipação.

4 – Bom para úlcera estomacal

O conteúdo de vitamina D, beta caroteno, potássio e cálcio em batatas doces reduz a possibilidade de úlceras. Portanto, se você sofre de úlcera estomacal, inclua suco de batata na sua dieta.

5 – Anti-inflamatório

Consumir suco de batata regularmente, se você sofre de queimaduras cardíacas, azia e outros problemas inflamatórios relacionados. Isso ocorre porque as batatas doces contêm vários minerais e vitaminas.

6 – Fonte de vitamina B6

A batata-doce é fonte incrível de vitamina B6. Esta vitamina é necessária para reduzir o nível de homocisteína em nosso corpo. Ele é produzido quimicamente em nosso corpo, o que, se deixado sem controle, leva a problemas digestivos e doenças cardíacas.

7 – Fonte de magnésio

As batatas doces também são uma rica fonte de magnésio. Considerado como um mineral anti-stress, este mineral oferece o relaxamento do corpo e da mente.

8 – Fonte de vitamina C

A vitamina C é necessária pelo organismo para proteger contra gripe e resfriados e outras infecções virais menores. Também é monumental na formação de células, dentes e células sanguíneas. Acelera a cicatrização de feridas. As batatas doces contêm grandes quantidades de vitamina C. Seu suco pode ajudar a construir seu sistema imunológico.

9 – Fonte de ferro

O ferro fornece energia, e nós sabemos o quão importante é ser energético. Suco de batata doce fornece ferro. Ajudar na formação de células brancas, doce ingestão de suco de batata ajuda a lidar com o estresse corretamente. Ele fortalece o sistema imunológico do corpo. Também ajuda o corpo com o metabolismo adequado das proteínas.

Conheça os benefícios do maracujá para a sua saúde

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O maracujá é uma fruta tropical deliciosa que tem a casca ondulada amarela. A casca dura não é comestível; quando está enrugada, é porque a fruta está madura. As sementes podem ser comidas ou a polpa suculenta interna pode ser coada.

Conhecido por ser um calmante natural, o maracujá também é rico em vitaminas do complexo B e C. Confira abaixo outros benefícios do maracujá!

Benefícios do maracujá para a saúde

1 . Melhora a visão e a saúde dos ossos

A vitamina A no maracujá contribui para uma visão saudável e para a saúde óssea. Estimula a produção e a atividade de leucócitos e regula outras funções celulares. Estimula o sistema imunológico e também reduz o risco de câncer.

Conheça os benefícios de outras frutas do verão:

2 . Melhora o sistema imunológico

Rico em vitamina C, poderoso antioxidante, o maracujá protege contra os radicais livres; também ajuda a fortalecer o sistema imunológico e combate infecções. Estimula a produção de colágeno, que sustenta a saúde de ossos, dentes, gengivas e vasos sanguíneos.

3 . Digestão

O maracujá é uma grande fonte de fibra alimentar, caso você coma as sementes. Isso ajuda a melhorar a digestão e a evitar a constipação intestinal e dá sensação de saciedade mais rápido, o que pode ajudar no controle do peso.

Fonte: Seleções

Mito ou Fato

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É fato: desde os tempos de nossas avós, há boatos sobre alimentos e bebidas. Quem, por exemplo, nunca ouviu falar da mortal mistura de leite com manga? Claro, o tempo e a ciência se encarregaram de eliminar boa parte desses boatos. Mas, no lugar deles, surgiram outros que povoam as redes sociais, sempre turbinados por pesquisas que, hora dizem que um alimento é bom pra saúde e, na sequencia, condenam esse mesmo alimento. Café, por exemplo, faz bem ou faz mal?

Utilidades da pasta de dente que você não conhece

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Sim, a gente sabe que parece muito estranho dizer que a pasta de dente ou o creme dental, como preferir chamar essa substância, server para outra coisa além de escovar os dentes e melhorar o bafo das pessoas, não é? Afinal de contas, até mesmo o nome desse produto indica para quê ele foi criado, oras!

Mas, sim, acredite: a pasta de dente pode ajudar e muito sua vida se for usada com outras finalidades, especialmente ligadas à limpeza de objetos do dia-a-dia, como acessórios de metal, parede riscada e até mesmo dar um “brilho” nas unhas, sabia?

Então, acompanhe a matéria e descubra, na lista que preparamos, outros 10 usos que você provavelmente não conhecia para o creme dental e que vão surpreender todo mundo! Ahh, e pode confiar, viu, todas as dicas abaixo já foram testadas e funcionam mesmo!

1. Tirar odor de cebola e de alho das mãos:

Quem tem o hábito de cozinhar já sabe que os cheiros de cebola e alho não vão desgrudar tão fácil das mãos. A não ser, claro, se você seguir nossa dica e usar nada menos que pasta de dente para resolver o problema!

Basta esfregar um pouco do produto nas mãos, sem esquecer das pontas dos dedos; enxaguar e… pronto! Ah, funciona também para tirar o cheio de frutos do mar dos dedos, como o do famoso (e nada cheiroso) camarão.

2. Limpar jóias e bijuterias:

Isso mesmo, espalhe pasta de dente sobre acessórios de metal, especialmente de prata; usando uma escova de dentes fora de uso ou um pincel qualquer para ter o objeto brilhando como novo! Depois de enxaguar e enxugar a peça, você vai perceber que a diferença é instantânea.

Agora, se a sujeira estiver muito impregnada no metal ou se a peça for muito detalhada, vale usar também pasta de dente dissolvida em um pouco de água. Aí é só deixar o objeto de molho, nessa mistura, em um recipiente; durante algumas horas.

3. Limpar riscos de giz de cera em paredes:

Quem tem criança em casa sabe o quanto é difícil impedir que elas, às vezes, façam uma “obra de arte”, de vez em quando, nas paredes, não é mesmo? Caso isso aconteça, não precisa se desesperar: basta aplicar um pouco de pasta de dente na superfície e, suavemente, ir limpando o lugar com uma esponja úmida (se for a de lavar louças, use o lado menos áspero). Os riscos saem na hora e não estraga a pintura.

4. Limpar lentes:

Seja lentes de óculos (de grau ou escuras), seja viseiras de capacete ou óculos de mergulho. A verdade é que depois de um tempo de uso, as lentes acabam precisando de limpeza e a pasta de dente, por incrível que pareça, é uma ótima maneira de conseguir desembaçá-las.

Para isso, no entanto, não esqueça de usar as pastas sem cristais (as brancas, de preferência) e um pano macia, para evitar riscos na superfície. Depois é só lavar.

5. Remover espinhas ou manchas na pele:

Sabia que dá para cuidar de espinhas e manchas na pele usando pasta de dente? Para isso, você só precisa aplicar um pouquinho do produto na área que estiver irritada e esperar algumas horas.

Daí, quando a pasta estiver seca, seu rosto já vai estar bem melhor. DICA: faça isso a noite, quando for dormir. Você , provavelmente, não vai querer que as pessoas vejam seu rosto cheio de pasta dental, não é mesmo?

6. Limpar as unhas:

Se você, literalmente, escovar as unhas dos pés e das mãos com pastas de dente (assim como faz com seus próprios dentes), vai notar a diferença, especialmente se eles estiverem manchadas com alguma substância difícil de ser removida. Isso também ajuda a deixar as unhas mais brilhantes e fortes.

7. Limpas mamadeiras:

Para deixar utensílios usados pelos bebês mais limpos, como mamadeiras e copinhos; a melhor opção é usar pasta de dente na hora de lavá-los. Isso porque o produto não causa qualquer dano à crianças caso seja ingerido, não passa gosto para o líquido que ficará dentro do recipiente e ainda pode ser encontrado em qualquer lugar. Com certeza essa é uma melhor escolha que os tradicionais detergentes.

8. Limpar marcas de copos da mesa:

Sabe aqueles “anéis” horríveis que ficam na madeira quando alguém deixa um copo sobre ela? Pois é, dá para se livrar dessas manchas usando pasta de dente. Isso porque, para quem não sabe, o creme dental funciona como uma cera para os dentes, assim como os produtos de limpeza funcionam para lustrar os móveis.

Então, quando não tiver esses produtos específicos em casa, passe um pouco de pasta de dente sobre a mesa, espalhando com um pano macia e, depois, retire o excesso. Prontinho!

9. Remover manchas de tapetes:

Outro uso muito louco da pasta de dente e que funciona muito bem é a remoção de manchas de tapetes. É só aplicar um pouco do produto sobre o lugar sujo e esfregar, delicadamente, com uma escova de lavar roupas.

Depois é só limpar com um pano úmido. Se a mancha não sair de primeira, é só repetir o processo. Aos poucos você vai notar que vai limpando.

10. Limpar portas de vidro:

Vidraças, janelas e portas de vidro também podem ser limpas com pasta de dente, assim como as lentes dos óculos. Isso porque o produto limpa, desembaça e dá brilho na superfície desse tipo de material.

O melhor de tudo é que nem precisa usar muito se você tiver um pano molhado para espalhar o creme dental sobre a peça. Se, por outro lado, o vidro estiver manchado, é só deixar a substância agindo sobre ele durante um tempo e, depois, esfregar com um pano macio.

OPÇÃO SAUDÁVEL PARA O VERÃO: SORVETE CASEIRO DE IOGURTE E FRUTAS

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Com esse calor, dá vontade de tomar sorvete todo dia, não é mesmo?

Veja que saudável este sorvete de iogurte com frutas e que é super fácil de fazer em casa. É super gostoso e bom de ter na geladeira para aquela hora que bate uma fominha…

Ingredientes

Cinco unidades de iogurte natural
Frutas cortadas
Adoçante (ou mel)
Palitos para picolés
Forminhas para picolés (ou copo descartável)

Modo de fazer

Bata o iogurte com o adoçante ou mel. Coloque as frutas cortadas nas forminhas de picolés. Cubra com o iogurte já batido. Deixe no congelador ou freezer por mais ou menos 12 horas.

DICA EXTRA: Quem não está de dieta pode adicionar creme de leite ao iogurte antes de bater.O picolé fica bem mais cremoso!